quinta-feira, 30 de junho de 2016

Carta de Apoio à Chapa Resistência! Unifesspa Pública, Democrática e Diversa


A criação da Unifesspa, em junho de 2013, pode ser considerada a consolidação de uma experiência acadêmica construída ao longo dos 26 anos do Campus de Marabá e, ao mesmo tempo, um novo desafio de grandes proporções como uma nova Universidade, advindos da autonomia administrativa e das possibilidades de ampliação. A tensão entre essas duas situações talvez tenha sido o primeiro grande desafio para a Unifesspa, tendo que assumir seu novo papel institucional e, muito rapidamente, se reorganizar acadêmica e administrativamente para esse novo momento, mas reconhecendo sua história, seu acúmulo anterior, sabendo manter e fortalecer aquilo que mais positivamente já havia conquistado.
Nós, abaixo assinados, reconhecemos que esse desafio foi enfrentado positivamente por toda a comunidade acadêmica e que o prof. Maurílio Monteiro, como Reitor pro tempore, e a profa. Idelma Santiago, como primeira Pró-Reitora pro tempore de Extensão e Assuntos Estudantis, deram contribuições decisivas para esse processo. O que não significa negar a existência de tensões. Sem dúvida a capacidade de aplicar os investimentos em infraestrutura previstos para o Campus de Marabá, a criação e estruturação inicial dos Campi fora de sede, o fortalecimento e ampliação dos cursos de graduação e pós-graduação e do quadro de pessoal técnico-administrativo e docente foram decisivos para a expansão inicial. Mas, também é fundamental reconhecer que isso foi feito sem a desestruturação do que já existia, por exemplo, sem ceder às pressões do MEC de implantação de novos modelos universitários, bastante questionáveis, que desconsiderariam toda uma história acadêmica do Campus de Marabá.
Essa significativa expansão da capacidade acadêmica e administrativa da Unifesspa foi acompanhada pelo, não menos expressivo, crescimento do diálogo da Universidade com a sociedade regional, fim maior de uma Instituição de Ensino Superior como a nossa. Considerando-se a produção acadêmica através de projetos de pesquisa, seminários e debates sobre temas que afetam a região, a ampliação das ações de cultura e extensão que ultrapassaram nossos muros e as ações direcionadas ao fortalecimento do ingresso e permanência discente, sobretudo de segmentos da sociedade regional historicamente excluídos do ensino superior, pode-se afirmar que a presença social e política da Unifesspa no Sul e Sudeste Paraense ampliou-se com muita qualidade e respeito à diversidade e com a reafirmação de que a Universidade Pública deve contribuir com todos aqueles que lutam pelo enfrentamento dos graves problemas regionais, no âmbito político, econômico, produtivo, social, ambiental e cultural.
O momento político em que o país se encontra é de muita preocupação, coloca novos e maiores desafios para a continuidade da implantação da Unifesspa, que precisa RESISTIR e avançar. É fundamental, para além da continuidade dos processos já descritos, a conclusão da organização interna, de forma participativa e democrática, no processo Estatuinte em curso e nos próximos passos do processo de formalização de nossa identidade universitária, como a elaboração dos Regimentos Internos e dos Planos Institucionais.
No entanto, o atual governo golpista foi rápido em impor uma agenda de retrocessos dos direitos econômicos, sociais e políticos existentes, o que coloca em risco todos nossos avanços, exigindo da Universidade uma postura firme em defesa da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade, atualmente atacada por interesses privatistas, pela generalização da lógica neoliberal e pela redução dos espaços públicos.
Nenhum direito a menos, Nenhum curso a menos e Nenhum estudante a menos! Estas devem ser as palavras de ordem de toda a sociedade e da Unifesspa!
Acreditamos ser nesta direção que a chapa Resistência! aponta e, por isso, a apoiamos.
Marabá, 28 de junho de 2016
1. Aderson David Pires de Lima - Docente (IGE)
2. Adriana Barbosa da Costa - TAE (IEX)
3. Adriano Alves Rabelo - Docente (IGE)
4. Adriano de Araújo Gomes - Docente (ICE)
5. Adrieli Oliveira da Silva - Discente (IGE)
6. Alberto Jacques Ribeiro Correa - Docente (IGE)
7. Alcicley da Silva Abreu - Docente (ICE)
8. Alessandra Carla Santos de Vasconcelos Chaves - Docente (IESB)
9. Alessandra de Rezende Ramos - Docente (IESB)
10. Alessio Moreira dos Santos - TAE (IEDAR)
11. Amanda Gomes Mota - TAE (SEGE)
12. Ana Carolina dos Reis Lima - Discente (IGE)
13. Ana Ligia Moura Pires - TAE (PROEG)
14. Ana Valéria dos Reis Pinheiro - Docente (IGE)
15. Ana Valéria Pinheiro - Docente (IGE)
16. Ananias Agostinho da Silva - Docente (IEX)
17. André Luiz Picolli da Silva - Docente (IESB)
18. André Miranda Brito Branches - Docente (IGE)
19. André Oda - Docente (ICH)
20. Andréa Hentz de Mello - Docente (IEDAR)
21. Antônio Augusto da Costa Severo - TAE (PROEX)
22. Antônio Carlos dos Santos Nascimento - Docente (IGE)
23. Antônio Carlos Santos do Nascimento - Docente (IGE)
24. Antônio Henrique da Mata - Discente (PDTSA)
25. Arilson dos Santos Gomes - Docente (ICH)
26. Aristides Anderson Pereira Reis - Discente (IGE)
27. Arley Oliveira Reis Junior - Discente (IGE)
28. Arthur Santos da Silva - Discente (IGE)
29. Arthur Wendel Araújo Sardinha - Discente (IGE)
30. Artur Silva de Santana - TAE (PROADI)
31. Beatriz Lucas de Matos - Discente (IGE)
32. Benedito de Sales Santos - Docente (IEX)
33. Bianca de Figueiredo Batista - Discente (IGE)
34. Brenda Samira G. de Souza - Discente (IGE)
35. Brenda Vieira da Silva - Discente (IGE)
36. Breno Dutra - Discente (IGE)
37. Caio Maximino de Oliveira - Docente (IESB)
38. Caio Nonato de Oliveira Reis - Discente (IGE)
39. Camila Danielle R. Santos - Discente (IGE)
40. Camila dos Santos Torres - Docente (IGE)
41. Camila Valentina Ribeiro Portilho - Discente (IGE)
42. Carlos Alexandre Carvalho Freire - Discente (IGE)
43. Carlos Augusto Carneiro Costa - Docente (IEX)
44. Carlos Henrique Barbosa - Discente (IGE)
45. Carlos William Ferreira dos Santos - Discente (IGE)
46. Caroline V. Passos - Discente (IGE)
47. Cássia de Aquino Sousa - Discente IGE ()
48. Cassio Augusto Samogin Almeida Guilherme - Docente (ICH)
49. Cátia Canedo - TAE (IEX)
50. Cátia Oliveira Guimarães Abud TAE (IETU)
51. Celma Rocha Silva TAE (IETU)
52. Claudiana Gomes Guido - TAE (PROEX)
53. Cleiton Sodré Guedes - Discente (PDTSA)
54. Cleydenver Guilhermino dos S. Rocha - TAE(SEPLAN)
55. Cristiane Vieira Da Cunha - Docente (ICH e Proex)
56. Daiane da Costa Ferreira - Discente (IGE)
57. Daniel de Lucca Oliveira Passos - TAE (PROADI)
58. Daniel Silvestre Rodrigues - Docente (IGE)
59. Daniele Naine Guimaraes de Souza - Discente (IGE)
60. Danielle S. Araújo Pinheiro - Discente (IGE)
61. Danúbia Santos Barros - Discente (IGE)
62. Dayana Crystina Barbosa de Almeida - Docente (ILLA)
63. Débora Beatriz Lucas de Matos - Discente (IGE)
64. Denilson Costa da Silva - Docente (IGE)
65. Dhonny Lima da Silva - TAE (PROADI)
66. Diego de Macedo Rodrigues - Docente (IEDAR)
67. Diego Santos da Silva - TAE (ICSA)
68. Dirlenvalder do Nascimento Loyolla - Docente (ILLA)
69. Edilma Pereira Oliveira - Docente (IGE)
70. Edimara Ferreira Santos - Docente (ICH)
71. Edimilson C. O. Paixão - Discente (IGE)
72. Ednaldo Candido Moreira Gomes - Docente (IEX)
73. Edney Ramos Granhen - Docente (ICE)
74. Edson de Freitas Gomes - Docente (IEX)
75. Eduardo R. Lemos - Discente (IGE)
76. Elias Fagury Neto - Docente (IGE)
77. Elisabete da Silva Vieira TAE (IETU)
78. Eliseu Melo da Silva - Docente (IGE)
79. Elizeu Melo da Silva - Docente (IGE)
80. Ellem de França Lima - Discente (IGE)
81. Elsiane Nathália Barros Rodrigues - Discente (IGE)
82. Elton Douglas Heriger Pereira - Discente (IGE)
83. Emilly Benício - Discente (IGE)
84. Emilyn Alves de Souza Silva - TAE (PROADI)
85. Érica Júcio dos Reis Ferreira - Docente (ICSA)
86. Erinaldo Vicente Cavalcanti - Docente (ICH)
87. Etiane Patricia Reais - Discente (PDTSA)
88. Eumar da Silva Coelho - TAE (IGE)
89. Evaldiney Ribeiro Monteiro - Docente (IGE)
90. Evandro Costa de Medeiros - Docente (ICH)
91. Fabiano da Silva Marques - Discente (IGE)
92. Fabio Barros de Sousa - Docente (ICE)
94. Fabio Called - TAE (CTIC)
95. Fábio de Oliveira Torres - TAE (CTIC)
96. Fabio dos Reis Ribeiro de Araújo - Docente (IEDAR)
97. Fábio Gonçalves da Silva - Docente (IGE)
98. Fabio Mario da Silva - Docente (IEX)
100. Fabio Tadeu de Melo Pessoa - Docente (ICH)
101. Fadislan Naua de Sousa e Souza - Discente (IGE)
102. Felicidade de Nazaré Silva Fonseca De Sousa - TAE (CRCA)
103. Felipe Barata Silva - Discente (IGE)
104. Felipe de Sousa Castro - Discente (IGE)
105. Felipe dos Santos Ferreira - Discente (IEDAR)
106. Fernanda Carla Lima Ferreira - Docente (ICE)
107. Fernando Ferreira Rabelo - TAE (Comissão de Ética)
108. Fernando Michelotti - Docente (IEDAR)
109. Flávia Priscila Souza Afonso - TAE (IGE)
110. Francisco Adriano de Oliveira Carvalho - Docente (ICE)
111. Francisco José Pereira Da Silva - TAE (PROGEP)
