quarta-feira, 30 de novembro de 2011

JN no Ar (i)


A equipe do JN no Ar voou para Marabá, no sudeste do Pará, a pouco mais de dez dias do plebiscito que poderá decidir pela divisão do estado em três.
A região é uma terra cheia de contrastes. É uma área muito rica em minérios. Boa parte da economia local gira em torno da extração do minério de ferro, que o Brasil exporta para vários países. Apesar disso, essa riqueza não se traduziu em benefícios para a maioria da população, que ainda não teve suas necessidades básicas, elementares, atendidas pelo poder público.
A reportagem teve apoio da TV Liberal, afiliada da Rede Globo, no Pará.
A equipe do JN no Ar chegou a Marabá por volta das 22h30. No aeroporto, uma manifestação pró-divisão do Pará, organizada depois que o Jornal Nacional anunciou que a equipe iria para lá. Se o estado de Carajás for criado, Marabá poderá ser a capital.
Carajás ocuparia 24% do atual estado do Pára. Teria 39 municípios e 1,6 milhão de habitantes, 20% da população total. O PIB, a soma de tudo que é produzido pela economia, seria de R$ 19 bilhões, 33% do PIB do Pará.
A região cresceu a partir dos anos 70, com a descoberta da mina de ferro de Carajás e da mina de ouro de Serra Pelada, hoje, desativada, mas outra já está quase pronta para começar a funcionar no ano que vem.
A cidade não se preparou para o crescimento. A região de Carajás se tornou conhecida por dois problemas que ilustram bem o modelo de desenvolvimento que se instalou por lá. Um deles é o desmatamento para dar lugar a plantações e pastagens. O outro é a violenta disputa pela terra.
Segundo um levantamento da Comissão Pastoral da Terra, nos últimos 15 anos, 241 pessoas foram assassinadas no Pará por conflitos agrários, a maioria na região de Carajás. As vítimas mais frequentes são trabalhadores rurais e sindicalistas.
Como no massacre de Eldorado dos Carajás, em 1996, quando 19 trabalhadores morreram. Em maio deste ano, os ambientalistas José Cláudio e Maria do Espírito Santo foram assassinados. Agora, a irmã de Maria vive ameaçada. “Só falta agora o óbito. Será possível que para acreditar, é preciso que um de nós ou eu morra para que a veracidade da história venha?”, questiona Laísa Sampaio.
Os moradores querem soluções. Os grupos contra e a favor da divisão do estado apontam caminhos diferentes.
“A gente defende a manutenção do estado não na perspectiva de que tudo isso está bom. A gente acredita que os problemas não estão relacionados ao tamanho do estado, mas ao modelo de governança, à forma de gestão como está aí”, diz Ribamar  Ribeiro Júnior, do movimento contrário à divisão.
“O grande debate é da eficácia e do alcance das políticas públicas. Nós temos um território extremamente vasto e grande. E a descentralização administrativa é um fator benéfico, é um fator de otimização dos investimentos que a comunidade precisa na sua infraestrutura”, afirma Ítalo Pojucam, do movimento favorável à divisão.
Mas a criação de um novo estado tem um custo. Um estudo mostra que Carajás teria, por ano, receita de R$ 2,666 bilhões. E despesa de R$ 3,676 bilhões. A conta não fecha. O resultado seria um rombo de R$ 1,009 bilhão.
“Esse déficit teria que ser coberto de alguma forma. Não haveria, na minha opinião, nenhuma outra alternativa, a não ser dinheiro da União para cobrir esse déficit”, avalia Rogério Boueri, economista do Ipea. (Fonte G1.globo.com)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Secretariado começa ser recomposto!


Os novos integrantes do secretariado do prefeito MAUrino Magalhães (PR), começam a ser indicados:  o novo secretário municipal de Saúde, Nilson da Costa Piedade, indicação do pastor Sales Batista; o novo secretário municipal de Gestão Fazendária, Marcos Davi Aguiar, (Jornal Gazeta de Carajás);
Ainda faltam as nomeações dos titulares das secretarias de obras; administração e planejamento.

Quem serão????

Divisão do Estado: Uma reflexão!

