quinta-feira, 30 de junho de 2011

Memórias que não conseguirão matar

Cresci assistindo os noticiários de violência que acontecem no Estado do Pará. Movimento de Garimpeiros termina em chacina na Ponte Rodoferroviária de Marabá! Sem terras são massacrados na curva do S em Eldorado dos Carajás! Sindicalista é assassinado na porta de casa em Rondon do Pará! Família é executada em Morada Nova! Freira Americana é assassinada em Anapu!
Essas notícias passaram a fazer parte da cultura de impunidade que impera no Estado, e principalmente na região Sul e Sudeste. Recentemente, mais dois crimes aconteceram! Desta vez contra um casal de ambientalista que vivia e sobrevivia da floresta.
José Claúdio e Dona Maria trabalhavam normalmente em seu pedaço de terra sem agredir a natureza. Dela extraia e beneficiava a castanha do Pará, da andiroba, da copaíba, do cacau, do cupu... Extraiam da floresta os derivados e transformavam-os em cosméticos, remédios e alimentos que eram comercializados nos municípios da nossa região.
Mas também lutavam contra o desmatamento! Isso foi o que mais incomodou os carvoeiros e os madeireiros do município de Nova Ipixuna. Denunciaram o assédio que esses faziam no Projeto Agroextrativista Praia Alta Piranheira e por isso foram covardemente assassinados.
Estive participando de uma atividade da turma de Especialização em Educação Ambiental, nesse Projeto Agroextrativista e constatei o quanto esse casal era importante na luta em defesa das florestas. Na residência do casal tudo estava como eles deixaram!
As sementes na estufa, o boné do Conselho Nacional dos Produtores Extrativistas sobre a mesa, e o gato e um cachorro que visivelmente esperava na pura espera a chagada de Zé Claúdio e Dona Maria.
O gato ainda miou, como se estivesse perguntando pelos seus donos, agora o cachorro sequer levantou... Parece que já sabia que nunca mais veria os seus donos, por isso permanecia imobilizado e em estado de greve animal há exatamente um mês.
Dois meses antes, o professor José Pedro havia acertado com a Dona Maria na UFPA a nossa visita para conhecer essa experiência agroextrativista, mas por conta do período chuvoso a própria Dona Maria que era também aluna do curso de Pedagogia do Campo, sugeriu que esperássemos o verão chegar, pois as estradas não estavam conservadas.
Assim foi feito, chegamos à majestade (nome dado a uma árvore de estimação do casal) ansiosos para conhecer essa experiência agroextrativista, mas faltaram o Zé Claúdio e a Dona Maria para nos receber, assim como era de costume fazer com tantas outras turmas de estudantes e pesquisadores.
No local onde o casal foi assassinado, sobre o pé de uma imensa árvore, foi erguida uma pedra com uma das várias denúncias que o Zé Claudio e Dona Maria fizeram: “o que fizeram com o Chico Mendes no Acre e com a Irmã Dorath em Anapu, querem fazer também com a gente... E realmente eles fizeram!” Mataram no ano internacional das florestas quem defendiam as florestas, deixando um vazio no coração da Amazônia e dos ambientalistas que permanecem vivos, lutando para que as nossas florestas não virem carvão para alimentar a ganância dos capitalistas.
Raimundo Moura, 27 de junho de 2011.

III SEMINÁRIO SOCIEDADE, ESTADO, MOVIMENTOS SOCIAIS E QUESTÃO AGRÁRIA NA AMAZÔNIA

Dia 06/07 (Quarta-feira), 09:00 – 12:00 h.

“Estado, Questão Agrária e Movimentos Sociais na Amazônia”
MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)
FETAGRI (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Pará)
FETRAF (Federação dos Trabalhadores/as na Agricultura Familiar)
MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens)

Dia 06/07 (Quarta-feira), 14:30h – 18:00h.