113. Francisco Ribeiro da Costa - Docente (IGE)
114. Francisco Vanderlei Almeida - TAE (SEPLAN)
115. Franco Jefferds dos Santos Silva - Docente (IGE)
116. Gabriel Barbosa - Discente (IGE)
117. Gabriel Leite Ferreira - Discente (IEDAR)
118. Genivaldo Maciel Júlio - TAE (PROADI)
119. Gigliane Borges - Discente (IGE)
120. Gilmara Lima Feio - Docente (IGE)
121. Gilmara Regina Lima Feio - Docente (IGE)
122. Gilvandro Noronha Machado - TAE (PROGEP)
123. Gisele Barata Costa - Docente (IGE)
124. Giselle da Costa Batista - TAE (CTIC)
125. Glaciane Miranda de Oliveira - Discente (IGE)
126. Glauber Paixão dos Santos - TAE (Procuradoria)
127. Glaura Caroena Azevedo - Docente (ICE)
128. Gleides Lopes Barrosa Carvalho - TAE (ICE)
129. Gleyciene Amaral Corrêa - Discente (IGE)
130. Gracílio Varjão de Oliveira - Docente (ICE)
131. Gustavo Ramos da Silva - Discente (ICH)
132. Haroldo de Souza - Docente (ICH)
133. Helen Caroline R. Ferreira - Discente (IGE)
134. Heleno Chagas - Discente (IGE)
135. Heloiza Helena de Almeida Souza - TAE (Gabinete)
136. Herber Leone de T. Costa - Discente (IGE)
137. Higor Silva Lopes - Discente (IGE)
138. Hiran de Moura Possas - Docente (ICH)
139. Hosana Lima de Paula - TAE (IEX)
140. Hugo Rodrigues Nascimento de Oliveira - Discente (IGE)
141. Iana Ingrid Rocha Damasceno - Docente (IGE)
142. Idelvandro José de Miranda Fonseca - TAE (CTIC)
143. Inaldo Chaves Junior - Docente (ICH)
144. Iran de Oliveira da Silva - Discente (IGE)
145. Ítalo Kevim Morais - Discente (IGE)
146. Ivonilce Brelaz da Silva - TAE (PROEX)
147. Izabel Venini Moraes Brito - TAE (PROGEP)
148. Izabelle Catarina Gonçalves da Silva - Discente (ILLA)
149. Jailson Cuimar Paz - Docente (ICE)
150. Jair Ribeiro de Sousa - TAE (IEX)
151. Jairo Fabricio da Silva de Oliveira - TAE (PROADI)
152. Jairo Viveiro de Souza - Discente (IGE)
153. Janailson Macedo Luiz - Docente (ICH)
154. Janaína de Souza Oliveira - TAE (CRCA)
155. Jax Nildo Aragão Pinto - Docente (ICSA)
156. Jean Carlo Grijo Louzada - Docente (IGE)
157. Jeronimo da Silva E Silva - Docente (ICH)
158. Jesiele Tavares de Sousa - Discente (IGE)
159. Jessica Sobrinho Lopes - Discente (IGE)
160. Joana Luiza Pires Siqueira - Docente (ICE)
161. Jonatas Nunes dos Santos Daudt - TAE (PROGEP)
162. Jorge Everaldo de Oliveira - Docente (ICE)
163. Jose Amilton de Souza - Docente (ICH)
164. José de Arimatéia Costa de Almeida - Docente (IGE)
165. José Elisandro de Andrade - Docente (IGE)
166. José Otávio Pires - Docente (IEDAR)
167. Josiel de Oliveira Batista - Docente IEDAR
168. Josiene da Silva Queiroz Campos - TAE (Protocolo)
169. Juliana de Sá Souto - TAE (PROADI)
170. Kelly Cruz - Discente (IGE)
171. Khandida Coelho Vichmeyer Paula - TAE (PROGEP)
172. Laécio Rocha de Sena - Docente (IETU)
173. Laena Vieria Antunes da Rocha - TAE (ASCOM)
174. Laila Leslie Rocha Sousa - Discente (IGE)
175. Leandro de Oliveira Ferreira - Docente (ICSA)
176. Leandro Maia Texeira - TAE (PROADI)
177. Leandro Sousa Ferreira - Discente (IGE)
178. Leonardo Brasil Felipe - Docente (IGE)
179. Leonardo Sousa da Silva - Discente (IGE)
180. Lidiane de Fatima Vieira dos Santos - TAE (PROGEP)
181. Lindemberg Bezerra - Discente (IGE)
182. Lucas França Rolim - TAE (PROADI)
183. Lucas Jacomini Abud - Docente (IETU)
184. Lucas Sacramento - Discente (IGE)
185. Lucélia Cardoso Cavalcante Rabelo - Docente (ICH e NAIA)
186. Luciene Santana de Souza - TAE (IEA)
187. Lucilvana Ferreira Bastos - Docente (IETU)
188. Lucivaldo Silva da Costa - Docente (ICH)
189. Luiz Carlos da Silva Carvalho - TAE (CTIC)
190. Luiz Moreira Gomes - Docente (ICE)
191. Manoel de Sousa Júnior - TAE (Gabinete)
192. Manoel Ênio Almeida Aguiar - TAE (SEPLAN)
193. Manoel Ferreira Nunes - Docente (IGE)
194. Marcel Ferreira Miranda - TAE (PROGEP)
195. Marcela Alves de Souza - TAE (CTIC)
196. Marcele Juliane Alves Menezes - TAE (PROADI)
197. Marcelo Santana Camacho - TAE (CTIC)
198. Marcílio Douglas Silva Marques - TAE (CTIC)
199. Marcílio Rocha - Discente (IGE)
200. Márcio Correia de Carvalho - Docente (IGE)
201. Márcio Paulo De Araújo Mafra - Docente (IGE)
202. Marco Alexandre da Costa Rosario - Docente (IEDS)
203. Marcone Santos Júnior - Discente (IGE)
204. Marcos Alexandre Pimentel da Silva - Docente (ICH)
205. Marcos Rogério de Souza Ladeira - TAE (CRCA)
206. Marcos Thiago de Souza Fernandes - Discente (IGE)
207. Marcos Vinícius dos Santos Morais - Discente (IGE)
208. Márgia Carvalho de Souza - Docente (IGE)
209. Maria Clara Sales Carneiro Sampaio - Docente (ICH)
210. Maria do Socorro Quaresma Sacramento - TAE (PROADI)
211. Maria José Serra Souza - Discente (IGE)
212. Maria Liduína das Chagas - Docente (IGE)
213. Maricely Janette Uria Toro - Docente (IGE)
214. Mateus Figueira Neves - Discente (IGE)
215. Mateus Nascimento - Discente (PDTSA)
216. Matheus da Silva Oliveira - Discente (IGE)
217. Mayra Barbosa Sindeaux Lima - TAE (IEX)
218. Merly Carla Alves Ribeiro - Discente (ICH)
219. Meyre Jessica James - Discente (IGE)
220. Michele Duarte Lima - Discente (IGE)
221. Miriam Alves de Oliveira TAE (IETU)
222. Mirian Helez de Oliveira - TAE (CTIC)
223. Naiana Carvalho Araújo - Discente (IGE)
224. Neiva Cristine de Melo Silva - TAE (PROADI)
225. Nicolau A. Kibota - Discente (IGE)
226. Nielsen Alves Gonçalves - TAE (CTIC)
227. Norberto Ferreira Rocha - Docente (ICSA)
228. Núbia Cilene de S. Barreto - TAE (PROADI)
229. Odilon Leite B. da Costa - Discente (IGE)
230. Olailson de Souza Xavier Junior - Discente (IGE)
231. Onivaldo de Sousa Cunha - TAE (ICE)
232. Osmar Tharlles Borges de Oliveira - Docente (IEA)
233. Paola Girado Herrera - Docente (ICH)
235. Patrícia Fonseca Corrêa Gonçalves - TAE (PROADI)
236. Patrícia Gomes Maciel - TAE (CRCA)
237. Patrícia Soares Gomes - Discente (ICH)
238. Patrícia Sousa da Silva - Discente (IGE)
239. Patrício Alves da Rocha - TAE (ASCOM)
240. Patrick Santos da Silva - Discente (IGE)
241. Paulo de Araújo Menezes - Discente (IGE)
242. Péricles Crisiron Pontes - Docente (IEA)
243. Priscylla Bianca Cabral Alves - Discente (IGE)
244. Pryscila Albuquerque De Souza - Discente (IGE)
245. Raabe Paiva do Carmo - Discente (ILLA)
246. Rafael Ferreira Farias - Discente (IGE)
247. Rafael Rogério Nascimento dos Santos - Docente (IETU)
248. Raiana Cantão Cruz - Discente (IGE)
249. Raiane da Silva Sousa - Discente (IGE)
250. Raimundo do Nascimento - Discente (IETU)
251. Raimundo Nonato Santos da Silva - TAE (PROADI)
252. Ralph Alan - TAE (CTIC)
253. Raonei Alves Campos - Docente (IGE)
254. Raphaela Sousa - Discente (IGE)
255. Raquel Ribeiro da Silva - Docente (IESB)
256. Rayson Wilber Almeida Vieira - TAE (PROADI)
257. Rebeca Medeiros Fonseca - TAE (CRCA)
258. Reginaldo Barbosa de Souza - TAE (CRCA)
259. Renata Lilian Ribeiro Portugal Fagury - Docente (IGE)
260. Renato Cantão Gonçalves - Discente (IGE)
261. Ricardo Fortunato Marinho - TAE (SEGE)
262. Rildo Tavares Discente (IETU)
263. Riviane dos Santos Amorim - Discente (IGE)
264. Roberg Januário dos Santos - Docente (IETU)
265. Rodrigo da Silva Manera - TAE (IGE)
266. Rodrigo do Monte Gester - Docente (ICE)
267. Rogerio Rego Miranda - Docente (ICH)
268. Rogério Ruas Machado - Docente (ICSA)
269. Romário de Sousa Madalena - TAE (ICSA)
270. Ronaldo Bezerra da Silva Junior - TAE (PROEX)
271. Roselaine Gusson Mendes - TAE (CRCA)
272. Rosemir Santana da Silva Pereira - TAE (Protocolo)
273. Rosilene Pantoja Rodrigues - Discente (IGE)
274. Samara Leandro Matos da Silva - Docente (IEA)
275. Samuel de Almeida Mendes - TAE (PROEX)
276. Samuel P. Sampaio - TAE (SEPLAN)
277. Sâmulla Sousa Monteles - TAE (CRCA)
278. Sandra Felix dos Santos - TAE (PROADI)
279. Sant Clay Augusto Diniz Medeiros - Discente (IGE)
280. Sebastião da Cruz Silva - Docente (ICE)
281. Sheila Freire de Oliveira - TAE (PROGEP)
282. Sheila Kaline Leal da Silva - TAE (PROEX)
283. Silvio Ângelo Rabelo - Discente (IGE)
284. Simone Yasue Simote Silva - Docente (ICE)
285. Stephanie Almeida - Discente (IGE)
286. Taníria Thais Lourenço Ferreira - Discente (IGE)
287. Tarcício Silva de Andrade Filho - Docente (ICE)
288. Tassia Abreu da Costa - Discente (IGE)
289. Tayanne Ferreira Ribeiro - Discente (IEDAR)
290. Thaiany A. Trindade - Discente (IGE)
291. Thales Lima da Silva - Discente (IGE)
292. Thaynara Carvalho de Faria - TAE (CTIC)
293. Thiago Allan Ribeiro de Oliveira - Discente (ICH)
294. Thiago Luiz Costa da Costa - Discente (IGE)
296. Thiago Mielle Brito Ferreira Oliveira - Docente (ICE)
297. Thulla Cristina Esteves - Docente (IGE)
298. Tiago dos Santos Garci - TAE (PROADI)
299. Túlio Augusto Pinho de Vasconcelos Chaves - Docente (IETU)
300. Valdo Sousa da Silva - TAE (PROADI)
301. Vanessa de Sousa Ferreira - Discente (IGE)
302. Vinicius Teixeira De Moraes - Discente (IGE)
303. Walber Costa - Docente (IEA)
304. Walyson Lima dos Reis TAE (PROADI)
305. Wanderlânia de Moura Dalbianco - TAE (IEA)
306. Washington Oliveira da Silva - Discente (IGE)
307. William Nascimento - Discente (IGE)
308. William Thiago de Sousa da Silva TAE (PROADI)
309. Wismaylem Oliveira da Silva - TAE (PROGEP)
310. Yuri de Aviz Soares - Discente (IGE)