Eis um artigo sobre a divisão do Estado do Pará, com uma análise feita pelo professor José R.B. Freire. É obra-prima jornalística, que nos remete aos tempos de Padre Antônio Vieira e seus famosos sermões. Vale a pena ler todo o artigo com atenção. Excelente!


TAPAJÓS E CARAJÁS: FURTO, FURTEI, FURTAREI

José Ribamar Bessa Freire



Essa foi a vaia mais estrondosa e demorada de toda a história da Amazônia.
Começou no dia 4 de abril de 1654, em São Luís do Maranhão, com a
conjugação do verbo furtar, e continuou ressoando em Belém, num auditório
da Universidade Federal do Pará, na última quinta-feira, 6 de outubro,
quando estudantes hostilizaram dois deputados federais que defendiam a
criação dos Estados de Tapajós e Carajás.

A vaia, que atravessou os séculos, só será interrompida no dia 11 de
dezembro próximo, quando quase 5 milhões de eleitores paraenses irão às
urnas para votar, num plebiscito, se querem ou não a criação dos dois
Estados desmembrados do Pará, que ficará reduzido a apenas 17% de seu atual
território caso a resposta dos eleitores seja afirmativa.

A proposta de divisão territorial não é nova. Embora o fato não seja
ensinado nas escolas, o certo é que Portugal manteve dois estados na
América: o Estado do Brasil e o Estado do Maranhão e Grão-Pará, cada um com
governador próprio, leis próprias e seu corpo de funcionários. Somente um
ano depois da Independência do Brasil, em agosto de 1823, é que o Grão-Pará
aderiu ao estado independente, com ele se unificando.

Pois bem, no século XVII, a proposta era criar mais estados. Os colonos
começaram a pressionar o rei de Portugal, D. João IV, para que as
capitanias da região norte fossem transformadas em entidades autÃ?nomas. O
padre AntÃ?nio Vieira, conselheiro do rei de Portugal, D. João IV,
convenceu o monarca a fazer exatamente o contrário, criando um governo
único do Estado do Maranhão e Grão-Pará sediado inicialmente em São Luís e
depois em Belém.

Para isso, o missionário jesuíta usou um argumento singular. Ele alegava
que se o rei criasse outros estados na Amazônia, teria que nomear mais
governadores, o que dificultaria o controle sobre eles. É mais fácil vigiar
um ladrão do que dois, escreveu Vieira em carta ao rei, de 4 de abril de
1654: *"Digo, senhor, que menos mal será um ladrão que dois, e que mais
dificultoso será de achar dois homens de bem que um só". *

Num sermão que pregou na sexta-feira santa, já em Lisboa, perante um
auditório onde estavam membros da corte, juízes, ministros e conselheiros
da Coroa, o padre Vieira, recém-chegado do Maranhão, acusou os
governadores, nomeados por três anos, de enriquecerem durante o triênio,
juntamente com seus amigos e apaniguados, dizendo que eles conjugavam o
verbo furtar em todos os tempos, modos e pessoas. Vale a pena transcrever
um trecho do seu sermão:

*"Furtam pelo modo infinitivo, porque não tem fim o furtar com o fim do
governo, e sempre lá deixam raízes em que se vão continuando os furtos.
Esses mesmos modos conjugam por todas as pessoas: porque a primeira pessoa
do verbo é a sua, as segundas os seus criados, e as terceiras quantos para
isso têm indústria e consciência".*

Segundo Vieira, os governadores *"furtam juntamente por todos os tempos".**
*Roubam no tempo presente*, **"que é o seu tempo"** *durante o triênio em
que governam, e roubam ainda *"no pretérito e no futuro".** *Roubam no
passado perdoando dívidas antigas com o Estado em troca de propinas, "*vendendo
perdões"* e roubam no futuro quando *"empenham as rendas e antecipam os
contratos, com que tudo, o caído e não caído, lhe vem a cair nas mãos".** *

O missionário jesuíta, conselheiro e confessor do rei, prosseguiu:

