sexta-feira, 30 de setembro de 2011

PSOL realiza II Congresso Municipal

(Imagem do PSOL)
Duas chapas vão disputar o Diretório Municipal do PSOL de Marabá neste sábado no II Congresso Municipal. As teses da CST ( Corrente Socialista dos Trabalhadores) e da APS ( Ação Popular Socialistas ) serão debatidas com a militância do partido.

A expectativa do congresso é que haja uma grande participação dos filiados e que a largada para 2012 seja dada com a apresentação das defesas de teses.

Para Roger Lobo, o PSOL deve ser um partido de massa e atuante em todos os segmentos. Segundo Francisco Macedo, essa é a vez de alavancar o partido nos movimento sociais. Para professora Joseane Maria, o partido vai crescer com a vinda de novos filiados. O ambientalista Winklys da Conceição Lima, a militância está ciente do papel do PSOL como vanguarda das lutas sociais.

O sociólogo Ribamar Junior, defende um partido com maior inserção nas lutas camponesas, formação politica para juventude e crítica um grupo denominado de Resistência,que vem fazendo acusações gravíssimas aos companheiros de luta e de permanente construção partidária.

O "abençoado" da vez!


(Imagem: Site da Prefeitura de Marabá)


O PMDB fará grande festa para saudar a filiação do empresário Ítalo Ipojucan, o abençoado da vez da ninhada do sobrancelhudo. Conforme já informamos por aqui, ele deverá ser o candidato do partido barbalhista na terrinha de chico coelho. A cena da imagem acima mostra Maurino, ìtalo e Julia Rosa, que pelo andar dos coletivos ambos estarão em palanques diferentes em 2012.

SINTEPP: Nota de Esclarecimento!

Nota de esclarecimento à sociedade

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (SINTEPP) informa aos professores, alunos, funcionários de escola e sociedade em geral que, apesar de notícias veiculadas na imprensa local sobre a decisão do Juiz da 1ª Vara de Fazenda da Capital, Elder Lisboa, nesta quinta-feira (29), em que determina o retorno de 50% dos (as) trabalhadores (as) ao seu local de trabalho e a abusividade da greve, o sindicato informa que não foi notificado oficialmente e reafirma a decisão dos trabalhadores em assembleia geral: A CONTINUIDADE DA GREVE POR TEMPO INDETERMINADO.

As motivações dos trabalhadores da educação, que levaram ao movimento grevista, não são novidades para o governo, mas sim são o descumprimento, por parte do Governo Estadual, do acórdão do STF, publicado no dia 24/08, que consiste no pagamento integral do Piso Salarial Nacional (PSPN) e a implantação total do Plano de Carreira dos Trabalhadores da Educação, lei sancionada pelo governo no dia 02/07/2010, que até agora não foi implementado completamente e em alguns casos tem acarretado redução de salários.

Continuamos numa situação pecaria nas escolas, com pela falta de reformas e só temos visto a violência aumentar.

A luta de milhares de trabalhadores (as) da educação por dignidade e valorização não pode ser considerada abusiva.

O que é justo é que o governo cumpra as leis e não tente criminalizar trabalhadores em educação que lutam por seus direitos e por uma educação pública, gratuita e com qualidade social. Avançar na luta sempre!

Coordenação Estadual

Artigo - Hino à seleção brasileira no Mangueirão e as paixões paraenses


Por Magda Ricci

A quarta feira (28) marcou época. Foi no jogo da seleção brasileira no estádio Mangueirão, em Belém do Pará. Em um daqueles momentos únicos a multidão – que pagou caro para assistir ao amistoso – fez a comoção de todos e cantou, à capela, o hino nacional brasileiro. Em tempos tão pouco patrióticos, repletos de escândalos e de falcatruas no Pará e no Brasil, como explicar este gesto espontâneo? Como traduzir seus significados no atual cenário paraense e relacioná-los ao passado e à história deste Estado?
Cantar o hino nacional brasileiro parece estar fora de moda no Brasil. Seu cantar tornou-se protocolar. Foi uma surpresa nacional a cantoria paraense e sua letra não arremedada. Ainda salta na memória as cenas de um triste passado em que alguns jogadores da seleção brasileira não sabiam cantar seu hino diante das câmeras da sua nação nos anos de 1982 ou 1986. Naquela época eles tomaram aulas, mas aqueles eram outros anos. Toco neles para lembrar que no Pará e no Brasil do final dos tempos da ditadura, ser brasileiro também era um ato de fé. No cantar do hino havia ainda a vontade de construir outro Estado paraense e outra relação deste com a nação brasileira. Eram tempos de nova constituição, políticos, partidos, movimentos sociais e outras tantas mais novidades. Hoje o hino tornou-se um velho companheiro do qual até podemos ter amor, mas não paixão. Será? Então como explicar o canto apaixonado no dia de ontem em Belém do Pará?
Existem aqueles que entendem o sentido do cantar emotivo como uma vingança político-futebolística. Foi um hino contra a CBF. Hino hostil ao fato – por demais inexplicável – do povo paraense (e de Belém do Pará) ter ficado fora do rol das cidades brasileiras que sediarão os jogos da futura Copa do Mundo. Existe um amor local ao futebol e uma torcida afinada que certamente faria tudo para ver e – mais do que isso – fazer a Copa acontecer diante do Brasil e do mundo. Neste sentido, é certo que o hino ali entoado estava pleno de todo esse desgosto. O que para alguns políticos e dirigentes de futebol pode ter sido uma “decisão técnica”, para a maioria dos paraenses foi uma dor sem fim. Em uma cidade onde o futebol é assunto vital e tema pelejas – às vezes até violentas – entre torcidas rivais, a seleção encontraria acolhida segura. Para além do Remo, Paissandu e Tuna luso existe o amor ao esporte que pela cidade de Belém ainda é jogado quase ingenuamente. Em Belém ainda há lugar para as famosas “peladas”, que estão nos canteiros de avenidas ou em gramados de praças sempre tomadas pelo povo que, ainda hoje, ocupa muito apropriadamente os espaços públicos. O futebol em Belém não é só negócio, ainda é paixão e esta paixão certamente esteve presente na cantoria ao hino ontem no Mangueirão.
Todavia, em que pese a importância do tema, creio que não se trovou ontem apenas por indignação futebolística. Temos que ler o hino comovente por seu lado político, mas não politiqueiro. Percebe-se nele o brado forte de uma cidade unida ao seio de um Estado e de um País que nem sempre reconhece seu povo em suas demandas e problemas. Salta aos olhos o cenário de um Pará às beiras de uma decisão fulcral: será um único Estado, ou serão três? Neste sentido, o cantar do hino comove a todos: aos que cantam por um Pará unido, o hino torna-se um símbolo maior desta união (local e nacional). Aos outros, transforma-se em um lamento e súplica por mudanças políticas que (estes creem) farão justiça aos que injustiçados se sentem.
De qualquer forma trata-se de um cantar revigorante e indignado. O cantar de um povo que fez do seu hino nacional um lema para pleitos antigos. Futebolísticos ou políticos estes pleitos são cantos que clamam por justiça a ser feita a um povo que traz na sua herança marcas profundas e históricas de injustiças e apagamentos da memória. Povo cabano e lutador de 1835. Povo reprimido e esquecido na monumentalidade dos rios e selvas Amazônicas. Revolucionários foram os paraenses que tiveram, e ainda tem, motivos para continuar a lutar.
O Pará ainda hoje é terra de povo indignado porque, apesar de tantas conquistas do Estado do Pará e do Brasil atuais, ainda se mantém mazelas seculares. Ao vermos a corrupção, a politicagem e as injustiças que grassam pelas terras paraenses estas mazelas parecem estar longe de serem resolvidas. Todavia um cantar como o de ontem faz renascer as esperanças de que, quiçá unidos, transformemos este Estado, como tantas vezes os jogadores de futebol o fizeram em tristes espetáculos no passado não tão recente. , mas seus significados traduzem algum sentimento, ora inventado, ora interiorizado, mas sempre politicamente construído pela história de uma região, pátria ou nação. O que os belenenses e paraenses do Mangueirão podiam interiorizar neste cantar para sua seleção?
Magda Ricci. Barcelona, 29 de setembro de 2011
Docente e pesquisadora da Faculdade de História da UFPA e do Programa de Pós-Graduação em História Social da Amazônia, atualmente realizando estudos de Pós-Doutorado na Universidade de Barcelona.