terça-feira, 28 de junho de 2016

NO ESCURINHO DO JABURU


No domingo à noite, no Palácio do Jaburu, o presidente interino Michel Temer encontrou-se com o presidente afastado e deputado-réu Eduardo Cunha.
O encontro foi sigiloso mas vazou.
Porta-vozes de Temer, flagrado a reunião, a confirmaram. Cunha nega, na maior cara de pau: “não fui lá, devem ter confundido com reuniões anteriores”.
O PSOL fez Requerimento de Informações para apurar a verdade dos fatos: por que um encontro secreto, fora da agenda? Por que Cunha nega? E o que os dois conversaram, de interesse da sociedade, já que o Planalto alega que fizeram uma “análise do quadro político”?
 Texto: Chico Alencar

Atlas Nacional Digital do Brasil 2016

O IBGE lançou ontem, 27, o Atlas Nacional Digital do Brasil 2016, que incorpora as informações contidas no Atlas Nacional do Brasil Milton Santos, publicado em 2010, acrescidas de 170 mapas com informações demográficas, econômicas e sociais atualizadas. A publicação traz um caderno temático sobre a população indígena no Brasil, com mapeamento inédito sobre a localização dessa população dentro e fora das terras indígenas.


O aprimoramento do Censo Demográfico 2010 permite análises regionais das informações através do um amplo cruzamento de dados sociodemográficos. A população indígena que vivia em terras indígenas oficialmente reconhecidas na época de sua realização, por exemplo, era de 517,4 mil indígenas, e os maiores percentuais estavam nas regiões Norte (73,5%) e Centro-Oeste (72,5%). Roraima era o estado com o maior percentual (83,2%) e o Rio de Janeiro detinha a menor proporção (2,8%).

As línguas indígenas eram faladas em maior porcentagem nas regiões Norte, Sul e Centro-Oeste, sendo que as terras indígenas localizadas nessa última região alcançaram o percentual mais elevado, 72,4%.

Além do recurso ao texto escrito, o Atlas utiliza mapas, tabelas e gráficos e se estrutura em torno de quatro grandes temas: o Brasil no mundo; Território e meio ambiente; Sociedade e economia; e Redes geográficas.

O Aplicativo permite navegação em ambiente interativo e o usuário pode ter acesso a todas as páginas da publicação, podendo fazer download e consultar os seus dados geográficos, estatísticos e seus metadados (informações sobre o dado).

Clique aqui para ter acesso ao Atlas Nacional Digital do Brasil 2016.

Com informações do IBGE

Fonte: Texto ( site da FUNAI)


 

Privatização 1

Em Minas Gerais, a secretaria de Fazenda informou que não irá se posicionar sobre o assunto e que prefere aguardar “o momento adequado”. O governo do estado (PT), contudo, já analisa possibilidades nos bastidores. O estado tem como ativos potenciais a Cemig, responsável pela distribuição de energia e controladora da Light, e a Gasmig, fornecedora de gás.
A secretária de Fazenda de Goiás, Ana Carla Abrão, informou que o estado já vinha preparando um programa de privatização de ativos avançado que independe da renegociação das dívidas com a União e não deve precisar da ajuda do BNDES. A primeira empresa é a Celg.
— Nós não seríamos uma prioridade, porque o BNDES vai ter que dar suporte para as privatizações de todos os estados. Todos os ativos de Goiás são objeto de uma análise criteriosa para avaliar se não faz mais sentido sua transferência para a gestão privada seja via contratos de gestão, organizações sociais, venda, alienação, PPP, concessão ou outorga. Faremos o que for melhor para o estado do ponto de vista da qualidade do serviço e do ponto de vista de gestão fiscal — disse Ana Carla.

Fonte: O globo e Portal ORM

Privatização 2

No projeto encaminhado ao Congresso pelo governo Dilma Rousseff, no início do ano, havia a previsão de que os estados pudessem transferir para a União ativos como parte do pagamento das dívidas. Assim, passar uma empresa estatal para o setor privado seria tarefa do governo federal. Como no Rio Grande do Sul a privatização é um tema polêmico, e a Constituição Estadual exige a realização de plebiscito para esse tipo de operação, o Banrisul poderia entrar no projeto anterior, que tiraria das mãos do governador José Ivo Sartori o ônus de privatizar a instituição. Agora, alegam os técnicos do governo estadual, isso ficou mais difícil. O Rio Grande do Sul só aceita repassar à União ativos para posterior privatização, desde que se adote uma precificação mínima na hora do repasse.
No Espírito Santo, o governo prevê o aumento de capital da Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan) e da concessão de gás natural. Segundo a Secretaria de Fazenda do estado, no caso da Cesan, a companhia está estruturando a entrada de um novo sócio, em parceria com o FIP, o Fundo de Investimentos em Participações do FGTS. A ideia é aumentar a capacidade de investimento da empresa. Já o Pará vai criar uma equipe de trabalho para analisar o tema das privatizações.
O secretário de Fazenda de São Paulo, Renato Villela, afirmou que o estado vai analisar os ativos que poderiam entrar no programa de auxílio do BNDES, mas alertou para o fato de que, diante do atual momento econômico, a tendência do mercado é subestimar o valor dos ativos. Para ele, é preciso aguardar a tramitação do projeto de renegociação das dívidas no Congresso para avaliar melhor o tema.