*"Finalmente, nos mesmos tempos não lhe escapam os imperfeitos, perfeitos,
mais-que-perfeitos, e quaisquer outros, porque furtam, furtavam, furtaram,
furtariam e haveriam de furtar mais se mais houvesse. Em suma, que o resumo
de toda esta rapante conjugação vem a ser o supino do mesmo verbo: a
furtar, para furtar. E quando eles têm conjugado assim toda a voz ativa, e
as miseráveis províncias suportado toda a passiva, eles como se tiveram
feito grandes serviços tornam carregados de despojos e ricos; e elas ficam
roubadas e consumidas". *

Numa atitude audaciosa, padre Vieira chama o próprio rei às suas
responsabilidades, concluindo:

*"Em qualquer parte do mundo se pode verificar o que Isaías diz dos
príncipes de Jerusalém: os teus príncipes são companheiros dos ladrões. E
por que? São companheiros dos ladrões, porque os dissimulam; são
companheiros dos ladrões, porque os consentem; são companheiros dos
ladrões, porque lhes dão os postos e os poderes; são companheiros dos
ladrões, porque talvez os defendem; e são finalmente, seus companheiros,
porque os acompanham e hão de acompanhar ao inferno, onde os mesmos ladrões
os levam consigo".*

Os dois novos Estados – Carajás e Tapajós – se criados, significam mais
governadores, mais deputados, mais juizes, mais tribunais de contas, mais
mordomias, mais assaltos aos cofres públicos. Por isso, o Conselho Indígena
dos rios Tapajós e Arapiuns, sediado em Santarém, representando 12 povos de
52 aldeias, se pronunciou criticamente em relação à proposta. Em nota
oficial, esclarece:

*"Os indígenas, os quilombolas e os trabalhadores da região nunca estiveram
na frente do movimento pela criação do Estado do Tapajós, porque essa não
era sua reivindicação e também porque não eram convidados. Esse movimento
foi iniciado e liderado nos últimos anos por políticos. E nós temos
aprendido que o que é bom para essa gente dificilmente é bom para nós". *



*Prof. Murilo Sérgio da Silva Julião
Laboratório de Química Analítica Aplicada - LAQA
Curso de Química
Centro de Ciências Exatas e Tecnologia
Universidade Estadual Vale do Acaraú

JN no Ar (ii)


Blogueiro de Marabá no Jornal Nacional


Fontes informam ao SOL DO CARAJÁS que o blogueiro de primeira, Ribamar Ribeiro Jr., na imagem acima, será atração do Jornal Nacional, na noite de hoje, em entrevista sobre a divisão do Pará!

O blogueiro Ribamar Ribeiro Jr. é um defensor do Pará tal como está, sem divisão! É não e não.

Mas, guardado os elogios, é de admirar o quanto o PSOL já gosta dessa Globo! 

Guardado os elogios, bem que o nossos companheiros esquerdistas do NÃO poderiam apelar apenas para o sentimental, o que conta, pois defender que as coisas piorariam com a criação dos Estados do Carajás e do Tapajós é um despautério! É achar pouco o martírio do nosso povo, pois acreditam que poderia piorar! Será!? 

Basear-se em relatórios do IPEA, da FGV e da FADESP para argumentar que os estados nasceriam deficitário e por isto são do contra é outro despautério, aliás, esses mesmos relatórios dirão que a previdência é deficitária, que o serviço público é deficitário, que o BRASIL é deficitário!
(Mais Aqui)

JN no Ar em Marabá (iii)


O avião do JN no Ar está em Marabá desde ontem (28) a noite.
A equipe vai percorrer as regiões do Pará que podem vir a se transformar em novos estados, dependendo do resultado do plebiscito, em que os eleitores terão que decidir se querem ou não a divisão do estado. O JN no Ar após a visita à Marabá irá para as cidades de, Santarém e Belém, onde vai ter o apoio das afiliadas da Rede Globo.
O plebiscito será no dia 11 de dezembro. O voto é obrigatório para 4,8 milhões de eleitores paraenses que terão de responder se querem a criação de dois novos estados: Tapajós e Carajás. Quem estiver fora do domicilio eleitoral terá que justificar a ausência.
O resultado do plebiscito só será definitivo se a maioria dos eleitores responder não à criação dos novos estados. Se a resposta for sim, a Câmara e o Senado ainda terão que votar uma lei propondo a divisão e a presidente Dilma Rousseff terá que sancionar ou vetar a lei.
Se Tapajós e Carajás forem criados, além de governador e deputados estaduais, cada novo estado teria três senadores e, no mínimo, oito deputados federais.
A primeira parada do JN no Ar será em Marabá, no sul do Pará, e o tempo de voo até lá será de uma hora e quarenta minutos. (Fonte G1)