“Projetos de Desenvolvimento: Agronegócio, Mineração e Trabalho Escravo”
CPT (Comissão Pastoral da Terra)
CEPASP (Centro de Educação, Pesquisa e Assessoria Popular)

Dia 07/07 (Quinta-feira), 09:00 – 12:00 h.

“Histórias e Lutas Indígenas”
Povo Akrãtikatêjê

Dia 08/07 (Sexta-feira), 09:00 – 12:00 h.

“Educação do Campo na Região Sudeste do Pará”

FREC (Fórum Regional de Educação do Campo – Sul e Sudeste do Pará)
MST – Experiência Curso de Letras e Agronomia - Pronera
FETAGRI – Experiência Curso de Pedagogia do Campo - Pronera


Local: Auditório do Campus I da UFPA – Marabá


Realização:
Curso de Licenciatura Plena em Educação do Campo (LPEC - UFPA)
Núcleo de Estudos e Extensão em Educação do Campo (NECAMPO - UFPA)
Núcleo Interdisciplinar de Agroecologia e Educação do Campo (NAEC – UFPA)

Apoio:
Fórum Regional de Educação do Campo (FREC)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

VI CONGRESO LATINOAMERICANO DE CIENCIA POLÍTICA

LA INVESTIGACIÓN POLÍTICA EN AMÉRICA LATINA

12, 13 y 14 de junio de 2012. Quito, Ecuador

Convocatoria para la presentación de ponencias

Áreas de trabajo:
Teoría política
Política comparada
Participación, representación y actores sociales
Instituciones políticas y conflicto
Metodología en ciencia política
Relaciones internacionales
Administración pública y políticas públicas

Fecha límite para la presentación de propuestas:
30 de noviembre de 2011

Mayor información:
segarcia@flacso.org.ec

http://www.alacip2012.org/

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Terras nas mãos de estrangeiros

 Cerca de 20% do território de Mato Grosso está nas mãos de
estrangeiros. É o Estado brasileiro com maior percentual de terras
sendo ocupadas por pessoas ou empresas de outros países. No total,
19,99% das propriedades rurais mato-grossenses são de estrangeiros
não-residentes no Brasil.
    O percentual corresponde a nada menos que 180,581 mil km² dos
903,357 mil km² da área total do território mato-grossense. Para se
ter uma ideia, isto equivale a quase um estado do Paraná ou à
Dinamarca, Croácia e Hungria juntas. Também representa 34% de toda a
área do território brasileiro adquirida por estrangeiros, 535,203 mil
km², que por sua vez equivale a 6,2% do Brasil, ou seja, quase uma
França.
    Depois de Mato Grosso, o Estado com maior percentual de terras
nas mãos de estrangeiros é São Paulo, com 13,48%. Em seguida, aparecem
Mato Grosso do Sul (11,70%), Bahia (9,41), Minas Gerais (7,73%),
Paraná (7,59%) e Goiás (6,23%). Observe-se que são Estados com forte
presença do agronegócio e não é coincidência que a maioria dos
estrangeiros proprietários atue neste setor.
    São empresas multinacionais do agronegócio. Um dado curioso é que
a ocupação da Amazônia por estrangeiros é muito reduzida, ao contrário
do que se imaginava. Provavelmente porque nesta região a força do
agronegócio ainda é tímida. Uma exceção é Mato Grosso, que tem
praticamente a metade de seu território na Amazônia Legal.
    Tirando o Pará, que tem uma presença significativa (5,84%), os
demais Estados da região possuem poucos estrangeiros ocupando terras:
Amazonas (2,51%), Tocantins (2,59%), Rondônia (0,86%), Roraima
(0,59%), Acre (0,34%), Amapá (0,16%) e Maranhão (1,61%) que, embora
pertença geopoliticamente ao Nordeste, tem boa parte de seu território
dentro da Amazônia Legal.
  Mas não é só a agropecuária que estimula o interesse dos
estrangeiros pelo Brasil. Muitas terras ricas em minérios estão
dominadas por eles. Estrategicamente, indivíduos e grandes corporações
foram adquirindo essas áreas. Sem falar nas ocupações de terras ricas
em biodiversidade.
  De olho no aumento da aquisição de terras por estrangeiros no
Brasil, deputados federais resolveram agir e criaram, dentro da
Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento
Rural, uma subcomissão especialmente para fiscalizar a aquisição e
destinação de propriedades rurais por estrangeiros. Os trabalhos são
presididos pelo deputado mato-grossense Homero Pereira (PR).
  Ele acredita que é necessário analisar e propor medidas sobre o
processo de aquisição dessas áreas rurais e fiscalizar suas
utilizações. Para tanto, o parlamentar levanta até a possibilidade de
rever a legislação vigente. “Impera uma situação de descontrole
fundiário no Brasil, portanto, o Congresso Nacional precisa se
posicionar sobre a matéria”, disse.
  O debate sobre uma lei específica para tratar do tema já teve
início na Câmara e deve ser intensificado dados a ser apresentados a
partir de investigações da subcomissão. O tema é considerado
controverso por tratar da aquisição de áreas em solo brasileiro por
estrangeiros. Mas há quem entenda como proibição.