Fonte: Portal ORM

Privatização 3

A possibilidade de privatizar empresas estatais com a ajuda do BNDES atrai, pelo menos, cinco estados. Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e São Paulo já começaram a analisar ativos que poderiam entrar nesse programa, que faz parte do projeto de renegociação das dívidas estaduais com a União. A lista dos candidatos a passar para as mãos do setor privado inclui empresas de saneamento, como a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), energia elétrica, gás e até bancos. A ideia é que os recursos arrecadados com a privatização possam ser usados para abater débitos com a União ou para a realização de programas de ajuste fiscal.
No Rio Grande do Sul, um dos estados em pior situação financeira, a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e a Sulgás estão na mira. No entanto, o governo gaúcho quer um tratamento diferenciado para os recursos arrecadados. Eles precisariam ser usados no pagamento das parcelas mensais da dívida com o governo federal e não para abater o estoque. O Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) também chegou a entrar nos planos de privatização no início do ano, quando os estados ainda negociavam o alongamento de dívidas com a equipe econômica da presidente afastada, Dilma Rousseff, mas agora essas chances diminuíram.
Fonte: 
O Globo/Portal ORM NEWS

SALAME NA GELADEIRA

Deu no CORREIO

Já se vão 55 dias desde que o prefeito João Salame Neto foi afastado preventivamente pela Justiça em Marabá pelo não pagamento do Ipasemar (Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Marabá). Em seguida, ele recorreu ao Tribunal de Justiça do Estado (TJ-PA) e seu pedido de liminar para voltar imediatamente ao cargo foi parar nas mãos da desembargadora Gleide Pereira de Moura.
Depois de analisar o caso durante alguns dias, ela pediu que o Ministério Público Estadual se manifestasse em relação à denúncia que havia feito. Entre idas e vindas dos documentos – entre Belém e Marabá – passaram-se mais de 30 dias.
Todavia, depois de receber a documentação assinada pelos promotores de Justiça Júlio César Costa, Mayanna Queiroz e Josélia Leontina de Barros, na semana passada, a desembargadora Gleide Moura emitiu nesta segunda-feira, 27, uma decisão em que se julgou suspeita nos autos do Agravo de Instrumento impetrado pelo prefeito afastado, João Salame Neto, que pede a revisão da liminar do juízo marabaense que o afastou do cargo e declarou a indisponibilidade de seus bens por suposto ato de improbidade administrativa.
A desembargadora argumentou em sua decisão estar sendo pressionada e ameaçada de representação na Corregedoria de Justiça. Leia abaixo a íntegra da decisão de Gleide Pereira de Moura: “Após receber os presentes autos, verifiquei que a controvérsia em tela possui alto teor indagativo e diante da nova sistemática processual que estabeleceu o modelo Cooperativo do Magistrado com as partes, estabelecendo, inclusive o chamado dever de informação, insculpido no art.10 do CPC, entendi ser prudente a formação do contraditório, antes mesmo de analisar o efeito do recurso pretendido pelo Agravante.

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Revista eletrônica Memorandum: memória e história em psicologia

 Extraído do Portal UFMG

Está disponível a 30ª edição da revista eletrônica Memorandum: memória e história em psicologia, que reúne contribuições na área dos estudos históricos em Psicologia, com foco no pensamento de autores.
Com duas edições por ano, a revista é produzida pelo grupo de pesquisa Estudos em Psicologia e Ciências Humanas: História e Memória, vinculado ao Departamento de Psicologia da Fafich e ao Departamento de Psicologia e Educação da USP.
Com circulação exclusivamente digital, a revista é editada pelos professores Miguel Mahfoud, da UFMG, e Marina Massimi, da USP. Os textos, sempre originais, têm formatos variados: relatos de pesquisas, estudos teóricos, revisões críticas da literatura, relatos de experiência profissional e resenhas sobre memória e história na perspectiva da psicologia.
Alguns dos pensadores que ganham destaque nesta edição são o médico e professor de filosofia e psicologia suíço Théodore Flournoy, a médica, poetisa e romancista brasileira Marialzira Perestrello, o filósofo e fenomenólogo francês Maurice Merleau-Ponty e o psicólogo norte-americano Carl Rogers.
Os 11 textos abordam temas como a difusão da psicanálise para além do meio psiquiátrico carioca no início do século 20, a construção mútua de discursos intolerantes no campo da religião, educação inclusiva e medicalização da infância, a vivência comunitária das rodas de capoeira, entre outros.
Três resenhas fecham a edição. Em Incontri possibili: per una fenomenologia della vita interiore, a professora Rosalia Caruso se debruça sobre a antropologia fenomenológica das filósofas e parapsicólogas alemãs Gerda Walther e Edith Stein. Leda Verdiani aborda a perspectiva historiográfica da editora Marina Massimi. E o professor da PUC/SP Mario González Porta busca na obra de Saulo de Freitas Araujo as raízes filosóficas da psicologia.

Confira a edição.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Carta à Comunidade Acadêmica Defesa da democracia exige uma universidade democrática