IFPA abre licitação para asfaltamento da Vicinal do Conhecimento



Finalmente será publicado no dia 03.10, no Diário Oficial da União, o Aviso de Licitação da obra de pavimentação da via de acesso ao Campus Rural de Marabá.  A vicinal do Conhecimento tem cerca de 2,7km - liga a Sede do Campus Rural de Marabá à Rodovia BR 155 no Assentamento 26 de março.

Servidores esperam com grande expectativa de que a empresa que vença não seja a mesma que vem construindo as instalações físicas do campus.

GREVE! Ato vai unificar classe trabalhadora.

Os comandos de greve dos Correios, Bancários, UFPA, Sintepp e IFPA ( Campus Rural de Marabá e Campus Industrial de Marabá), reuniram hoje (30) para unificar a luta. Os servidores públicos deram uma grande demonstração de unidade ao planejar para a próxima terça feira (4/10) um grande ato público com passeata na VP 8 e concentração na praça do Banco do Brasil ( folha 32).
Para manter a unidade da classe trabalhadora, o comando vai unificar várias ações a partir de agora. Os professores do IFPA que já estão há mais de cinqüenta dias em greve esperam contar com apoio da população, pois um dos objetivos do ato público, será fazer o esclarecimento sobre a pauta da greve.

E o Carro da igreja?

Até agora não foi divulgado oficialmente o desaparecimento do veículo que a Igreja Assembléia de Deus Missão, presidida pelos Pastor Sales batista.  A caminhonete S-10 foi roubada segunda (26) e até o momento ninguém sabe do paradeiro. Enquanto isso, centenas de compradores de cartelas começam a reclamar do sumiço do carro que seria sorteado. O dinheiro arrecadado seria para ajudar na construção do novo templo sede da AD em Marabá.

IV Fórum Municipal de Meio Ambiente


Foto: Hiroshi Bogéa
A SEMMA e o COMAM realizam hoje (30) e amanhã (1) a quarta versão do Fórum Municipal de Meio Ambiente, com a equivalência de uma conferência. O evento vai eleger o novo Conselho Municipal de Meio Ambiente Comam).
Temas como: embargo ao frigorífico e curtume; empiçarramento da Ponte do Rio Vermelho, Construção da ponte privada sobre o Rio Itacaíunas, Aterro Sanitário; Poluição Visual e Sonora, serão debatidos por este poster  que também será candidato á uma das vagas pela Cooperativa dos Agentes Ecológicos de Marabá - (CAEM).

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Onde está o dinheiro do Fundo Municipal de Meio Ambiente????

Eleições 2012: PV recebe reforços!


O Partido Verde, presidido em Marabá pelo médico Jorge Bichara recebeu as filiações dos Advogados Haroldo Júnior, Dagberto Nogueira, Haroldo Gaia Pará, Ismael Gaia, Maurílio Ferreira dos Santos, Ademir Braz; o cartorário Alberto Santis Filho e o estudante de Direito José Carlo Araújo.
Essas filiações também reforçam a tese de uma candidatura própria, sepultando de vez o sonho do PTB, PR e PMDB de tê-lo numa coligação.
Os novos verdes prometem trazer mais filiados para legenda e assim oferecer uma nova alternativa nas eleições de 2012.

Liminar concedida à MONSANTO recolhe cartilha sobre produtos orgânicos feita por Ziraldo


- VAMOS DIVULGAR E DISTRIBUIR

A cartilha "O Olho do Consumidor" foi produzida pelo Ministério da
Agricultura, com arte do Ziraldo, para divulgar a criação do Selo do
SISORG (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica), que
pretende padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos,
orientando o consumidor.

Infelizmente, a multinacional de sementes transgênicas Monsanto obteve
uma liminar em mandado de segurança que impediu sua distribuição.

O arquivo foi inclusive retirado do site do Ministério (o link está "vazio").

Em autêntica desobediência civil e resistência pacífica à medida de
força, estamos distribuindo eletronicamente a cartilha. 


Participe você também!!!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Manifesto dos povos indígenas contra as hidreléticas (i)


Para: Presidente da República Federativa do Brasil; FUNAI; MPF; MPE; Ministério de Minas e Energia; Ministério da Justiça

Nós lideranças e representantes indígenas reunidos na Aldeia Kururuzinho, entre os dias 21 e 22 de setembro de 2011, vimos através deste manifestar nossa indignação em relação aos Aproveitamentos Hidrelétricos pensados pelo governos Lula e seguido pela sua sucessora a Presidenta Dilma, previstos para serem construídos no Rio Teles Pires.
Nós que vivemos dos recursos naturais dessa região por gerações e gerações sabemos muito bem os graves problemas que essas hidrelétricas irão causar quando alterarem as condições naturais do rio, da floresta, dos animais, dos peixes e dos espíritos que habitam nesse local. Aldeias antigas e cemitérios dos nossos antepassados serão destruídos e inundados. Nossos velhos e pajés sempre nos aconselham a respeitar nossa natureza e falam sobre a importância de preservarmos nossa história e nossos recursos.
Mesmo sabendo de tudo isso, as lideranças Kayabi e Apiacá aceitaram a realização dos estudos do componente indígena para que pudéssemos ter maiores esclarecimentos técnicos sobre os impactos desses empreendimentos. 
Infelizmente, nem mesmo atendendo as leis dos brancos, que dizem da necessidade de realizar estudos para cada fase das licenças ambientais, não estamos sendo respeitados no cumprimento dessas exigências. A barragem de Teles Pires teve a Licença de Instalação aprovada pelo Ibama sem que os estudos fossem corrigidos, como exigimos, e fosse elaborado os programas do estudo chamado de PBA. Os estudos têm sido feitos na correria, sendo considerados falhos e empurrados sempre para depois.
Quando estávamos pensando em nos reunir e pensar sobre como proceder em relação a barragem de Teles Pires, descobrimos que o governo já está organizando audiências públicas para dar a Licença Prévia para a barragem de São Manoel. O estudo do componente indígena para essa barragem foi feito com dados secundários, conforme informou a Funai, sem que o antropólogo viesse em nossas aldeias escutar o que nós temos a dizer sobre as interferências em nosso rio.