Projeto destaque do CRMB

"LUZ, CÂMERA, EDUCA-AÇÃO DO CAMPO"

Projeto em andamento por 20 educadores do campo da Licenciatura em Educação do Campo. São cinco escolas envolvidas diretamente nesse processo, sendo os Municípios: Marabá; Eldorado do Carajás; São Domingos do Araguaia e São João do Araguaia. O projeto tem os seguintes objetivos:
i)Geral
Desenvolver experiências metodológicas e práticas docentes inovadoras com o auxilio da tecnologia da comunicação social, articulando o ensino superior com o ensino básico, visando o processo de ensino aprendizagem dos docentes a partir da relação teoria-prática.
 ii)
Específicos
  •  Capacitar os educandos(as) do Curso de Licenciatura em Educação do Campo na produção de vídeo documentário e na construção de currículo pedagógico;
  • Contribuir na re-estruturação curricular das escolas do campo beneficiadas pelo projeto, utilizando as ferramentas da comunicação social, da arte-educação e da educação do campo e envolvendo os sujeitos da educação da educação do campo (educando, educadores e família);
  • Possibilitar aos educandos das escolas do campo acesso as tecnologias de comunicação áudio visuais;
  • Sistematizar as experiências docentes inovadoras encontradas nas escolas do campo, bem como a construção de novas metodologias e práticas pedagógicas;
  • Constituir um acervo de informações sobre a situação das escolas do campo a partir da produção de vídeo documentário e elaboração de artigos científicos com a participação dos educadores e educandos das escolas do campo.
As atividades do projeto são desenvolvidas diretamente nas escolas do 6° ao 9° ano. Para tanto, a concretização das ações parte da realização de módulos de formação que ocorrem durante o Tempo Acadêmico.
                                       Lançamento do Projeto na Escola "Construindo Conhecimento"
                                                             Assentamento Lourival Santana/Eldorado do Carajás

                                        Lançamento do Projeto na Escola "Construindo Conhecimento
                                                            Assentamento Lourival Santana/Eldorado do Carajás


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Leia o Blog do PROCAMPO - http://www.procampocrmb.blogspot.com/

Economia Solidária: Programação

Nos dias 16 e 17 de junho de 2011, a Incubadora da UFPA  do Campus de Belém realizou o Seminário do Proext-Mec e o Seminário do PRONINC. Na ocasião, houve a proposta da constituição de uma Rede Sócio-Educativa da Economia Solidária na Amazônia por meio do CFES Amazônia. Isso significa, dentre outros encaminhamentos, a ampla divulgação das atividades dos CFES Amazônia e do CFES Nacional para tod@s educadores (as) da região amazônica por meio dos Coletivos Estaduais de Educadores em Economia Solidária. Isso requer a organização de um banco de dados dos Educadores em Economia Solidária pelo Conselho Gestor do CFES Amazônia. Portanto, solicitamos prioridade nesta tarefa de divulgação e envio das informações para os educadores estaduais de ecosol. Segue a programação prevista para as Oficinas do CFES Nacional