Diante da atual conjuntura em que a comunidade da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará se encontra, levados a eleger o primeiro reitor, sentimo-nos instados a propor uma reflexão acerca do processo de consolidação dessa instituição, na tentativa de ultrapassar os discursos circulados na contingência de um momento de campanha, em quese expõem as fraturas das contradições que sustentam o projeto de universidade anunciado nesse momento eleitoral. Num cenário de golpe e de obstrução dos processos democráticos por que passa a sociedade brasileira,e enquanto atores diretos da dinâmica universitária, não poderíamos deixar de refletir, criticamente, sobre as condições em que se dá o processo de eleição que nos impõeme que expressam, exemplarmente, os atos de condução da UNIFESSPA, atos que se manifestaram desde o momento de aprovação de um Estatuto, dito provisório, sem a devida discussão com a comunidade universitária.
Passados três anos de sua nomeação, o reitor pro-tempore, cuja principal tarefa seria encaminhar o processo de Estatuinte da Universidade, apresenta aoConselho Universitário (CONSUN)sua renúncia ao cargo para o qual fora nomeado, com a justificativa de que a UNIFESSPA poderia sofrer um processo de “intervenção”administrativa, ou seja, um “interventor” poderia ser nomeado pelo golpista Temer, retirando-lhe, portanto a condição de reitor (mas não seria ele mesmo um interventor, já que não fora eleito?).Em reunião convocada extraordinariamente cujo único ponto de pauta (e não poderia ser diferente, tratando-se de reunião extraordinária!!),era sua renúncia, de forma golpista, sob a justificativa de intervenção, imediatamente, dois outros pontos de pauta são inseridos na reunião (extraordinária!!!), violando a pauta originalmente proposta. Os pontos foram: 1) a aprovação do nome do decano do CONSUN para assumir o cargo de reitor pro-tempore em vacância, de forma extemporânea, sem dar chance à comunidade de refletir sobre a nova situação apresentada: i) a aprovação de comissão eleitoral para propor minuta de regimento para eleição. Essa breve descrição mostra o aligeiramento dos processos a que a comunidade universitária vem sendo submetidanesses três anos, cuja intenção foi sempre legitimar ações por processos que se fizeram passar como democráticos.
Estes são exemplos mais recentes de como os princípios norteadores de uma real democracia estão sendo anulados sem quaisquer constrangimentos e, principalmente, avaliados e validados como aceitáveis. Diante de tal procedimento, torna-se perceptível que o tempo de realização do pleito para ocupação do cargo de reitor na Unifesspa foi concebido, estrategicamente, como forma de obstruir espaços amplos dedebates, questionamentos, reflexões e proposições para uma Universidade que, de fato estivesse em consonância com os anseios da sua comunidade acadêmica. Numa outra concepção de construção de universidade, as eleições não aconteceriam na velocidade e na urgência como esta vem sendo imposta, pois deliberações importantes, quando feitas às pressas, ‘a toque de caixa’, evidenciam o caráter autoritário imposto ao processo. É um tempo para não dar tempo! Numa outra concepção de universidade o amplo espaço e o incentivo ao debate se configurariam, sim, como resistência aos ditames do governo golpista. No entanto, o que prevaleceu foi o discursos do medo, do terror para fazer passar golpe sobre golpe!!!
A defesa de um projeto de Universidade pautado em princípios democráticos requero embate franco e aberto de forças e opiniões, sugestões e críticas, pois ao contrário,o que prevalece é a imposição do que parece ser o melhor, o mais adequado, o possível pelas circunstâncias. E assim, pela ligeireza do processo, não há tempo para a construção de um ambiente democrático, em que as vozes Unifesspianas (Alunos, Professores e Técnicos Administrativos) tendem a continuar à mercê das tomadas de decisões fechadas que determinam os rumos da Universidade.
Tese sem antítese não gera síntese, como diria Marx! Administração sem crítica não assegura democracia, mas sim, ditadura de consenso! A reprodução de velhas e conhecidas práticas que estruturam o sistema político brasileiro insistem em se fazer presentesna UNIFESSPA, como, por exemplo, o clientelismo e a cooptação de apoio, o que é inaceitável em qualquer espaço público, sobretudo, numa instituição universitária. Além disso, é inconcebível tal prática para a legitimação no poder administrativo fundada numa suposta medida de resistência. Que resistência?
A produção da resistência ao golpe dado em nível nacional não pode se pautar num golpe à comunidade acadêmica, com a imposição de voto diferenciado para cada categoria. A universidade federal nesta região tem um histórico de escolher seus dirigentes por voto universal, insurgindo-se sempre contra a legislação herdada da ditadura que impunha voto proporcional. Nossa compreensão sempre foi a de que cada cidadã e cidadão pertencente à comunidade corresponde a um voto, independente da categoria a que ela/ele pertença, conquista consolidada nas eleições brasileiras a partir do movimento das Diretas Já, tendo as primeiras eleições presidenciais, em 1989, como referência. Os casuísmos no interior da universidade levaram membros do CONSUN - sobretudo, membros que ocupam cargos na reitoria-, a proporem, em pleno 2016, que o voto de mais de 4000 estudantes equivalha ao de pouco mais de 200 técnicos e pouco menos de 300 professores, proposta que ninguém, em sã consciência, teria coragem de apresentar para qualquer outro espaço que se pretenda democrático. Chamam a isso de “voto paritário” num jogo desonesto com os significados da palavra: não há paridade alguma nessa relação. Uma avaliação inocente poderia levar a acreditar que isso daria maior poder para os servidores técnico-administrativos, jogando as categorias umas contra as outra, reforçando uma concepção corporativista e competitiva. O que essa situação traz para os técnicos é maior assédio, em nossa avaliação. Defendemos projetos de Universidade e não pesos de categorias, esse é o princípio que tem sustentado, historicamente, a defesa do voto universal, nesta universidade!
Outra questão típica dos “novos tempos” é a abolição de urnas eleitorais (eletrônicas ou não), de comissões receptoras, juntas apuradoras e fiscalização, atribuindo-se todo o trabalho eleitoral aos setores de informática. Qualquer questionamento a isso é interpretado como desconfiança em relação a tais setores técnicos, jogando-os contra quem se atreva a questionar. A votação e a apuração eleitoral se transformaram numa questão de fé no sistema, ao invés de um trabalho participativo de toda a comunidade universitária. Quando só nos resta dar um clique ou apertar uma tecla e apostar que o sistema é neutro, não sabemos de que participação, resistência ou democracia se está falando. Trata-se de um processo que não assegura a inviolabilidade do voto! Lembramos que a comunidade universitária recebeu um e-mail em que era demandado o recadastramento de senha. Em e-mail posterior, circulado em 22 de junho de 2016, o CTIC reconhece que o sistema fora invadido quando informa que ‘‘Foi detectada uma tentativa de roubo de informações por meio de um falso e-mail de recadastramento de senha. Alguns usuários receberam um e-mail informando uma 'manutenção de nossos canais de serviço', informamos que o CTIC não envia e-mails de recadastramento de senhas!’’. Isso mostra que, apesar dos avanços tecnológicos e dos benefícios por eles gerados para a comunidade universitária, assim como dos esforços e competência dos técnicos do setor, ainda não alcançamos a segurança exigida para a lisura de uma eleição! É preciso que fique claro que a preocupação não é quanto ao voto eletrônico, mas com a maneira como ele é implementado, não permitindo qualquer coleta de provas sobre fraudes, muito menos possiblidade de impugnação de urnas ou votos. Voto idôneo é voto em cabine indevassável!
Diante dos elementos que esta carta expõe à comunidade universitária, não reconhecemos esse processo eleitoral como legítimo. A situação imposta nos exige uma tomada de posição própria dos protagonismos em que se pautam nossas ações e nos obrigam a manifestar nossa rejeição, votando NULO no dia 06 de julho de 2016! Este é um ato político que tem por objetivo espelhar a insatisfação da comunidade universitária e demonstrar que somos contrários a esse processo! Abster-se, isto é, deixar de participar da eleição simplesmente não refletirá a realidade, pois os que assim optarem por indignação estarão diluídos entre os que preferem não fazer opções políticas por desinteresse e passividade.
Diante de um processo eleitoral orquestrado para não haver oposição e para legitimar apenas interesses individuais de quem não consegue lidar e enfrentar outras maneiras de pensar e de agir diferentemente das suas próprias, refletidas em toda sorte de autoritarismos impostos pelos seus apoiadores, é preciso deixar claro, por meio do VOTO NULO, que não há consensos nesta eleição, que não há unanimidade, como esperavam que houvesse, que não há apoio geral às manobras impostas à comunidade acadêmica desde o dia 18 de maio!
Portanto, conclamamos a todos que conseguem compreender o cenário imposto, para além de interesses pessoais, que votem NULO!
Assinam:
1. Discente Acássio Gomes Neto – FACSAT/ICH
2. Discente Adriana de Lima Santos – Direito/IEDS
3. Discente Ana Rita Coelho Letras português/ILLA
4. Prof. Ailce Margarida – FECAMPO/ICH
5. Discente Ana Léia Bispo – PDTSA
6. Prof. Amintas Lopes – FECAMPO/ICH
7. TAE Carla Silva – FECAMPO/ICH
8. Prof. Célia Congilio – FACSAT/ICH/PDTSA
9. TAE Claudia Belo ICE
10. Prof. Douglas Oliveira – FCAM/IEDAR
11. Prof. Edma Moreira – FACSAT/ICH/PDTSA
12. TAE Elen Lima Ivo – FECAMPO/ICH
13. TAE Eliana Borges - IEDS
14. Discente Elitis Susana – Matemática/ICH
15. Discente Elizamar Pupio – PDTSA
16. Prof. Francisco Ferreira – FAMAT/ICE
17. Prof. Gilson Penalva – FAEL/ILLA
18. Prof. Gláucia Moreno – FECAMPO/ICH
19. Prof. Hildete Pereira dos Anjos – FACED/ICH/PDTSA
20. TAE Igor Oliveira - FCAM/IEDAR
21. Discente Ingrid Fernandes – PDTSA/ICH
22. Discente Janaína Aires – Ciências Sociais/ICH
23. Prof. Jorge Ribeiro Santos – FADIR/IEDS
24. TAE João Imbiriba – IEDS
25. Prof. José Anchieta – FCAM/IEDAR
26. Discentes José Alves de Andrade – Letras Português/ILLA
27. Prof. José Pedro Martins – FACED/ICH
28. Prof. Júlio César Costa – FADIR/IEDS
29. TAE Junior Gleysson Gomes da Cruz – PROEX
30. Discente Karolliny Oliveira - Direito/IEDS
31. Prof. Kátia Regina Silva – FAMAT/ICE
32. Prof. Liliane Batista – FAEL/ILLA
33. TAE Lúcia Cristina dos Santos – DIRENS/PROEG
34. TAE Leonardo Brito – FECAMPO/ICH
35. TAE Maclem Erane – PROEX
36. Prof. Maura Pereira dos Anjos – FECAMPO/ICH
37. Prof. Marcelo Gaudêncio – FAGEO/ICH
38. Prof. Marcelo Melo do Santos - FECAMPO/ICH
39. Discente Marizete C. Romio – Direito/IEDS
40. Prof. Narciso Soares – FAMAT/ICE
41. Discente Naymara Ricarte – Letras Inglês/ILLA
42. Prof. Nilsa Brito – FAEL/ILLA/PDTSA
43. Prof. Pablo Yujra – CAMSA/IEA
44. Prof. Regina Barros – FADIR/IEDS
45. Prof. Rigler Aragão – FAMAT/ICE
46. Prof. Renata Soraia Guimarães – FAMAT/ICE
47. Discente Samara Farias – Ciências Sociais/ICH
48. Prof. Simone Contente – FACSAT/ICH
49. TAE Solange Ricarte – IEDS
50. Discente Suely Oliveira – Letras Inglês/ILLA
51. TAE Thayna Passos PDTSA/ICH
52. Prof. WanderleyPadilha – FACSAT/ICH
53. TAE Ywri Cortez – IEA/CAMSA
Movimentos Sociais: Emancipa; Juntos; Debate e Ação.

domingo, 26 de junho de 2016

NOTA DO MOVIMENTO DEBATE E AÇÃO SOBRE AS ELEIÇÕES PARA A REITORIA DA UNIFESSPA.