Manifesto dos povos indígenas contra as hidreléticas (ii)


Manifestamos para a Funai que aceitamos que o antropólogo venha realizar os estudos nas terras indígenas para que ele possa registrar nossa indignação com o modelo de desenvolvimento imposto pelo governo que só está pensando em construir hidrelétricas. Mas aceitar a presença do antropólogo em nossas aldeias não quer dizer que estamos a favor desses empreendimentos. Pelo contrário, queremos que ele deixe claro nosso posicionamento e temor dessas barragens nos estudos.
Ressaltamos que não somos contra o desenvolvimento do Brasil, mas somos contra o modelo energético que está sendo pensado e implementado de forma muito rápida, modificando o rio, nossa cultura e os modos de vida indígena. Por isso, somos contrários a construção dessas barragens.
Nesse sentido, manifestamos nossa indignação com a velocidade com que o governo está querendo se apropriar do rio Teles Pires, sem atender a própria legislação ambiental e principalmente sem promover com tempo necessário maiores debates e consultas, conforme estabelece a Convenção 169, contrariando os direitos indígenas.
Queremos que o Ministério Público Federal e todas as outras instituições que enviamos esse manifesto intervenha nesses empreendimentos e possa nos ajudar a encontrar uma solução que possa respeitar os nossos modos de vida, cultura, representação política e os direitos assegurados pelo ordenamento jurídico brasileiro e internacional.
Contamos com o apoio de vocês nessa luta e esperamos que as autoridades competentes possam intervir na construção imediata dessas hidrelétricas.
Os signatários
Para assinar este abaixo-assinado, clique aqui.

Carro do sorteio é levado em assalto!

Apesar de não ter nenhuma nota oficial da Igreja Assembléia de Deus Missão, presidida pelo Pastor Sales Batista, foi confirmado o assalto na noite de segunda feira (26) em que foi vitima o próprio pastor presidente. A caminhonete S-10 (Branca- cabine dupla) foi tomada no assalto), o veículo seria sorteado no dia 16 de outburo no Ginásio Poliesportivo Renato Veloso (Fl 16).

Milhares de cartelas foram distribuídas nas igrejas para vendas no valor de R$ 20,00, a arrecadação teria como objetivo ajudar na construção do novo Templo Central.

O que nos inquieta é o fato da direção da igreja até o momento não tornar público o acontecido. Aguardamos uma nota de esclarecimento, tendo em vista que o objeto roubado estava a disposição do público para o sorteio mediante a aquisição da cartela.

HOJE TÊM PSOL NA TV!






O programa nacional do PSOL  será exibido HOJE, 29.09 em cadeia nacional de rádio e televisão.
A propaganda será veiculada às 20 horas no rádio e às 20h30min na televisão.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

AUDIÊNCIA PÚBLICA: Transporte coletivo será debatido amanhã!

A Secretaria Municipal de Planejamento (SEPLAN) realiza amanhã (29) audiência pública para o processo licitatório da concessão dos serviços de transporte coletivo de Marabá. Segundo o secretário Glênio Benvido, essa é uma oportunidade única para tratar sobre itinerários, regularidade, conforto, agilidade, acessibilidade, corredores de transportes, assim como o modelo de exploração da concessão privado no setor. Ele convoca ainda a população para dar sugestões para construção de um modelo de transporte coletivos que atenda aos anseios dos usuários em Marabá.

Data: 29/09/2011
Horário: 10:00h
Local: Plenário da Câmara Municipal de Marabá - Agropolis do INCRA (Distrito Cidade Nova)
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Obs: Recebi convite assinado pelo prefeito Maurino Magalhães. Acho que ele esqueceu que anda me processando....Mas vou lá dizer o que penso sobre o transporte público!

Fé no que virá!

CONFIRMADO: íTALO NO PMDB!

Este blog já havia informado em primeira mão que o empresário Ítalo Ipojucan estaria de malas prontas para o PMDB e junto com as malas o desejo de ser candidato a prefeito de Marabá. O blog do Helder apenas confirmou o que o Contraponto & Reflexão já havia postado no final de semana.

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Um lembrete: O PIB marabaense vai pegar uma taca nas urnas!

JUSTIÇA DETERMINA OCUPAÇÃO DOS POSTOS NA BR 155

A Justiça Federal determinou que dentro de dez dias a Polícia Rodoviária Federal deve ocupar os postos policiais já reformados da BR-155 e começar a atuar imediatamente na rodovia que liga Redenção a Marabá, no sudeste do Pará. O prazo começa a valer assim que a União for oficialmente notificada da decisão.
A decisão, do juiz João César Otoni de Matos, da 1ª Vara Federal em Marabá, estabelece prazo de 15 dias para que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) adote providências concretas para efetiva realização de serviços de manutenção e conservação da pista. O juiz federal determina que para esses trabalhos devem ser utilizados recursos do orçamento federal deste ano.
Essas determinações são resultado de ação ajuizada no final de julho pelo Ministério Público Federal (MPF) para solicitar à Justiça a cobrança de providências pela União contra o abandono da BR-155. Apesar de a estrada ter sido incluída na malha rodoviária federal há mais de dois anos, em 6 de julho de 2009, até hoje o Dnit não concluiu os trâmites burocráticos para regulamentar a federalização da rodovia.
"A conjuntura é tão grave que mesmo a Polícia Rodoviária Federal, órgão do Poder Executivo subordinado ao Ministério da Justiça, expressamente requereu ao Ministério Público Federal, em ofício assinado por seu Superintendente no Estado do Pará, a tomada de providências, ainda que judiciais, para solução definitiva da absorção do trecho rodoviário em referência e ocupação imediata da rodovia pela Polícia Rodoviária Federal", observa o juiz federal no texto da decisão.
"Nesse contexto, a antiga rodovia PA-150, atual BR-155, encontra-se totalmente abandonada, sem manutenção e sem policiamento, o que implica sérios riscos à segurança viária e à população local, prejuízo às condições de trafegabilidade e elevação do índice de criminalidade", criticaram na ação os procuradores da República Alan Rogério Mansur Silva, André Casagrande Raupp e Tiago Modesto Rabelo.
Vencidos os prazos estabelecidos pela Justiça, a União e o DNIT terão que apresentar provas do cumprimento da decisão.
Fonte: Jornal do Brasil
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Desde que foi federalizada apenas o posto do Km 22 (Fazenda Revemar) havia sido reformado e ocupado pela PRF.
No trajeto da BR 155 existem ainda os postos em Eldorado do Carajás, Xinguara e Redenção. Sem duvida a presença da PRF vai coibir a criminalidade, o mau uso da rodovia e manter a boa fiscalização e o respeito.

MORADORES DA FOLHA 33 FAZEM PROTESTO!

Neste momento centenas de moradores da Folha 33 (Distrito Nova Marabá) fecham a Rodovia Transamazônica em protesto contra o fechamento do acesso à via principal da folha. Os moradores exigem alteração no projeto da duplicação que impede a entrada pela via principal.

O trânsito virou um caos!
Motoristas têm que desviar pela Transmangueira para ter acesso a o Distrito Cidade Nova e vice versa. No bairro Santa Rosa o trafego deixou os moradores impactados, pelo aumento volumoso dos veículos pesados.