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Este poster tomou um cafezinho no Tapiri ao lado do senhor Derze e Cristina Serra

 

PSOL consegue adiar votação do Código Florestal no Senado

Camila Campanerut
Do UOL Notícias, em Brasília


Mesmo depois do acordo entre governo e oposição, o PSOL – que vem mantendo posição independente nas votações no Congresso – conseguiu adiar a votação do projeto que reforma o Código Florestal no plenário do Senado, que seria nesta quarta-feira (30).
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) levantou a questão por problemas de cumprimento de regras do regimento interno do Senado, e conseguiu postergar a votação da matéria.
“Tem dois pré-requisitos que deveriam ser cumpridos e não foram. O primeiro pré-requisito a ser cumprido: a leitura [do pedido de urgência para votar o projeto] tinha que ter sido ontem e não foi lido (...) e o segundo, deveria ter ocorrido a publicação do avulso. O que foi publicado foi o texto original e não foi publicado o substitutivo [texto com alterações aprovado na última comissão que analisou a matéria]”, justificou Rodrigues.
A justificativa foi aceita pela 1ª vice-presidente do Senado, Marta Suplicy (PT-SP) que presidia a sessão nesta tarde.
Entenda
Líderes da oposição e do governo anunciaram na tarde desta terça-feira (29) que aprovariam  o pedido de urgência – o que coloca o assunto na frente de outros na pauta de votações em plenário. Com o pedido de urgência aprovado, pelo regimento do Senado, deveria haver um prazo de 48 horas depois da aprovação para iniciar a votação, que pode ser extinto, caso os líderes dos partidos da Casa acordem entre eles que não é necessário cumprir o prazo.

No entanto, o pedido de urgência ainda não foi lido nem votado e, amanhã, o PSOL promete usar o mesmo argumento para retardar a análise do projeto.

Para o líder do PSDB, Alvaro Dias (PR), é possível votar o projeto ainda esta semana. “Para mim, amanhã será lido, vota-se o regime de urgência e, com o acordo [entre os líderes dos partidos] se pode resolver a questão do interstício [quebra de intervalo entre a aprovação e a votação]”, afirmou. “A possibilidade é real de se votar a urgência e a matéria, como foi acordado hoje de manhã, nós mantemos o que foi acordado”, completou. 
 Já o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR) está menos otimista. Na avaliação dele, o projeto em si pode ficar para a próxima semana, mas a votação do requerimento de urgência fica para amanhã.
 Tramitação
Antes de ser analisado no plenário do Senado por seus 81 integrantes, o texto já foi aprovado em quatro comissões na Casa: CCJ (Constituição e Justiça), CCT (Ciência e Tecnologia),CA (Agricultura) e CMA (Meio Ambiente).

Como houve uma série de alterações do texto que veio da Câmara, depois de ser votado no plenário do Senado, ele deverá voltar à Câmara dos Deputados onde será novamente analisado e votado. E só depois irá para apreciação da presidente Dilma Rousseff. 

Secretarias ainda não têm titular!

O corte na carne realizado pelo prefeito MAUrino Magalhães (PR) na sexta (25). Onde de uma canetada só exonerou 5 secretários municipais e ainda transformou a Secretaria de Comunicação do seu irmão em assessoria ligada ao gabinete, ainda não foi engulido por seus aliados que esperavam para ontem (28) a nomeação dos novos secretários.
Dizem as fontes que PP e PMDB são de fato quem aconselham o alcaíde nas decisões como essa.

Valei-me São Miguel!  Valei-me Nagib!!

Debate na quinta!