Esta nota tem como intuito expor a percepção deste movimento acerca da conjuntura atual que envolve a eleição para reitor e vice-reitor da Unifesspa. No entanto, antes, faz-se necessário traçar, em perspectiva histórica e política, as lutas empreendidas nesta universidade, ainda na condição de campus da UFPA.
Afinal, a criação da Unifesspa, em 2013, é fruto desse acúmulo histórico, de modo que é impossível expormos as contradições, os avanços e retrocessos, sem apontarmos elementos que compõem esse percurso.
O campus Universitário de Marabá foi criado em 1986, com seu primeiro vestibular, e àquela época as diretrizes administrativas, acadêmicas e financeiras do Campus advinham da administração superior da UFPA, não havendo, assim qualquer participação e decisão da comunidade acadêmica e sociedade local, o que gerava muita insatisfação nesses segmentos. Após sete anos de existência do Campus (1993), ressentindo-se da ausência de participação democrática na vida do Campus, professores e alunos, juntamente com movimentos sociais, criaram o Movimento Ousadia cuja pauta principal era a democratização das decisões centralizadas na UFPA e a eleição direta para coordenação do Campus de Marabá. Apesar de várias tentativas de obstrução das lutas e debates do movimento, por parte da UFPA, em 1993, foi lançada a chapa “Ousadia”, tendo como candidata à coordenação do Campus a professora Nilsa Brito Ribeiro e como vice-coordenador, o professor Carlos Henrique Lopes, docente do Departamento de Geografia da UFPA. A chapa saiu vitoriosa, tendo o Campus de Marabá a primeira coordenação eleita em 5 de julho de 1993. (gestão 1993-1997).
O programa da chapa Ousadia foi construído num processo aberto de discussão e diálogo, com a participação efetiva de membros da comunidade acadêmica e da sociedade regional ligada a movimentos sociais e entidades. O principal resultado desse processo de lutas foi a criação do Conselho do Campus constituído por representantes da comunidade universitária, movimentos sociais e sindicatos, que tinham como função discutir e deliberar sobre as políticas desenvolvidas para o campus de Marabá. Outro ponto importante resultante deste movimento pela democratização do campus foi a garantia do voto universal para eleição do Campus de Marabá. Aliás, cabe-nos lembrar que desde a primeira eleição para a coordenação do Campus de Marabá os movimentos sociais, professores e estudantes sempre lutaram e garantiram eleição mediante o voto universal. O Movimento Ousadia conseguiu ainda eleger, sem dificuldades, para o próximo mandato, os professores José Pedro Martins e Narciso Soares (mandato 1997- 2001) para coordenador e vice –coordenador, respectivamente, mantendo esta chapa o compromisso político e acadêmico de continuidade e de fazer avançar o que se havia projetado coletivamente até aquele momento.
O projeto Ousadia foi interrompido, em 2001, quando um grupo de ‘‘oportunistas’’ ligados à chapa composta pela Professora Janaína e Professor Pedro Cruz conseguiu tumultuar as eleições, tomando a vitória da chapa encabeçada pelas professoras Hildete Pereira dos Anjos e Eliane Machado, candidatas a coordenação e vice-coordenação, respectivamente. A chapa de 2001, formada pelas professoras Hildete e Eliane, também foi construída com a participação coletiva de diversos movimentos sociais e entidades tais como MST, CEPASP, CPT de Xinguara e Marabá, SERVIMAR, UNEMAR, Fundação Rádio Comunitária de Marabá, LASAT, MEB, FATA, FETAGRI, Fundação Cabanagem, COOCAT, SINTEPP e Diretório Municipal do PC do B / PA.
Devido à tentativa de anulação da eleição e os diversos questionamentos jurídicos à vitoriosa chapa Hildete e Eliane, a UFPA resolveu mandar um interventor para a coordenação do campus de Marabá, o professor Erivan Cruz. O interventor deveria ficar no cargo até que o impasse fosse resolvido, o que não aconteceu. Nesse cenário, as ações projetadas e materializadas pelo movimento Ousadia começaram a sofrer os reflexos de um cenário antidemocrático, sobretudo, porque o interventor não exercia o diálogo com os movimentos sociais e nem com a própria comunidade acadêmica, o que dificultou as iniciativas de integração do campus com a sociedade.
Nesse novo cenário, o projeto de universidade materializado pela chapa Ousadia, interrompido em 2001, foi substituído por políticas de interesses particulares, com a distribuição de benefícios e vantagens a aliados na política do “toma lá da cá”. Isto sem falar na forma clientelista e subserviente de como passou a agir a coordenação do Campus, a serviço dos interesses corporativos da mineradora Vale. Por exemplo, em 2004, mesmo com muitos debates entre grupos que representavam (representam?) a disputa de projetos de sociedade e, consequentemente, de universidade, a mineradora Vale passou a financiar a implantação da infraestrutura da unidade II do Campus de Marabá, financiando os cursos de Engenharia de Minas e Materiais e Geologia, sem um debate amplo com a comunidade, no sentido de discutir as formas de financiamentos, a garantia da autonomia universitária diante destes financiamentos etc.
Após 2 anos de intervenção no campus, foram realizadas novas eleições, em 2003. Na disputa foram montadas as chapas representadas, de um lado, pelos professores Erivan Cruz e Ivaldo, como coordenador e vice-coordenador, respectivamente, do outro lado, a chapa representada pelo professor Mário Heinch e professora Mara Rita, com o apoio de movimentos sociais e entidades. Por motivo de vários erros políticos e de estratégias, somados à barganha e clientelismo da chapa opositora, a chapa Mário Heinch e Mara Rita foram derrotados. Desta experiência foi extraída a lição de que a construção de um projeto de universidade só poderia se dar no âmbito coletivo e com participação efetiva dos movimentos sociais e sociedade.
No ano de 2008, ocorreram novamente eleições para coordenação do campus de Marabá. Duas chapas concorreram: uma, composta pelo professor Reginaldo Saboia e Professora Silvana Lourinho; outra, composta pela professora Hildete Pereira dos Anjos e Professor Fernando Michelotti, esta chamada chapa da Transformação. Nesse momento, os movimentos sociais, estudantis, professores e entidades ligadas à sociedade civil participaram da construção do programa de ação da chapa Transformação, construindo uma vitoriosa campanha, com intervenções artísticas, poéticas, musicais, enfim, um projeto e uma campanha construídos com a participação efetiva da universidade e sociedade.
Com o mandato da chapa da transformação foi possível avançar em diversos campos, no âmbito institucional, e avaliamos que um dos avanços foi a irredutível continuidade da defesa do voto universal para eleição do campus de Marabá, bem como a participação efetiva da comunidade acadêmica e movimentos nas discussões e tomadas de decisões. Outro avanço muito importante se deu por ocasião das discussões acerca da criação da UNIFESSPA. Vale destacar que em 2009 foram realizados 3 seminários com a comunidade acadêmica e sociedade regional para discutir a criação da UNIFESSPA. Os debates ocorreram nos municípios de Xinguara, Rondon do Pará e Parauapebas. Em 2012, houve nova eleição para a coordenação do campus de Marabá e a chapa Transformação, representada pela professora Hildete Pereira dos Anjos e Fernando Michelotti saíram novamente vitoriosa, numa eleição contra a chapa composta pelo professor Erivan Cruz e Professor Marcos Mascarenhas. A chapa Transformação se manteve na gestão apenas por mais 1 ano, já que em 2013 foi criada a UNIFESSPA.
Com a criação da UNIFESSPA, a presidente da república, Dilma Roussef, nomeou como reitor pro-tempore o professor da UFPA, Maurílio de Abreu Monteiro. Nesse novo momento da universidade, em Marabá, surgiram várias tensões, divergências e críticas ao reitor pro-tempore, críticas estas que vão desde a concepção produtivista de universidade até a forma centralizadora (sem diálogo ou um diálogo restrito ao círculo de pró-reitores) que ele tem manifestado no modo de conduzir a política acadêmica. Um exemplo deste modus operandi se manifesta no modo como o CONSUN tem se conformado e como ele tem agido, hegemonicamente, atendendo aos interesses da administração superior.
Ressaltamos ainda a atuação de um reitor que não tem demonstrado iniciativa de diálogo com os movimentos sociais, mas que usa a estratégia de se aproximar de sujeitos que têm aproximação com os movimentos (seja distribuindo cargos em pró-reitorias ou não) pra tentar legitimar suas ações e garantir o consenso dentro dos campos onde há maior tensão sobre disputas de projetos de sociedade.
Após o impeachment da presidente Dilma, com numa “jogada de mestre”, o reitor resolveu renunciar ao cargo - a ele confiado para conduzir os primeiros anos de construção da UNIFESSPA (já que as conversas com Helder Barbalho não deram certo!) - porque só assim seria possível a realização de novas eleições em 60 dias para que ele possa ser empossado e continuar sua politica do alto do trono.
A outra estratégia foi garantir maioria no CONSUN, e, através do clientelismo, cooptação e manipulação, garantir a imediata realização de eleições às pressas, sem discussão ou ampla participação de outros setores da sociedade. Para garantir a cartada final, o CONSUN aprovou, através do regimento, que a eleição para reitor a se realizar no próximo dia 6 de julho, seja paritária e não mais Universal. Ou seja, todo um processo de 30 anos de acúmulo de lutas pelo voto universal, de repente é descartado.
A consequência disso é que o voto paritário, além de reforçar uma visão colonial de quem o apoiou, cria um modelo hierarquizado de disputa por categorias (Docentes, Técnicos e Discentes), entrando na esfera da política mesquinha e deixando de lado a discussão de projeto de universidade que é mais importante.
Diante disso, gostaríamos de deixar claro que não aceitamos o oportunismo e a forma como o processo de eleição está sendo conduzido “toque de caixa”, e que, portanto, não apoiamos a chapa Maurilio/Idelma, mesmo reconhecendo a contribuição e participação da professora Idelma Santiago nas históricas eleições do Campus de Marabá.
A nossa posição se justifica pelo fato de que não participamos da construção deste projeto ou das propostas desta chapa, não fomos chamados pra discutir, construir ou escolher a chapa que concorreria à UNIFESSPA, mas sim, pra ratificar o que já haviam decidido em reuniões fechadas.
Neste sentido, reiteramos acima de tudo, o nosso compromisso com a defesa de princípios na construção de uma universidade pública e de qualidade e com participação efetiva da sociedade, dos movimentos sociais e estudantis. Daí, gostaríamos de reafirmar a nossa participação efetiva na construção do processo de Estatuinte que se encontra em curso, pois nele acreditamos ser possível discutir os princípios e os rumos da universidade que queremos.
 