Projeto modificado beneficiou o Grupo Yamada

No primeiro projeto da duplicação da rodovia Transamazônica, existia a previsão de construção de um Viaduto no trevo da rodoviária dando acesso a folha 33. Mais de repente, houve uma modificação que terminou favorecendo o Grupo Yamada que constroe ao lado da via de acesso seu magazine. Até hoje a secretaria de obras não deu explicações palpável sobre a mudança.


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TV SENADO PROMOVE DEBATE SOBRE DIVISÃO DO PARÁ

Hoje (28) ás 18h na TV Senado, um duelo de titãs. De um lado Giovane Queiroz (PDT), do outro a Senadora Marinor Brito (PSOL).

Vem aí!

Educação do Campo em debate!

O 1º Simpósio Internacional de Pedagogia do Campo com o tema “Celebrando as pedagogias da vida: o papel da Educação do campo no Séc. XXI”, será realizado de 13 a 15 de outubro na Universidade Federal do Pará, Campus de Marabá.

Estão organizados para o evento círculos de interesse para debates direcionados às “Práticas Curriculares, Educação Ambiental, Educação Infantil, Educação de Jovens e Adultos, Educação Popular, Movimentos Sociais, Educação e Saúde (biomedicina), Arte e Educação, Gênero e Sexualidade” e mesas-redondas com os temas:

Mesa 1 -  Celebrando as pedagogias da vida: o papel da Educação do Campo no século XXI

Mesa 2 -  O papel do jovem e da criança na sustentabilidade do campo e da cidade

Mesa 3 -  Políticas Públicas da Educação do Campo e Cidadania

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Deputado Edmilson Rodrigues manifesta apoio à greve dos bancários

O apoio à greve nacional dos bancários foi formalizada pelo deputado estadual Edmilson Rodriguies (PSOL), por meio de moção protocolada nesta terça-feira, 27, no plenário da Assembleia Legislativa do Pará. Mais de 8 mil trabalhadores de bancos públicos e privados, que atuam em 457 unidades, entre agências e postos de serviço, cruzaram os braços a partir de hoje, somente no Pará.
"A categoria está insatisfeita com a falta de resposta do patronato, que não admite dividir, nem minimamente, os extraordinários lucros que o setor vem realizando nos últimos anos", destacou Edmilson, na sessão ordinária da Alepa. No caso específico do Banco do Estado do Pará, a Associação dos Funcionários do Banpará (AFBEPA) reclama que a direção do Banpará não atendeu as principais demandas nas áreas econômica, sindical e social. "Não é mais possível que esta categoria continue a amargar baixos salários e condições indignas de trabalho, sobretudo diante do quadro de insegurança que afeta a sociedade, em especial os bancários". http://www.somostodosedmilson.blospot.com/

Chupando os cofres públicos!


O vereador Edvaldo Santos (PPS) até que esperneou, mas não teve jeito o projeto de aumento das vagas da casa de noca foi aprovado. A desculpa de que não irá alterar o valor do repasse mensal da Prefeitura para a Câmara custear despesas, os vereadores atuais aprovaram, em primeira votação,   projeto de lei do  pastor Leodato Marques (PP), propondo essa chupança geral.
Por outro lado, o ativista do movimento LGBT Noé Lima deve ser um dos candidatos do PP, pelo andar da carruagem é provável que seja eleito e assim a vaga de Marques será ocupada justamente pelo seu rival.

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Homofobia é crime!

Encontro reúne comunidade para discutir arte e cultura em Marabá



O III Encontro de Arte e Cultura do Campus de Marabá, da Universidade Federal do Pará (UFPA), reunirá a comunidade universitária com a população marabaense para mostrar e discutir a produção artística e cultural gerada na universidade e na sociedade local, a partir desta terça-feira, dos dias 27 a 30 de setembro. “O principal é estabelecer diálogo entre s dois eixos, a fim de fortalecer a arte e cultura tocantina”, afirma um dos organizadores do evento, professor Alixandro Santos.

A iniciativa é uma parceria entre o Núcleo de Arte e Educação do Sul e Sudeste do Pará (NAESSP), Projeto Arte na Escola (PAE), Grupo de Arte e Cultura do CAMAR com o apoio da Pró-reitoria de Extensão (PROEX) e do Instituto de Ciência e Arte (ICA).

Programação - O Encontro contará com diversas atividades que pretender abranger tanto a discussão quanto as mostras artísticas como oficinas, palestras, mesas redondas, exposições, apresentações teatrais, exibições de filmes, etc.

A diferença do III Encontro para os anteriores, segundo Alixandro Santos, será a ousadia da “Vigília Arte, Cultura e Poesia” no último dia do evento. “O último dia deste Encontro é especialmente um desafio. É o momento que faremos o Primeiro Ato – Vigília da Arte, Cultura e Poesia, a fim de consolidar uma ocupação cidadã coletiva, artística e cultural” Alixandro Santos.

Inscrições – A participação nos debates e palestras é livre. Para as palestras é necessária a inscrição que já estão abertas, e para as exposições e relatos foram realizados convites.

Serviço: III Encontro de Arte e Cultura do Campus de Marabá
Local: Campus de Marabá, da Universidade Federal do Pará
Data: 27 a 30 de Setembro, de terça-feira a sexta-feira.
Horário: Das 8h às 12h e das 14 às 18h
Fonte: Assessoria de Comunicação da UFPA

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

DESCONSTRUINDO OS ARGUMENTOS DO "SIM" (I)

Desde o início do ano que o Blog Hupomnemata criou um link específico para fazer o bom debate acerca da divisão do estado. Assim, como o Contraponto & Reflexão os textos publicados não permeiam pela emotividade, falsos argumentos ou pelo ódio que se instalou nessa campanha plebiscitária. Queremos o bom debate! Com argumentos que fortaleçam a democracia e principalmente a luta do povo por melhores condições de vida.
As postagens abaixo abrem caminho para um debate saúdavel e com um sabor de NÃO no dia 11 de dezembro. (by Ribamar Ribeiro Junior)
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Desconstruindo a divisão
Fábio Fonseca de Castro

Nas regiões separatistas do Pará a defesa da divisão está baseada na superficialidade dos argumentos e na ausência do debate público. Vive-se no império publicitário do “Sim”, reduzindo a essa palavra a uma ordem impositiva que procura evitar toda forma de questionamento. É a ordem do “Sim porque sim”, sem concessões, sem reflexão, sem bom senso.
O objetivo deste artigo é desconstruir as principais teses em favor da divisão do estado do Pará. Pretendo mostrar como os argumentos separatistas são falhos e se baseiam em falsas leituras da realidade.
Destaco o que me parecem ser os quatro principais argumentos do “Sim”:

  • ·      “o Estado não chega ao interior”
  • ·      “o tamanho do Pará inviabiliza a boa gestão”
  • ·       “a ‘diferença’ cultural entre as regiões é decisiva”
  • ·      “os novos estados crescem mais”
  • ·      “os governantes locais são mais capacitados para a governança local”
Vamos pensar um pouco sobre eles recorrendo a números reais? Sem hipocrisias e sem falsas condicionantes?