Agenda de Atividades do CFES Nacional
2011

 ATIVIDADE                     
Oficina Nacional de Formação de Educadoras-es sobre Formação Política/ 1° Módulo

18 DE JULHO

01 a 05 de agosto

Oficina Nacional Políticas Públicas, Educação e Economia Solidária – 2° Módulo

8 DE AGOSTO

22 a 26 de agosto

Oficina Nacional – Metodologias para Assessoria Técnica à Empreendimentos da Economia Solidária/ 2° Módulo

05 DE SETEMBRO

19 a 23 de setembro

Oficina Nacional de Formação de Educadoras-es sobre Formação Política/ 2° Módulo

13 DE OUTUBRO

17 a 21 de outubro

Seminário Nacional sobre o PPP
14 DE NOVEMBRO
28 a 30 de novembro

  






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Idelma Santiago da Silva
UFPA - Campus de Marabá

E agora Águia?

domingo, 26 de junho de 2011

Crime cibernético!

Após hackers atacarem vários sites do Governo Brasileiro na última quarta-feira (22), o portal da Prefeitura Municipal de Belém também virou alvo dos 'piratas da internet'. Eles prometem fazer uma verdadeira guerra pela internet.

New Terror -

Católicos: Dois encontros, duas vertentes!

Este fim de semana foi acalourado no meio católico, dois grandes encontros reuniram o povo católico: de um lado o encontro da Renovação Carismática, protagonizados pela ala mais conservadora da igreja. De outro, o Seminário das CEBs articulado pela igreja progressista.

Os dois grandes eventos aconteceram simultaneamente em Marabá e Parauapebas respectivamente. No Ginásio Renato Veloso, as palmas e louvores. No Centro Paroquial São Sebastião em Parauapebas, militantes discutiam os problemas sociais e a fé.

sábado, 25 de junho de 2011

Rapidinhas....

PSOL critica medida provisória que altera regras de licitações para eventos esportivos
Medida Provisória, aprovada por 272 votos a 76, criou regras específicas para licitações de obras e serviços relacionados às Copas das Confederações, em 2013, e do Mundo, em 2014, e às Olimpíadas e Paraolimpíadas, em 2016. A criação do Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC) altera a Lei das Licitações e representa um grande risco para superfaturamento de obras sem planejamento.

Agricultura ecológica é a única solução para o planeta”, afirma Marijane LisboaEm debate sobre o Código Florestal realizado na PUC-SP, que contou com a participação do deputado Ivan Valente, a socióloga e ambientalista Marijane Lisboa, ex-Secretária de Qualidade Ambiental de Assentamentos Humanos do Ministério do Meio Ambiente, criticou o crescimento do poder político e econômico do agronegócio, que sustentou ideologicamente a discussão sobre as mudanças no Código Florestal na Câmara.

Tráfico de Pessoas

O Tráfico de Pessoas na região Norte é uma realidade. Não há dados oficiais sobre o número de pessoas traficadas na região para fins de exploração sexual e/ou trabalho escravo, devido ainda não ser implementado o Plano Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Estado do Pará, este é foi um dos pontos  debatido durante o o Seminário de Combate ao Tráfico de Pessoas realizado essa semana em Belém.
O seminário teve como finalidade informar ao público o que é o tráfico de pessoas, além de debater e fomentar ações de enfrentamento e combate à exploração da vida humana.

Mas voltarão!!!