Marabá, 23 de junho de 2016,
 

Movimento Debate e Ação.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia apresenta Música no Circo


O circo é democrático. Nele cabem todas as diferenças, encontram-se todas as idades, as classes sociais, as profissões, as orientações sexuais, etnias e tantas outras distinções. Segundo registros, ele existe no Brasil desde o século XIX, e exerceu um papel fundamental no desenvolvimento da musica nacional. Sua estrutura-palco itinerante penetrava nos interiores e capitais desse Brasil com espetáculos que agregavam diversas linguagens e dentro dos quais a música era imprescindível, executada por bandas contratadas localmente ou pertencentes ao próprio circo. Além da fina sintonia entre a música e os números apresentados, os próprios circenses se apropriavam da música pra dialogar com o público - como as rumbeiras e os palhaços. Também era debaixo da lona que cantores populares como Cauby Peixoto, Cascatinha e Inhana apresentavam seu trabalho musical.

Lívia Mattos, artista e socióloga, começou a se debruçar sobre o tema no seu bacharelado em Sociologia na Universidade Federal da Bahia, dando continuidade à pesquisa fora da academia. Entretanto, mais do que um projeto pessoal, trata-se de um apanhado documental da história do circo e da música no Brasil, baseado em uma fonte preciosa: as memórias e narrativas de quem fez história. O projeto Música no Circo começou suas entrevistas pela “etapa Bahia”, com os artistas circenses Pinduca, Pé de ferro, Dona Zeza, Chupeta, Cida, Fura-Fura, Baianinha, Dona Neide, Anselmo Serrat, Clovis Santos e Picolino. Esta etapa só foi possível através do apoio do Fundo de Cultura do Estado da Bahia.

Nesta primeira etapa, aperitivos audiovisuais das entrevistas realizadas serão divulgados na web (YouTube / Facebook), para conhecimento do público em geral. Posteriormente também serão disponibilizados em uma flash page vinculada ao site: www.liviamattos.com. Lívia pretende dar continuidade ao projeto e entrevistar circenses de todos os estados, para produzir um documentário com todas as entrevistas no final.  Para esta próxima etapa, todos para colaborar: quem conhecer algum circense veterano que possa contribuir com o projeto, indique ou entre em contato pelo e-mail info@liviamattos.com

Venha conhecer e se emocionar com as histórias no www.facebook.com/musicanocirco

FICHATÉCNICA
Pesquisa/Direção/ Roteiro: Lívia Mattos
Direção de fotografia/videomaker: André Heleno
Edição/Montagem: João Maia

Captação de áudio: Napoleão Cunha/Dudoo Caribe

sábado, 25 de junho de 2016

Desgoverno Temer é mais tucano do que FHC

PSDB golpista já controla o governo Temer?

Por Juarez Guimarães, no site Carta Maior:

No dia 13 de junho, a festa da posse de Ilan Goldfajn, novo presidente do Banco Central, reuniu Armínio Fraga, Gustavo Franco, Pérsio Arida, Pedro Malan. Mais do que a direção do BC, a nata do rentismo brasileiro estava ali comemorando a volta do controle do governo pelos golpistas. Cinco anos atrás, em agosto de 2011, eles podiam ser vistos em um seminário, realizado no Instituto Fernando Henrique Cardoso, coordenado por Bacha, elaborando o programa neoliberal radical que está agora sendo colocado em prática.

Os quadros historicamente ligados ao PSDB já ocupam o Banco Central (Ilan Goldfajn foi diretor da instituição de 200 a 2002), a Petrobrás (Pedro Parente foi ministro do Planejamento, das Minas e Energia e da Casa Civil do segundo governo FHC), o BNDES (Maria Silva Bastos foi assessora de Eduardo Modiano e teve um papel importante na elaboração do artifício que permitiu o uso das chamadas “moedas podres” no programa de privatização), a Eletrobrás ( Elena Landau dirigiu o Programa Nacional de Desestatização do governo FHC). Meirelles, no Ministério da Fazenda, é, com certeza, um quadro programaticamente alinhado com este programa neoliberal radical.

Em época de agressiva judicialização, o PSDB ocupa o Ministério da Justiça, pelo ex-secretário de Alckmin, Alexandre de Moraes. É o PSDB quem ocupa também os cargos chaves do MEC: na Capes, Abílio Afonso Baeta foi secretário do Ministro da Educação de 1996 a 2000; no INEP, Maria Ines Fini e, como secretária-executiva, Maria Helena Guimarães, que foi Secretária Estadual de Educação no governo José Serra em São Paulo. Luislinda Valois, também do PSDB, foi nomeada para a Secretaria Especial de Políticas Para a Igualdade Racial.

José Serra, como Ministro das Relações Exteriores, cumpre uma agenda chave em um governo nitidamente pro-americanista. E seu braço direito, Aloysio Nunes, é o líder do governo no Senado.

Convergência, agenda e coordenação

As capas de Veja e Época de 18 de junho, “Temer versus Temer” e “Doutor Michel e Mister Temer”, saíram certamente de uma mesma inteligência política, aquela mesmo que vaza as informações da operação Lava-Jato e da Procuradoria Geral da República, derrubando agora, um por um, os ministros chaves do PMDB no governo Temer. A peça comum e simbólica da narrativa proposta não é fruto de coincidência nem de um jogo de dados: trata-se de separar, limpar, opor a imagem do lado são do governo Temer (o seu protagonismo neoliberal) de seu lado podre (envolvido em corrupção). E, se Aécio também tem sido seguidamente atingido por vazamentos, sempre é bom recordar que a direção do PSDB está em disputa e que a hoje fatal desmoralização do PSDB mineiro – com seu ex-presidente preso e em processo de delação, com Anastásia gravemente acusado – favorece Serra.

Após o golpe, o PSDB, com suas articulações jurídicas e midiáticas, está buscando ocupar o centro e dirigir. Não é preciso aderir a uma teoria da conspiração nem abolir a autonomia de dinâmicas das corporações envolvidas no processo, do Paraná, do Ministério Público Federal, da Polícia Federal, do Supremo Tribunal Federal, as idiossincrasias das diferentes empresas de mídia. Nem mesmo presumir a ausência de fortes atritos no interior do próprio PSDB e do PMDB, os dois principais partidos golpistas.

A unidade é, sobretudo, programática, responsável por vincular interesses geopolíticos, classes empresariais e uma amálgama político que encontra o seu sentido na aplicação de um programa radical contra o setor público e os direitos históricos e democráticos dos trabalhadores.

A articulação de um centro político com os oligopólios de mídia garante a convergência em torno a uma agenda política e sua própria temporalidade. Assim como a derrubada de Cunha da presidência da Câmara Federal pelo STF só foi decidida após a votação do impeachment , agora a votação da agenda econômica no Congresso Nacional ganha prioridade e precede a fatal cassação de Cunha , com seus desdobramentos imprevisíveis sobre a massa dos deputados golpistas.

Até agora, uma capacidade de coordenação política na direção do golpe tem prevalecido sobre as intensas forças centrífugas que se desencadeiam em um processo de natureza tão tramada, complexa, negociada e sujeita a tantas turbulências.

Unidade programática, convergência de agenda e coordenação política: em meio à “profusão das coisas acontecidas”, há um sentido. O governo Temer não veio para ser popular nem para concentrar poder em torno de si: ele veio para destruir a democracia que resultou de 1988 e, principalmente, os direitos que vieram se acumulando desde 2003. Para isto, ele está destruindo o setor público e criminalizando amplamente as forças políticas, em particular a esquerda.

O próprio Temer é hoje triplamente refém: de Cunha, da judicialização que sobre ele avança e do PSDB que quer controlar totalmente o poder. Se depender dos golpistas, ele sobreviverá enquanto for útil para as forças políticas que deram origem e dão o sentido ao golpe.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

No Ar Portal do Instituto Paulo Fontelles

Depois de um mês de trabalho duro – daqueles que consome as noites e neurônios – concluímos o Portal do Instituto Paulo Fonteles de Direitos Humanos (IPF-DH) e o colocamos no ar, no ambiente da blogosfera.



 O Instituto Paulo Fonteles de Direitos Humanos é uma entidade da sociedade civil, sem fins lucrativos, democrática, ecumênica, apartidária e politizada que atua na promoção e defesa dos direitos humanos observando sua universalidade, interdependência e indivisibilidade nas condições da Amazônia paraense, região marcada por conflitos históricos gerados pela forte penetração econômica de grupos nacionais e estrangeiros que, nos últimos 50 anos, foi o principal gerador do caos fundiário, grilagem das terras, crimes de pistolagem, desmatamento, genocídio indígena, pilhagem das riquezas, trabalho escravo, impunidade, fome e miséria.