Será na quinta (1/12), que a RBA (Band) promove debate entre as frentes contrárias e favoráveis à divisão do Pará. O programa terá uma hora e meia de duração, em cinco blocos. Quatro deles serão dedicados a perguntas diretas entre as frentes opositoras e o último reservado às considerações finais. O debate está marcado para as 22 horas.
Todos esperam um debate de argumentos!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

E a Lei Kandir?

Foi aberto hoje (28), o 1º Simpósio do Setor Metal Mecânico de Marabá, promovido pela Acim, Governo Estadual e Municipal. O evento é patrocinado pela Vale, Sinobrás e Sebrae/PA. O simpósio irá discutir o cenário atual e futuro da siderurgia e mecânica, competitividade e a criação de novos pólos industriais.
Como já era esperado, os empresários do setor se negam a discutir a Lei Kandir. Preferem o Estado ser destronado do que discutir seriamente uma política fiscal que regule o setor e desenvolva de fato a região.

Cavalo esperto não espanta a boiada!


Passeando pelo Blog do Parsifial encontrei essa postagem que  muito nos significa: Rolando Boldrin, “Vide, vida marvada.”.
Corre um boato aqui donde eu moro
Que as mágoas que eu choro são mal ponteadas.
Que no capim mascado do meu boi
A baba sempre foi santa e purificada.
Diz que eu rumino desde menininho
Fraco e mirradinho a ração da estrada.
Vou mastigando o mundo e ruminando
E assim vou tocando essa vida marvada.
É que a viola fala alto no meu peito humano
E toda moda é um remédio pros meus desenganos.
É que a viola fala alto no meu peito, mano,
E toda mágoa é um mistério fora deste plano.
Pra todo aquele que só fala que eu não sei viver:
Chega lá em casa pruma visitinha,
Que no verso ou no reverso da vida inteirinha,
Há de encontrar-me num cateretê
Tem um ditado tido como certo
Que cavalo esperto não espanta a boiada.
E quem refuga o mundo resmungando
Passará berrando essa vida marvada.
Compadre meu que envelheceu cantando
Diz que ruminando dá pra ser feliz.
Por isso eu vagueio ponteando
E assim procurando a minha flor-de-lis.
É que a viola fala alto no meu peito humano
E toda moda é um remédio pros meus desenganos.
É que a viola fala alto no meu peito, mano,
E toda mágoa é um mistério fora deste plano.
Pra todo aquele que só fala que eu não sei viver:
Chega lá em casa pruma visitinha,
Que no verso ou no reverso da vida inteirinha,
Há de encontrar-me num cateretê

IPEA CONFIRMA: DIVISÃO CRIARÁ ESTADOS DEFICITÁRIOS!


Divisão do Pará pode criar três Estados deficitários, diz Ipea

Danilo Macedo
Da Agência Brasil, em Brasília
Estudos apresentados hoje (28) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que, em caso de separação do Pará em três Estados, no plebiscito que se realizará no dia 11 de dezembro, todos eles nascerão deficitários. Enquanto o Pará registra atualmente um superávit anual de aproximadamente R$ 300 milhões, subtraindo suas despesas da receita orçamentária, Carajás terá déficit de pelo menos R$ 1 bilhão anual, Tapajós, de R$ 864 milhões, e o Pará remanescente, de R$ 850 milhões.
De acordo com pesquisa semelhante feita pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), os déficits podem ser maiores, dependendo dos investimentos necessários em infraestrutura. Isso poderia levar a desequilíbrios financeiros e implicações para infraestrutura, equipamentos públicos e outros investimentos.
Para a técnica do Idesp Lúcia Andrade, mesmo que o Estado não seja separado, as discussões e pesquisas realizadas recentemente indicam e poderão levar a “um novo modelo de desenvolvimento”, que possibilite uma descentralização dos investimentos e das decisões de governo.
O coordenador do Núcleo de Meio Ambiente da Universidade Federal do Pará (UFPA), Gilberto Rocha, considera que a população paraense teve pouco tempo para discutir sobre seu futuro. Além disso, ele ressalta que 66% do território do estado são compostos de terras federais, incluindo unidades de conservação, assentamentos, áreas indígenas, onde o governo estadual não tem autonomia.
Tanto Rocha quanto Lúcia Andrade disseram esperar que, apesar do tempo reduzido para as discussões e pesquisas sobre a divisão, a metodologia usada para estudar as consequências da divisão do Pará sirva para outros casos no futuro. Atualmente, existem 23 projetos de divisão de regiões tramitando no Congresso Nacional, mais do que na época da Constituinte, em 1988, quando eram 17, segundo os pesquisadores.
No plebiscito do dia 11, sobre a divisão do Estado, os eleitores do Pará responderão a duas perguntas: a primeira, se eles são a favor ou contra a criação do Estado do Tapajós. Em seguida, os paraenses responderão se são favoráveis ou não à criação do Estado de Carajás. A ordem das perguntas foi definida em sorteio, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O voto é obrigatório para quem tem título de eleitor do Pará, e os que estiverem fora do domicílio eleitoral têm o prazo de 60 dias para justificar a ausência.