Já foram tarde (venda nos olhos)

Chagas Filho
Do Blog Terra do Nunca

Escrotos, voltaram para o lugar donde vieram.
Foram embora bem na hora.
E já se foram tarde.
Nenhum de nós há de sentir sua falta.
Muito menos nós, os ilhados.
Agora sim.
Tenho o direito de ir e vir.
Agora sim.
Tenho uma rodovia inteira pela frente, toda liberada...
Posso embarcar no meu ônibus lotado e suado.
E ganhar o meu pão miserável.
Posso ir ao trabalho e ser demitido.
Posso ir ao médico e passar oito horas na fila de espera.
Posso fazer minhas compras tranquilo.
Posso pagar cinco reais num quilo de tomate.
Posso xingar-lhes sem ganhar uma porretada na cabeça.
Posso.
Posso ir, vir, voltar, pular, rodear, passar direto, fazer voltas.
Enfim, posso curtir minha miséria.
A miséria que não é só minha.
É também dos infelizes que levaram suas barracas para longe daqui.
Mas pelo menos...
Pelo menos eles foram embora.
Já foram tarde, esses brigões, esses valentões.
Esses aí que acham que têm o direito de existir.
Que acham que têm o direito de ir e vir.
Já foram tarde.
Já foram...
Tarde.
É tarde.
Nunca é tarde.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Homenagem a GUERREIRA!

No próximo dia 30 de junho, Sheila Juruna, pertencente ao grande povo Juruna, componente do Movimento Xingu Vivo, e uma das mais importantes representantes dos grupos que lutam contra a construção do Complexo Hidrelétrico de Belo Monte, estará sendo homenageada com a medalha de honra ao mérito pela Assembléia Legislativa do Estado do Pará.
Sheila Juruna é um símbolo da resistência a construção da usina de Belo Monte. Mulher, guerreira indígena, determinada e implacável, tem levado o grito do Xingu em atos, palestras e debates pelo Brasil, e pelo mundo afora, sempre bradando, firme e forte, contra a destruição da floresta, do rio e da vida na Amazônia.
A medalha de honra ao mérito por iniciativa do deputado Edmilson Rodrigues (PSOL/PA) é um reconhecimento à sua luta, sua tenacidade, sua perseverança contra um projeto que vai secar e destruir 100 km de biodiversidade da área conhecida como Volta Grande do rio Xingu; repassar para as empreiteiras e amigos do Governo mais de 30 bilhões de reais; expulsar de seus lares e de suas terras mais de 40 mil pessoas; não vai produzir nenhum quilowatt de energia para as populações da Amazônia, beneficiando tão somente grandes indústrias e mineradoras, e aprofundando o modelo de exploração dos recursos naturais que historicamente tem sido imposto à região.
 
 
 
Fonte: Blog do Edmilson Rodrigues

FECAM 2011: Incrições findam hoje



As inscrições para o Festival da Canção de Marabá. O evento realizado pela prefeitura de Marabá encerram-se hoje (24).


 



quarta-feira, 22 de junho de 2011

Revisão do Plano Diretor - O que está por trás disso???

A prefeitura de Marabá através da SEPLAN _ Secretaria Muncipal de Planejamento com consultoria da Diagonal ( VALE) pretende iniciar de fato a partir da semana que vem a Revisão do Plano Diretor Participativo de Marabá. Para isso está enviado convite conforme texto abaixo em itálico a entidades da sociedade civil organizada.

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Você que faz parte dos segmentos como PODER PÚBLICO, MOVIMENTOS SOCIAIS E POPULARES, TRABALHADORES ATRAVÉS DE SUAS ENTIDADES SINDICAIS, EMPRESÁRIOS RELACIONADOS A PRODUÇÃO FINANCEIRA DO DESENVOLVIMENTO, ENTIDADES PROFISSIONAIS E DE PESQUISA, ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS E CONSELHOS MUNICIPAIS venha participar conosco do Seminário Público para Constituição do Comitê de Acompanhamento da Revisão do Plano Diretor Participativo de Marabá. Neste serão indicados e escolhidos representantes para integrarem este Comitê.