DESCONSTRUINDO OS ARGUMENTOS DO "SIM" (II)

1. O argumento de que “o Estado não chega ao interior”
É o argumento do abandono das regiões separatistas pelo governo estadual, “centrado em Belém”; o mais freqüente argumento da causa emancipatória. Os elementos empíricos que justificam esse argumento são as condições ruins dos diversos serviços públicos prestados pelo Estado – saúde, educação, segurança, manutenção de estradas, etc.
São elementos reais, verdadeiros. Porém, quem vive em Belém, e em outras regiões do Pará remanescente, também sofre com a ineficiência do governo estadual – mas não só: também com o descaso de governos municipais e Federal.
A verdade é que o Estado paraense chega mal em todos os lugares. Se perceberem, a discrepância entre os indices sociais apresentados pelas três unidades não é tão excesiva a ponto de validar o argumento de que “os investimentos do Estado estão concentrados na área metropolitana e no nordeste”. Ou seja: independentemente da região do estado, inclusive na Metropolitana, há uma precária presença do Estado.
Procurando comparar índices referentes às areas dos três estados remanescentes, caso ocorra a divisão, reúno alguns exemplos dessa situação, procurando mostrar como os investimentos do Estado, por mais que sejam precários, são equilibrados no que tange à divisão regional dos recursos e da ação

DESCONSTRUINDO OS ARGUMENTOS DO "SIM" (III)

Na educação:
Usando os dados do instituto Superior de Educação Básica (IBED) de 2009, as médias na qualidade da educação são maiores, hoje, nas áreas que dariam origem aos dois estados do que na área remanescente. A nota média atual dos alunos que vivem na área que daria origem ao estado do Tapajós, na passagem do 8o para o 9o ano do ensino básico é de 3,6. Dos municípios que dariam origem ao Carajás é de 3,4. E dos municípios que resultariam no Pará dividido é de 3,3. Ora, esse números, em vez de demonstrar que o investimento do poder público na educação privilegiam a Metropolitana e o Nordeste paraense, provam, na verdade, uma equitabilidade nos resultados do investimento.
Outro dado: Caso ocorra  a divisão, o Pará remanescente teria uma media de 28 alunos por docente no ensino fundamental e de 26 alunos por docente no ensino médio. As medias do Carajás seriam de 29 e 32 respectivamente e as medias do Tapajós seriam de 27 e 31, respectivamente. Ou seja, a diferença entre os índices não é tão grande a ponto de indicar um “abandono do interior”.

DESCONSTRUINDO OS ARGUMENTOS DO "SIM" (IV)

Na saúde pública:
O mesmo padrão de equitabilidade se verifica em índices de saúde pública. A mortalidade infantil, hoje, é de 22 mortos por cada 1.000 nascidos vivos na area que formaria o Carajás; de de 20 por 1.000 na area que formaria o Tapajós e de 19 por 1.000 na área que formaria o Pará remanescente. A distância de 3 óbitos por 1.000 habitantes, ainda que existente, é tecnicamente pequena para justificar o argumento pró-divisão.
Os indices referentes à Taxa de Mortalidade Geral da população é ainda mais paritária: 4 indivíduos por 1.000 habitantes na área do pretenso Carajás, 3 por 1.000 na do pretenso Tapajós e, também, 3 por 1.000 na do remanescente Pará.
Novamente tem-se uma situação de equitabilidade. Uma situação que seria diferente se os argumentos de que o Estado privilegia a área do que seria o Pará remanescente, em detrimento dos restante do estado, fossem válidos.
E quando pensamos no sistema de saúde do Pará atual, vemos que essa mesma situação, em geral, se reproduz: o Estado chega mal a todos os lugares, e não somente a algumas regiões.
Se separamos os municípios da área de formaria o Carajás, veremos que essa população possui uma média de 2,7 leitos para cada 1.000 habitantes. Se fazemos o mesmo para o que seria o Tapajós e o Pará remanescente, teremos uma média de 1,8 e de 1,6 respectivamente. Portanto, há mais leitos disponíveis nas regiões que querem se separar porque haveria “menos leitos disponíveis”. Ora, é no Pará remanescente que há menos leitos, e não contrário. Aliás, para alcançar os indicadores desejáveis estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde o estado precisaria investir na criação de 7.063 leitos na área do Pará remanescente, 2.035 na área do que seria do Tapajós e 2.440 no que seria o Carajás.
De acordo com o argumento dos que querem a divisão, deveria ser o contrário. Mas não é

DESCONSTRUINDO OS ARGMENTOS DO "SIM" (V)

Comentário
Os números apresentados descontroem as teses separatistas de que “o Estado não chega ao interior” e “o Estado paraense privilegia Belém”. A verdade é que é muito difícil, no sistema de finanças públicas que se tem no país, atualmente, sobretudo em função do pacto federativo entre União, estados e municípios estabelecido pela Constituição de 1988, praticar um tal desmando, uma tal arbitrariedade. Os repasses constitucionais nas áreas da educação e da saúde são definidos conforme a população dos municípios e os investimentos estratégicos conforme as situações de risco e de crise verificadas.
O problema, portanto, não é que o Estado, voluntariamente, discrimine o interior no seu investimento público. O problema real é que por mais que faça, ainda será pouco. A necessidade de construir o Estado paraense é imensa e a percepção política pautada pelo neoliberalismo, que por anos definiu as escolhas da política pública estadual e que, para completar, ainda acreditava, ou acredita, que o tamanho dam áquina pública deve ser reduzido, só contribuiu para ampliar essa lacuna.
Há um problema estrutural, portanto. Um problema condicionado pelo pequeno tamanho da máquina pública paraense, que de modo algum é suficiente para atender às reais necessidades da população, esteja ela em Belém, Santarém, Marabá ou qualquer outra cidade.
Claro que esse não é o único problema: há problemas de escolhas políticas? Sim, é claro que há! Problemas de corrupção, que desviam o dinheiro público, impedindo a mitigação das lacunas? Há imensos problemas de corrupção. Bem como há o problemas da falata de projetos públicos de envergadura, ousados e conscientes das realidades regionais do estado do Pará.
Mas a realidade é que os problemas gerais não podem servir como argumento para criar a impressão de que a vida em Belém ou no nordeste paraense é uma maravilha, se comparada à vida nas areas que dariam origem aos estados de Carajás e de Tapajós, por que isso não é verdade

DESCONSTRUINDO OS ARGMENTOS DO "SIM" (VI)

Uma explicação histórica para esse problema
Para compreender a situação geral de deficiência na presença do Estado em todo o Pará – e não só nas regiões separatistas – é preciso compreender historicamente as razões desse processo.
Essa situação resulta da completa crise institucional provocada pelo regime militar brasileiro no estado do Pará. Provavelmente nenhum estado foi mais vilipendiado pelo poder público Federal, dos anos 1960 para cá. Os chamados “grandes projetos de integração nacional”, como a abertura das rodovias Transamazônica e Cuiabá-Santarém, a colonização acelerada de imensas regiões ao longo dessas rodovias, o financimento com recursos públicos de mega-empreendimentos privados nos setores da agroindústria e da mineração, etc.
Também se deve destacar o variado leque de normas e decretos governamentais que controbuíram para diminuir a soberania do ente federado sobre seu próprio território.
E, porfim, além de tudo, a presença ostensiva de aparatos federais, tudo fazendo perceber que a Amazônia, em geral, mas de maneira muito particular o estado do Pará, constituiu a tardia e anacrônica aventura colonial brasileira.
 