 CLIC AQUI



quinta-feira, 23 de junho de 2016

Rapidinhas 22 / 06


Relatório da PF revela que cúpula da Samarco sabia de problemas em represa

Troca de mensagens entre o presidente da Samarco na época do rompimento da Barragem de Fundão, Ricardo Vescovi, e diretores mostra que a cúpula da mineradora não só foi informada de problemas com a represa como articulava estratégia para lidar com a precariedade da estrutura. A transcrição faz parte do relatório final da Polícia Federal sobre a tragédia de 5 de novembro, que deixou 18 mortos e 1 desaparecido - OESP, 21/6, Metrópole, p.A10.
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A cada semana um ambientalista é morto no Brasil. O país é o mais "sangrento" do mundo para quem defende suas terras contra madeireiros, extrativistas e outros invasores de unidades de conservação. Relatório da ONG Global Witness mostra que, em 2015, 50 ambientalistas foram assassinados no Brasil, o primeiro no ranking. Em todo o planeta, 185 pessoas perderam a vida - um aumento de 59% em relação aos índices registrados em 2014. Os povos indígenas são os mais vulneráveis devido ao isolamento geográfico e à contestação de seu direito sobre a terra ocupada. Quase 40% dos assassinatos contabilizados em 2015 foram de indígenas. O relatório "Em terreno perigoso" foi divulgado ontem - O Globo, 21/6, Sociedade, p.23.  
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Três anos antes da queda da barragem da Samarco em Mariana (MG), as duas acionistas da mineradora, Vale e BHP Billiton, cogitaram retirar os moradores do distrito de Bento Rodrigues, destruído na tragédia. A informação consta de troca de mensagens entre diretores da mineradora. Em chat, o então diretor de operações da Samarco, Kleber Terra, afirma ao gerente geral de projetos à época, Germano Lopes, que "acionistas querem tirar Bento de qualquer jeito". Diz ainda achar "que a turma [acionistas] tá superestimando os danos com as estruturas atuais". Germano Lopes responde que não deveriam incluir os estudos de ruptura hipotética da barragem em um pedido de licenciamento ambiental, "a menos que sejamos obrigados por força da lei". Segundo a Polícia Federal, o diálogo revela que a empresa sabia dos riscos de Bento ser destruído e os assumiu - OESP, 22/6, Metrópole, p.A15; FSP, 22/6, Cotidiano, p.B8.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Imagem do dia

Hoje no Estado Maranhão duas rodovias amanheceram bloqueadas nesta segunda-feira (20) por protesto dos indígenas dos povos Gamela e Guajajara. Os indígenas manifestam-se em solidariedade aos Guarani e Kaiowá, vítimas do brutal ataque que resultou no assassinato do agente de saúde Kaiowá Clodiodi de Souza e deixou pelo menos outros seis indígenas feridos na semana passada, em Caarapó, no Mato Grosso do Sul.

CPI da Saúde: faltam 6 assinaturas!

O vereador Edivaldo Santos (Mototaxi) é autor do pedido de uma CPI da Saúde com base na operação Asfixia realizada semana passada pela Policia Federal.  Até agora apenas o vereador assinou o pedido, são necessária 7 assinaturas para que o pedido seja encaminhado e a mesa diretora crie a Comissão que deverá investigar as possíveis fraude nos processo de licitação da sáude em Marabá.
Uma campanha já circula nas redes sociais pedindo que os cidadãos pressione os vereadores a assinar o referido pedido.




Abaixo Fac Simile do Requerimento





Hoje nos blogs do Pará

Juiz federal solta presos da Operação Lessons

O juiz federal Rubens Rollo D'Oliveira, da 3ª Vara, arbitrou fianças de R$ 15 mil para Alberto Pereira Júnior, de R$ 10 mil para Washington Luiz Lima, e de R$ 6 mil para Nonato Pereira e assim revogou na sexta-feira (17) as prisões preventivas do trio acusado de fraudar contratos utilizando recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Agora eles estão obrigados a comparecer trimestralmente em juízo, para informar e justificar suas atividades e não poderão se ausentar de Belém e do País sem prévia autorização judicial. Em relação a Alberto Pereira Júnior e Washington Luiz Lima, o magistrado decretou parcialmente a suspensão da atividade econômica que desenvolvem junto a entidades públicas (municipais ou estaduais), proibindo-os de contratar, a qualquer pretexto (inexigibilidade, dispensa ou participação em licitação) e qualquer modalidade empresarial, com a administração pública municipal e estadual. 

leia mais AQUI
 
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Segunda feira Artigo: Artigo de José Arbex Jr

       

Lumpemburguesia brasileira

                                                                                          

                                                                                               Por José Arbex Jr.
As reais dimensões do golpe no Brasil só podem ser apreendidas quando situadas no contexto internacional, e mais particularmente latino-americano, tanto do ponto de vista de suas motivações quanto do modus operandi que orientou os golpistas. O seu pano de fundo é a crise do capital, aberta em 2007, e que rasteja sem solução à vista.
Durante o início dos anos 2000, a economia mundial foi sustentada pela brutal especulação financeira, de um lado, e, de outro, pelo aumento dos preços das commodities, incluindo o petróleo, cujo comércio alimentava os países periféricos, criando as condições para uma explosão de consumo baseado no endividamento das famílias. Tudo ia bem, até estourar a bolha especulativa: em 2007, o total de títulos
e ações que circulavam nas bolsas de valores de todo mundo girava em torno de US$ 600 trilhões, quando o PIB mundial somava US$ 60 trilhões. Isto é, a “nuvem” especulativa equivalia a dez vezes o total da riqueza real produzida.
O mundo descobriu então, subitamente, que não era tão rico quanto pensava. Ou melhor: a maior parte da riqueza ia parar nas mãos de meia dúzia de famílias, ao passo que a imensa maioria só acumulava dívidas impagáveis. Foi quebrado o círculo vicioso do consumo baseado no endividamento do lar, que, por sua vez, mantinha em funcionamento a demanda por commodities. Os preços despencaram, o comércio internacional de bens, capitais e mercadorias acusou os seus efeitos, a atividade industrial encolheu drasticamente. O resultado foi a recessão. O desemprego em massa, a inadimplência, o desespero e a frustração mostraram a sua cara, nos Estados Unidos, na Europa e, claro, na periferia do sistema global.
Nos países da América Latina, em geral, e no Brasil, em particular, o edifício especulativo desabou de forma ainda mais brutal, dado o fato de que, por serem exportadores de commodities, viveram uma espécie de “bonança” sem precedentes na primeira década do século. Na Venezuela, Hugo Chávez aproveitou o preço do barril de petróleo a US$ 100 para lançar programas sociais que erradicaram o analfabetismo, garantiram alimentação e saúde básica para todos. Na Argentina, o presidente Néstor Kirchner decretou moratória da dívida e reconstruiu o País, em grande parte apoiado pelos petrodólares venezuelanos (Chávez comprou uma parte dos títulos podres da dívida argentina). Na Bolívia, o cocalero Evo Morales, embora não tenha produzido nenhuma grande reforma econômica, tornou-se um símbolo do renascimento das populações descendentes dos povos originários, contra o racismo colonial. No Brasil, os governos Lula/Dilma asseguraram aumento real do salário mínimo e distribuíram uma migalha das riquezas, por meio de programas como o Bolsa Família.

Mas esse quadro quase idílico se chocou com a determinação do centro do capital, cada vez mais concentrador. Para preservar e expandir os seus ganhos, face a uma economia mundial em encolhimento, o capital adotou uma política agressiva, militarista e parasitária, de pilhagem das riquezas nacionais, que não recua diante da necessidade de destruir as forças produtivas, o meio ambiente e as estruturas institucionais. É o que vimos no caso do Iraque (2003), da Líbia (2011) e da Síria (com a eclosão da guerra civil, em 2011). É o que vemos também na América Latina, embora aqui a pilhagem tenha se travestido com as roupas da “legalidade institucional”, com a decisiva articulação de políticos cooptados, de um aparelho jurídico enquadrado em sua função de legitimador da ordem institucional, da mídia e de intelectuais (professores, especialistas, comentaristas e lideranças da sociedade civil). O ensaio geral desse processo ocorreu na Venezuela, em 2002, com o golpe fracassado, desdobrando-se, depois, nas deposições bem-sucedidas de Manuel Zelaya (2009), em Honduras, e de Fernando Lugo (2012), no Paraguai. Na Bolívia e na Argentina, a campanha sistemática, mentirosa e manipuladora da mídia foi fundamental, em 2015-2016, para derrotar Evo Morales (no plebiscito sobre a possibilidade de um terceiro mandato) e Cristina Kirchner (nas eleições que elegeram Mauricio Macri).
A motoniveladora do capital passa por cima das instituições e arrebenta com o estado nacional. Ela não suporta o “estorvo progressista” representado pelos governos populares latino-americanos, menos ainda no caso brasileiro. Os governos Lula/Dilma ousaram, além de tudo, dar alguns pequenos passos autônomos no cenário internacional – incluindo apoiar a insuportável criação do Banco dos Brics, com o objetivo de ganhar relativa independência frente ao dólar, tomar iniciativas nos conflitos do Oriente Médio, que resultaram na ira de Israel
(cujo porta-voz qualifi cou o Brasil como “anão diplomático”). Assim não dá. É preciso acabar com a festa.
As intervenções do centro do capital, observa o economista argentino Jorge Beinstein, transformam “as velhas burguesias” em “círculos de bandidos”, e instala uma nova dinâmica planetária de lumpemburguesias centrais e periféricas. “Agora as direitas latino-americanas vão ocupando as posições perdidas e consolidam as preservadas, mas já não são aquelas velhas camarilhas neoliberais otimistas dos anos
1990; foram sofrendo mutações através de um complexo processo econômico, social e cultural que as converteu em componentes de lumpemburguesias niilistas embarcadas na onda global do capitalismo parasitário”, diz Beinstein. “Grupos industriais ou de agrobusiness foram combinando seus investimentos tradicionais com outros mais rentáveis, só que também mais voláteis: aventuras especulativas, negócios ilegais de todo tipo (desde o narcotráfico até operações imobiliárias opacas passando por fraudes comerciais e fi scais e outros empreendimentos turvos), convergindo com “investimentos” saqueadores provenientes do exterior, como a megamineração ou rapinas financeiras.”
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