Recordando!

Imagem: Ascom - PMM



Desfile de 7 de setembro de 1987 na Avenida Antonio Maia, alunos da Escola José Mendonça Vergolino sendo capitaneado pela diretora Aparecida Nocetti

Senadinho em alta! (ii)

O blog do Hiroshi senadizou!

O “Senadinho”, em Marabá, “funciona” na praça Duque de Caxias, só aos domingos.
Pela parte da manhã, em frente à banca de revistas do Edivan, a turma reúne-se em torno de um banco da praça e manda ver.
É ali que rola o tititi da política. E dos demais assuntos da cidade.
Se passar do meio-dia, o  expediente acaba.
A turma chega cedo.
Na imagem, quem  dava expediente, nesse domingo: Fabiano, João, Amin, “Cabeção”, Bosco Jadão – ex prefeito de Marabá -, Sebastião de Souza Castro (Degas), Silvino Santis, Wilsão, Ribamar e João Chamon -ex prefeito de Curionópolis

Imagem: Hiroshi Bogéa

II Tempo Escola do Curso Técnico em Agroecologia dos Povos Indígenas


Inicia hoje (28) o II Tempo Escola do Curso Técnico em Agroeocologia Integrado ao Ensino Médio dos Povos Indígenas do Sudeste paraense, do Campus Rural de Marabá. Este módulo que faz parte do Eixo Temático: Cultura e Identidade terá a duração até o dia 16/12.

O curso visa contribuir com a  formação técnica/tecnológica e humana dos jovens indígenas, capaz de fomentar a geração e difusão de conhecimentos para atender a demanda das aldeias, fortalecer a cultura dos diferentes povos e promover a integração entre eles.

A gestão sustentável do território da aldeia indígena é visto pelas lideranças e comunidades como uma questão que precisa ser alcançada, inclusive em função do aumento no número de habitantes e a maior pressão sobre os bens naturais. Algumas aldeias visitadas enfrentam desafios neste sentido da sustentabilidade também devido à tendência de pecuarização das atividades produtivas. Por isso, enfrentam os mesmos desafios de camponeses da região que desenvolvem em seus lotes a criação de gado como principal atividade produtiva, estando com as pastagens degradadas, com pouca disponibilidade de área para o cultivo de roçados e encontram-se diante do desafio da sustentabilidade ambiental e, em médio prazo, também socioeconômica.

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Programação:

Mesa de Abertura: 16h no Campus Rural de Marabá

Aqui tudo pode!


Essa semana o canteiro central da VP-8 onde abriga estacionamento em vários pontos se transformou definitivamente em espaço privado, uma nova modalidade que as empresas de revendas de veículos tem adotado na cidade. Pelo menos em dois pontos: Em frente a primeira Igreja Batista na Fl 32 e em frente a Revemar na Fl 27, foram transformados em extensão da Zucavel e Revemar respectivamente. Ainda que de fato provisório, este tipo de feirão constitui uma afronta a´todos que necessitam destes espaços para estacionar.
Com anuência, é claro da prefeitura! até porque o DMTU não foi visto por lá multando ninguém. De quebra infringe o Código de Postura e o Plano Diretor do Município.

Com a palavra todos aqueles que se sentem envergonhado com a postura do poder público em permite tal abuso.
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domingo, 27 de novembro de 2011

Calças curtas: Sem energia presidente do INCRA discursa para uma plenária vazia!