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Fonte: Humponemata - Jornalista Fábio Fonseca de Castro ( professor da UFPA)

VIATURAS DO GOVERNO SIMÃO SÃO ALUGADAS!


Viaturas de Jatene também são alugadas da Delta

No Facebook e no Blog do Puty


Vocês sabiam que as 300 viaturas ALUGADAS pelo governo do Pará vem da mesma empresa que já havia vencido a licitação no governo da Ana Júlia? 
A Delta. Só que antes era um absurdo...quem não lembra o discurso inflamado na época de campanha contra os carros alugados? taí...estão fazendo a mesma coisa porque chegaram a conclusão que alugar sai mais barato e dá menos transtorno. 


Quero registrar que acho ótimo a chegadas das viaturas, a situação da segurança pública está caótica de fato e as viaturas alugadas vão ajudar. Mas acho uma desonestidade quem conduz o processo nem sequer reconhecer que haviam cometido um erro de avaliação antes.




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Para lembrar do caso:

Em 2010,  a "denúncia" contra o governo Ana Júlia no Diário do Pará

Em janeiro de 2011, Jatene anuncia que os carros são inadequados e que reverá contrato.

Em julho de 2011, o blog do Hiroshi Bogéa informa que a empresa iria continuar fornecendo as viaturas para a secretaria de segurança

Em 2011, o governador Jatene entrega viaturas alugadas da mesma empresa, em o Diário do Pará


As viaturas no governo Ana Julia
As viaturas no governo Jatene



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O governo do PT criou e o PSDB copiou!

Segunda passeata em defesa dos direitos dos surdos foi um sucesso!

Com o objetivo de reivindicar os direitos que lhes são garantidos por lei; chamando atenção da comunidade em geral, foi realizada hoje (26) com muito afinco a segunda passeata pelos direitos dos surdos. Centenas de alunos percorreram algumas ruas do Distrito Nova Marabá.
A comunidade Surda brasileira comemora em 26 de setembro, o dia nacional do surdo, data em que são relembradas as lutas históricas por melhores condições de vida, trabalho, educação, saúde, dignidade e cidadania. A passeata de hoje movimentou a luta deste segmento que precisa ter mais visibilidade. Além do preconceito que deve ser combatido, há uma necessidade urgente de adequação das escolas para atender toda a demanda que a cidade de Marabá aind anão oferece.

Curso Técnico em Agroecologia dos Povos Indígenas é destaque na portal do MEC



O Curso Técnico em Agroecologia integrado ao Ensino Médio dos Povos Indígenas do Sudeste Paraense, é destaque no portal do MEC. O curso que teve seu primeiro Tempo Escola entre os dias 10 a 22 de agosto é um dos maiores desafios do Campus Rural de Marabá, que através de diferentes práticas, tempos e espaços pedagógicos, objetiva contribuir para segurança alimentar e a gestão territorial dos povos indígenas da região.
 Essa é uma iniciativa pioneira na região, visando à institucionalização de cursos com projetos pedagógicos específicos e diferenciados no âmbito do IFPA/CRMB. Neste sentido, esse primeiro curso caracteriza-se como uma experiência piloto, no sentido da construção e da materialização de uma proposta teórico-pedagógica que possa referenciar a continuidade e o estabelecimento de novos cursos.

Acesse AQUI e leia a matéria destaque do Portal do  MEC

Feijão transgênicos!

Sob aplausos emocionados, o feijão transgênico desenvolvido pela Embrapa foi aprovado durante reunião da CTNBio – Comissão Técnica Nacional de Biossegurança. Apesar das representações feitas pela sociedade civil e dos questionamentos quanto a insuficiência de pesquisas científicas, a variedade foi aprovada com duas abstenções, cinco pedidos de diligência e 15 votos favoráveis.
Uma das abstenções foi do próprio representante do Ministério de Ciência e Tecnologia, Carlos Nobre. Para as organizações, a postura adotada pelo MCT representa uma grave omissão do ministério quanto ao tema, já que o caráter científico do debate sobre transgênicos mereceria total atenção e posicionamento do mesmo.
O grande desafio agora é fortalecer a produção agroecológica, para isso o Campus Rural de Marabá que tem como missão desenvolver uma matriz tecnológica baseado nos princípios agroecológicos, será a referência na região para produzir novos conhecimentos e conduzir a formação de novos técnicos e profissionais.

Sobrancelhudo por aqui!

De passagem ontem (25) por Marabá, vindo de Xinguara, o ex deputado Jader Barbalho (PMDB) recebeu os afagos do mais novo filiado Ítalo Ipojucam. Pelo aeroporto toda cuplula do PMDB marabaense saudou Barbalho, que prometeu retornar na sexta feira para tornar público a filiação de Ítalo.

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SENTENÇA!


Se sair essa semana a sentença que cassar o prefeito Maurino Magalhães (PR), a festa do PMDB do fim de semana já vai ser com caldo grosso, pois o atual presidente da Cãmara deverá assumir a prefeitura de Marabá novamente. O vereador Nagib Mutran Neto (PMDB) que no início do ano passou cinco dias na prefeitura assume a vaga diante da vacância do prefeito casso seja cassado.

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domingo, 25 de setembro de 2011

Ítalo no PMDB!

O ex-vice prefeito Ítalo Ipojucam filiará no PMDB e ao lado da cúpula peemdebista reuniu na noite de sexta feira (23) para traçar o cenário das eleições 2012. Com apoio de grande parte do empresariado e outros investidores ao qual tem se capitaneado nos últimos anos em Marabá, Ítalo Ipojucam se apresentará como um nome de "peso do PIB marabaense".

A candidatura de Ítalo também anseia uma ampla aliança que imediatamente já vem sendo costura com o PV de Jorge Bichara e o PDT de Júlia Rosa. Na outra ponta, o PT filiou o empresário Gilberto Leite (Grupo Revemar) para aproximar do grupo que deve apresentar Ítalo para prefeitura de Marabá.

Se consolidar este feito, uma terceira via está projetada para 2012 com Asdrubal, Nagib, Guido, Bernadete, Luiz Carlos, Toinha, Julia Rosa e Jorge Bichara no mesmo palanque.

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Enquanto isso Maurino e seu grupo corteja Zucatelli para vice, assim fortalecendo o DEM e rachando o empresariado. No entanto, se for sentenciado pela justiça a alternativa seria o já candidato Miguelito (PP) que vem fazendo propaganda pessoal através da sua atuação na SDU.

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Já o lider das pesquisas Tião Miranda (PTB) que não é bem simpatizado pela maioria dos empresários, vislumbra o apoio popular e sua marca dos 16 anos que esteve na prefeitura, seja como prefeito ou secretário de obras. Com uma gama de partidos ao seu lado, ele matuta até o próximo dia 30 organizando as chapas de vereadores pelos aninhados do seu grupo.

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O PSOL certamente será a única alternativa, com um discurso propositivo, planos de metas e apelo para os movimentos sociais, o partido apresentará sem duvida nenhuma um nome bom de debate para representá-lo.

sábado, 24 de setembro de 2011

PSOL se prepara para 2012!


No próximo dia 1º de outubro o Partido Socialismo e Liberdade em Marabá realiza seu 2º Congresso Municipal, que tem como objetivo discutir as teses , eleger delegados para o congresso nacional do partido e eleger o novo diretório municipal.

Para as eleições do ano que vem o partido deve lançar novamente candidatura própria, pelos bastidores já tem como certo dois nomes para disputa interna: Otávio Barbosa e Wendel Lima.

A chapa de vereadores está sendo ainda definida dentro do novo quadro de filiações que está sendo realizada até o dia 30 de setembro.

Fé no que virá!

Justiça nos Trilhos!

Polícia investiga morte na EFC em Arari (MA)

A policia civil de Arari investiga a morte de um homem por atropelamento na Estrada de Ferro de Carajás (EFC) sob concessão da mineradora Vale, ocorrido no domingo, 18.
O homem foi encontrado morto na linha férrea, próximo ao povoado de Capim –Açu, a 200 quilômetros de São Luis.De acordo com informações preliminares da polícia civil, a vitima andava pela linha férrea quando foi atropelada pelo trem.
Em nota à imprensa, a Vale afirma que a convivência segura com a ferrovia depende de procedimentos simples que devem ser observados por todos, maquinistas e comunidades.
No entanto, o advogado da rede Justiça nos Trilhos, Danilo Chammas explica: “a Estrada de Ferro de Carajás é uma concessão pública, ela não é uma obra particular,uma propriedade privada. A Vale tem obrigações que vem do contrato de concessão estabelecido e das leis”.
Assim, para o advogado, um dos deveres que a mineradora tem é tomar todas as medidas de segurança necessárias para não acontecer qualquer tipo de acidente ao longo da ferrovia. “Se caso acontecer, a responsabilidade dela tem que ser colocada como ‘objetiva’, o que significa que não importa de quem foi a culpa, cabe a ela ressarcir todos os danos, pois foi a Vale, que detém a concessão da via férrea, que não tomou as medidas cabíveis para que acidentes não ocorressem, pois se houvesse realmente medidas tomadas  por parte da empresa, esses danos não ocorreriam”, elucida.
Vale mencionar, como exemplo, uma ação que tramita na 2 ª  Vara Judicial do município Maranhense  de Açailândia, contra a Vale, pelo atropelamento de seu trem de carga , ocorrido no km 524 da Estrada de Ferro Carajás, em fevereiro de 2008, que vitimou fatalmente Maria Lucineide Ninácio de Paula, então com 36 anos.
Antes mesmo do desfecho da ação, o juiz André B. P. Santos acolheu o pedido de antecipação de tutela, determinando, em caráter liminar, que a Vale pague desde já e até o final do processo, a quantia mensal equivalente a um salário-mínimo a família.
Segundo a rede Justiça nos Trilhos, a Vale, é responsável por uma série de atropelamentos ferroviários. Em 2007 foram contabilizados 23 mortos, em 2008, foram registradas nove mortes e nada menos do que 2860 acidentes.
Por Marcio Zonta: Justiça nos Trilhos

Raimundo Moura sofre AVC!

O Professor Raimundo Moura, militante dos movimentos sociais e atuante quadro do movimento estudantil quando foi coordenador da UNEMAR em Marabá, sofreu na manhã de ontem (23) um Acidente Vascular Cerebral. Atualmente Moura é professor da rede municipal e ensino em Parauapebas e sempre escreve para este blog. Tem dedicado sua vida para luta social,tendo como tarefa a construção de um Sintepp de luta em Parauapebas, mas também como militante do PSOL.

Desejamos uma rápida recuperação!

O que é o AVC?



AVC é a doença que mais mata no Brasil

Desde 2008 o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a doença que mais mata no Brasil – são cerca de 100 mil mortes por ano. A doença é séria, grave e merece muita atenção, já que existem alternativas preventivas capazes de ajudar a reduzir este número lastimável.
Esses e outros dados relacionados ao AVC foram divulgados pelo neurologista vascular Alexandre Pieri, responsável pelo ambulatório de AVC da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, em palestra patrocinada pela Boehringer Ingelheim, realizada no dia 9 de agosto, em São Paulo.
Segundo o médico, a cada 12 segundos alguém sofre um AVC no mundo. O médico lamenta a falta de conscientização no País e menciona que nos Estados Unidos as campanhas, objetivando a redução dos casos de AVC, são amplamente divulgadas. Além de Pieri, participaram do evento, que abordou a prevenção e os novos tratamentos do AVC, o eletrofisiologista Dalmo Moreira e a cardiologista Luciana Giagrande. (FONTEhttp://www.odiario.com/blogs/wilameprado/2011/08/30/avc-e-a-doenca-que-mais-mata-no-brasil/)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Lançada a frente pelo voto aberto!

Objetivo principal é votar a PEC que institui o voto aberto em segundo turno na Câmara. O texto foi aprovado em primeira votação em 2006. “O momento é de dar respostas à sociedade, que vota nos parlamentares e precisa saber como estes votam dentro do Congresso Nacional”, disse o deputado Ivan Valente (PSOL), presidente da Frente Parlamentar, que já conta com mais de 200 adesões.

Movimentos grevistas já sinalizam para uma greve geral!


Essa semana foi intensa nas movimentações dos trabalhadores de vários segmentos que estão em greve ou que deflagraram greves.Em Belém ontem no Sindicato dos Bancários,  a categoria deliberou entrar em greve por tempo indeterminado já a partir da próxima terça-feira, dia 27. 
Os Correios continuam em greve e cada vez mais recebendo adesões. Os professores da Rede Estadual de Ensino também deflagraram greve tencionando ainda mais o governo Jatene.


Na Rede Federal de Educação Tecnológica, constituída pelos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia ( IFETs), a greve se consolidou essa semana com a ocupação do Ministério do Planejamento- aliás único empecilho até agora nas negociações.

Todos pela Educação!



ATERRO SANITÁRIO OU LIXÃO??

BOMBAAAA!!!

Daqui a pouco no Programa  REPÓRTER CIDADE  da Rede TV ( canal 38), a propaganda mentirosa do governo MAUrino Magalhães (PR) sobre o Aterro Sanitário será desmascarada!

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Não precisa nem ser um técnico para averiguar que o tão propalado aterro, na verdade é um LIXÃO!!!!

Seminário Mundial contra Belo Monte


SEMINÁRIO MUNDIAL
TERRITÓRIOS, AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO NA AMAZÔNIA: A LUTA CONTRA OS GRANDES PROJETOS HIDRELÉTRICOS NA BACIA DO XINGU
 
Atendendo ao chamado dos povos do Xingu, em especial dos pescadores que, sem ter respostas do governo querem saber o que realmente acontecerá com suas vidas, com a vida da floresta, com a vida do rio se a usina de Belo Monte for construída, diversas organizações, movimentos sociais, fóruns e indivíduos se reuniram para construir um grande seminário mundial denominado “Territórios, ambiente e desenvolvimento na Amazônia: a luta contra os grandes projetos hidrelétricos na bacia do Xingu”.
 
Este seminário objetivará, a luz dos estudos e pesquisas científicas já realizadas, mas também a partir das experiências concretas vivenciadas na região, discutir com estudantes, trabalhadores das áreas rurais e urbanas, especialistas, juristas, com os povos da Amazônia e do mundo, os impactos e problemas ambientais, sociais, econômicos, políticos e culturais, entre outros, que decorrerão de Belo Monte.
 