 O presidente do INCRA esteve em Marabá nesta sexta feira (25) cumprindo agenda oficial na SR-27, mas foi levado às pressas para conhecer o Campus Rural de Marabá (CRMB) no PA 26 de março. Acontece que ninguém sabia da visita. Além de chegar no momento em que o campus estava sem energia. Para direção e a cúpula do PT pra Valer, o presidente do INCRA foi assinar o documento que oficializa a doação de parte da área do assentamento para o IFPA.
Estudantes foram retirados de sala de aula para fazer a média com os proponentes da ação inusitada.

QUEREMOS MUDANÇA, JÁ!!!!

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Racha no MST?

Uma carta assinada por 51 militantes de vários estados (RS, SP, RJ, SC, CE, AL, DF) ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e outros movimentos sociais com mesma plataforma política (Movimento Consulta Popular, Via Campesina, Movimento dos Trabalhadores Desempregados e Movimento dos Pequenos Agricultores) está circulando na internet e gerando forte repercussão.  (leia AQUI)
Na página do MST ainda não há nada que conteste a informação.

Meus cumprimentos!

Aos leitores assíduos deste blog!

Ao ex-prefeito de Curionópolis João Chamon Neto  que tem manifestado sua assiduidade na leitura deste espaço de debate e feitos comentários sobre o processo de divisão do estado.

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Senadinho em alta!

Um banco na praça Duque de Caxias reúne todos os domingos um grupo de pessoas que após comprarem jornais e revistas, batem papo sobre politica e outras coisissímas de Marabá. O espaço já denominado de "senadinho", os mais antigos memorializam fatos históricos da cidade, os mais jovens analisam o desgoverno Maurino. São pessoas de várias concepções políticas que tem tornado um ponto de conversa a cada domingo mais pitoresco na memóriavel Praça Duque de Caxias. No "senadinho" neste domingo (27) a pauta principal foi as exonerações dos secretários do desgoverno de Marabá.
 Especulações políticas são permeadas pela presença de intelectuais, jornalistas, blogueiros, políticos e gente do povo. O local tem se tornado um ponto de conspirações,conversas acaloradas, debates por causa da campanha divisionistas e outros temas. As conversas são leves e o tempo passa rápido para quem está sempre bem antenado na conjuntura do dia.

sábado, 26 de novembro de 2011

NÃO lidera em nova pesquisa!


NÃO avança e SIM cai, segundo Datafolha

A TV Liberal divulgou no início da noite desta sexta-feira (25), a segunda rodada de sondagem de opinião realizada pelo Instituto Datafolha sobre o plebiscito que decidirá sobre a criação ou não de mais dois estados a partir do território do Estado do Pará.

Veja os números:

A pesquisa DataFolha, divulgada nesta sexta-feira (25), mostra que a maioria (62%) dos eleitores paraenses é contra o desmembramento do Pará para a criação do Estado de Carajás, enquanto 31% dizem ser favoráveis à divisão.



Subiu o índice dos que rejeitam o novo Estado de Carajás, na pesquisa anterior eram 58%, oscilando negativamente, dentro da margem de erro, o índice dos eleitores favoráveis a ele eram 33%. Uma amostra de 9% porcento dizem não saber.



Em relação ao Tapajós, O índice dos eleitores que votariam favoravelmente à divisão do Pará para a criação do Estado do Tapajós oscilou de 33% para 30%. 


Os que se dizem contrários, no atual levantamento, são 61%, ante 58% no anterior. 'Não sabem/não responderam' correspondem a 7%.




O levantamento é encomendado pela TV Liberal, TV Tapajós e Folha de São Paulo ao instituto. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 3,0 pontos percentuais para mais ou para menos considerando um nível de confiança de 95%. Foram realizadas 1.015 entrevistas em 46 municípios paraenses, no período 21 a 24 de novembro de 2011.

Os eleitores, acima de 16 anos, responderam as seguintes perguntas: 'Você é a favor da criação do Estado de Carajás?' e 'Você é a favor da criação do Estado do Tapajós?'.