O seminário será realizado de 25 a 27 de outubro de 2011, na cidade de Altamira/PA, esperando-se a participação de pessoas de todo o Brasil, e de diversos outros países do mundo.
 
A forma de inscrição, orientações sobre alojamento, alimentação, transporte, programação do evento, bem como outras informações serão disponibilizadas até o final deste mês de setembro.
 
Outros outubros sempre virão, mas, antes do próximo terminar, todos os povos do mundo estarão na Amazônia, estarão em Altamira, estarão no Xingu, defendendo as pessoas, a floresta, os rios e a vida.
 
De Marabá está prevista uma grande caravana com a participação dos educandos do Curso Técnico em Agroecologia dos Povos Indígenas do Sudeste Paraense do Campus Rural de Marabá (CRMB).



Resistência!

A Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos lança hoje (23) ás 16h no auditório do Campus I da UFPA, o Jornal Resistência - combativo na década de 80, o periódico será relançado como parte das comemorações do aniversário da entidade.

Ministro do PT ataca!


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NÃO lança jingle!


Em segunda mão, o blog apresenta o jingle do Não.

Eu digo Não e Não
Eu digo Não e Não
Eu digo Não e Não
Eu digo Não à divisão
Eu digo Não e Não
Eu digo Não e Não
Eu digo Não e Não
Eu quero a União.
55
Ninguém divide o Pará
Eu digo Não e Não
Sou contra a divisão
Cabeça e coração
55  55
Ninguém há de separar
Eu digo Não e Não
Eu digo Não e Não
Eu de você, meu irmão
55
A nossa bandeira é uma só
Contra a violência e a pobreza
Eu digo Não, Não, Não, Não
Ao desemprego, Não
Desmatamento, Não
E a divisão do meu Pará
Eu digo Não e Não
Sou contra a divisão
Eu  digo Não, NãoNão,  Não
É 55, É 55
É isso aí, o meu Pará
Ninguém divide, irmão
Tanta beleza e riqueza
Está na nossa mão
É nosso rio, floresta
Nosso minério, então
Tudo da nossa gente
Todos do mesmo chão
Toque 55
Dizer não à divisão
Eu digo Não e Não
Eu digo Não e Não
Eu digo Não e Não
Eu digo Não à divisão
Eu digo Não e Não
Eu digo Não e Não
Eu digo Não e Não
Eu quero a União.

Divisão do Estado: A posição do movimento indigenista!


POSIÇÃO CRÍTICA FRENTE AO PLEBISCITO PELA CRIAÇÃO DO ESTADO DO TAPAJÓS
O Conselho Indígena dos rios Tapajós e Arapiuns (CITA), criado em 2000, hoje representa 52 aldeias dos povos Apiaká, Arapium, Arara Vermelha, Borary, Cara Preta, Cumaruara, Jaraqui, Maytapu, Munduruku, Tapajó, Tupaiu e Tupinambá, nos municípios de Aveiro, Belterra e Santarém. O Grupo Consciência Indígena (GCI), criado em 1997 em Santarém, tem trabalhado intensamente na promoção do orgulho indígena, na divulgação da história e das culturas indígenas e na defesa dos direitos desses povos na região do baixo rio Tapajós. É com o olhar sobre esses 14 anos de luta pela demarcação das Terras Indígenas e pela implantação efetiva da educação e da saúde indígena diferenciadas, não esquecendo aqueles que foram sempre nossos aliados e aqueles que estão sempre tentando deslegitimar nosso movimento e nossas reivindicações, que CITA e GCI vêm a público manifestar sua posição crítica em relação ao Plebiscito sobre a Criação do Estado do Tapajós.
Ainda que todos os partidos políticos, igrejas e entidades patronais e dos trabalhadores estejam juntos anunciando a possível criação do Estado do Tapajós de forma otimista, como algo que vai trazer muitas mudanças positivas para a vida do povo da região, nós os indígenas preferimos ficar “desconfiados”. Ora, os indígenas, os quilombolas e os trabalhadores da região nunca estiveram na frente do movimento pela criação do Estado do Tapajós, porque essa não era sua reivindicação e também porque não eram convidados. Esse movimento foi iniciado e liderado nos últimos anos por políticos. E nós temos aprendido que o que é bom para essa gente dificilmente é bom para nós. E o que é bom e urgente para nós, como a demarcação das nossas Terras Indígenas (TI), parece que não tem nenhuma importância para eles.
O caso específico dos impactos da criação do Estado do Tapajós sobre a demarcação das Terras Indígenas (TI) na região é o que mais nos preocupa. E precisamos estar atentos. Não existe uma lei que coloque restrição ao tamanho de uma TI ou ao conjunto das TI a serem demarcadas num Estado. O que vale é o que está na Constituição sobre o direito dos povos indígenas. Mas sabemos que em Brasília os deputados e senadores querem que esses dispositivos sejam alterados para fixar um limite para a área de TI por Estado. A partir de uma determinada porcentagem da área de um Estado formada por TI e Unidades de Conservação não seria mais possível demarcar novas Terras Indígenas. Existe em tramitação no Congresso Nacional uma PEC do Senador Mozarildo Cavalcanti (RR) propondo isso. Ele mesmo é um ardoroso defensor do Estado do Tapajós. E em Roraima ele era líder do grupo que tanto fez contra a homologação da TI Raposa Serra do Sol. Como esquecer isso?
Por outro lado, na Ação julgada pelo STF sobre a TI Raposa Serra do Sol o argumento de que um Estado da Federação não poderia ser inviabilizado pelo tamanho das TI foi largamente utilizado, ensejando inclusive uma orientação para maior participação dos estados e municípios no processo demarcatório das terras indígenas. A Condicionante 19 estabelecida pelo STF diz que: É assegurada a efetiva participação dos entes federativos em todas as Etapas do processo de demarcação. Ou seja, a partir de agora, os Estados vão poder interferir (e até impedir) a demarcação de Terras Indígenas. Ora, sabe-se que 73% da área do provável Estado do Tapajós são Unidades de Conservação e TI. Sendo assim, com o novo Estado é quase certo que esse vai ser um poderoso argumento dos setores contrários a demarcação das TI na região. Quem estava por trás da campanha ferrenha contra os "falsos índios" do Tapajós e Arapiuns, se não nobres políticos que agora estão no Movimento pelo Sim ao Tapajós? Se não estavam por trás, qual deles veio a público se manifestar a favor dos indígenas?
Temos nossas razões para ficar desconfiados, pois se depender dos parlamentares e governantes que temos no Oeste do Pará, não haverá mais demarcação de TI na região, ou, se houver, serão demarcadas TI extremamente reduzidas, para “não inviabilizar o desenvolvimento do Estado”.
Diante disso, não nos juntamos aos que fazem campanha pelo SIM, e nem faremos campanha pelo NÃO. CITA e GCI não indicam voto, pois cada indígena e cada aldeia tem autonomia para melhor escolher seus caminhos. Mas por questão de responsabilidade, pedimos a todos os indígenas, suas aldeias e nossos amigos que reflitam bastante, e tomem uma posição mais crítica ao invés de apenas embarcar em projetos que podem nos prejudicar mais do que ajudar na nossa longa luta por direitos e dignidade.

Santarém (PA), 16 de setembro de 2011