Votação - O Plebiscito irá consultar, no dia 11 de dezembro, a população paraense sobre a divisão do atual território em outras duas unidades federativas. Dois números serão utilizados nas urnas. O '55' deverá ser escolhido pelos eleitores que deciderem pela não criação dos Estados e o '77' para os que forem favoráveis a divisão do Estado.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número – 50287/2011.

Impresso - Os números completos onde são destacados, entre outras coisas, o perfil do eleitor, podem ser lidos na edição deste sábado (25) nos jornais O Liberal e Amazônia.
Fonte: Redação Portal ORM / Arte: TV Liberal

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Justiça manda desocupar Serra Pelada


Justiça manda desocupar Serra Pelada

Sucursal Sul e Sudeste do Pará
Um dos cinco superficiários (pessoas que residem em superfície de mina) de Serra Pelada cobra R$ 2 milhões para desocupar uma pequena área dentro dos 100 hectares, referentes à Portaria de Lavra concedida no ano passado pelo Ministério de Minas e Energia à Cooperativa Mista dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp). Os outros quatro posseiros se negam a qualquer tipo acordo com os detentores dos direitos de exploração da mina. Por causa do impasse, a Justiça de Curionópolis autorizou a retirada dos superficiários das áreas, decisão ainda pendente de cumprimento.
A Coomigasp e a mineradora canadense Colossus informaram esta semana que os valores em dinheiro para indenização dos terrenos sobre o direito de posse, incluindo as benfeitorias, avaliados por um profissional independente, credenciado pelo Conselho Regional dos Corretores de Imóvel -CRECI - PA, encontram-se devidamente depositados em juízo, conforme preceitua a lei. Há um ano o projeto da nova Serra Pelada negocia e indeniza os posseiros da área onde está sendo construída a mina. De acordo com levantamento do departamento jurídico da Coomigasp e a Colossus, cerca de 80% dos posseiros já negociaram suas áreas com a Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral e varias outras negociações continuam em curso (mais aqui)

Vale ressaltar que o professor Francisco Macedo da UFPA tem se destacado em uma pesquisa que realiza com estudantes do curso de Ciências Sociais.

PREFEITO EXONERA SECRETÁRIOS!

 Os secretários Lucídio Colinetti Filho (Obras), Glênio Benvindo de Oliveira (Planejamento), José Nilton Medeiros (Administração), Karam el Hajjar (Gestão Fazendária), e o de Comunicação, Gilson Magalhães (seu irmão), foram exonerados hoje (25) pelo prefeito MAUrino Magalhães (PR). O prefeito alegou em entrevista coletiva que o município passa por uma grave crise financeira.
 Esqueceu de exonerar o supersecretário   Miguelito da SDU.

O cair das horas: Lançamento dia 30/11



Fac Simile: Jornal Opiniao

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Nota


NOTA À SOCIEDADE PARAENSE, PAIS, ALUNOS E PROFESSORES

Nesta quarta-feira, 23 de novembro de 2011, conseguimos aprovar o requerimento de minha autoria que exige providências ao Governo do Estado para cumprir o estabelecido na Lei Federal 11.738 de 16 de julho de 2008, que estabelece o piso salarial dos profissionais da educação.
Ao Governo do Estado, que insiste em não realizar o pagamento do piso definido em Lei sob o argumento de insuficiência de saldo financeiro, foi dado o recado: eu e meus pares desta casa de leis não estamos de acordo com a postura arbitrária e ilegal do Governo de Estado. O requerimento foi alvo de debates calorosos por quatro sessões na Assembleia Legislativa, com uma forte resistência da Bancada do Governo. Inclusive foi proposta a retirada do mesmo, diante do retorno às aulas. Com a manutenção do documento por nossa parte, e na certeza de um desconforto que geraria o ato contrário, ontem a aprovação do requerimento foi unânime.
A Assembleia Legislativa do Estado do Pará, no entendimento que os professores e profissionais da educação do Estado do Pará devem ser respeitados em seus direitos, exige que a Lei Federal seja cumprida.
Não devemos esmorecer frente às dificuldades que a injustiça e a ilegalidade nos forçam.

Deputada Bernadete ten Caten