Segue em anexo o Convite e o Cronograma das atividades que serão elaboradas até a conclusão da Revisão com a Apresentação da Minuta ao Conselho do Plano Diretor.

A PRESENÇA DESTA INSTITUIÇÃO E A INDICAÇÃO DE SEUS REPRESENTANTES É MUITO IMPORTANTE PARA GARANTIR A GESTÃO DEMOCRÁTICA E A DECISÃO DE PROPOSTAS PARA O DESENVOLVIMENTO DO MUNICÍPIO DE MARABÁ

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A lei garante que a cada dez anos ou cinco dependendo da extrema necessidade o Plano Diretor deve ser revisto, no entanto questionamos desde o início da atiual gestão do Conselho Gestor do Plano Diretor, a falta de implementação de várias leis complemtnares do atual Plano Diretor que devia ter sido elaboradas e não foram. A grande maioria do conselho tem apenas apoiado e aprovado os processos de autorização para construção de grandes empreendimentos (Loteamentos, Condominíos, Edifícios e grandes empresas) sendo que a maioria delas inicia sua contrução antes mesmo da aprovação.

Então pra que serve a Revisão paga pela Vale???


Lei Kandir em debate!

Assebléai Legislativa vai realizar Sessão Especial para discutir a Lei Complementar nº 87, conhecida como Lei Kandir e a política de royalties.    A sessão ocorrerá no dia 27/06, às 09:00, na Assembléia Legislativa  em Belém.

Vamos ao debate!

Por onde anda?


Eleito com mais de quarenta mil votos, o deputado estadual Tião Miranda (PTB) anda sumido!

Todos já sabiam que seu forte não é parlamento, disputou a eleição para medir seu potencial na disputa que fará em 2012 contra o atual prefeito MAUrino Magalhães (PR). Mas Tião perde uma boa oportunidade de valorizar o voto dos marabaenses. Até agora não assinou a CPI que vai paurar os desandos cometidos pelo PMDB e PSDB na Assembléia Legislativa, e tão pouco tem atuado como um deputado que esteja preocupado com a região.

Só uma alfinetada......

Mineração: Relatório do Encontro Regional (i)

Encontro Regional que reuniu representantes dos Estados do Pará(Marabá, Parauapebas, Canaã dos Carajás, Xinguara, Ourilândia do Norte, Tucumã e Barcarena), Maranhão(Açailândia, Bom Jesus da Selva, Buriticupu, Alto Alegre e São Luis ) e Tocantins(Araguaina, Palmas), onde foi discutido os impactos da mineração gerou úm relatório com bastante informações que seguem nas postagem abaixo.

ESTADO DO PARÁ:
 No Pará a mineração está presente, na fase de lavra, nas regiões Oeste, Nordeste, Sul e Sudeste, com a extração de bauxita, manganês, caulim, cobre, ouro, ferro e níquel. Em fase de pesquisa de pesquisa a mineração está presente em todo Estado, onde não está ocorrendo mas já foi solicitado autorização junto ao DNPM.
Os problemas são os mesmos em todas as regiões, poluição do ar, das águas e do solo. Expulsão de trabalhadores de suas terras, desmatamento com a implantação de infra-estruturas para o funcionamento da mina, no próprio local da jazida, e com abertura de estradas e passagem de linhas de transmissão de energia elétrica.
As cidades se tornam verdadeiros bolsões de pobrezas, as populações que chegam ficam sem moradia adequada, sem serviços de esgoto, educação, saúde e sem segurança. A prostituição infantil, tráfico de droga e criminalidade, crescem sem controle.
Barcarena hoje é o centro de destruição do Pará, existem várias empresas, explosão da população, hoje o problema é a implantação do porto da empresa Buritirana, várias comunidades afetadas, as comunidades se organizaram e atuam a partir de um TAC  do MPE. Pergunta: como fica a situação de Baracarena?
Barcarena –no documento da Vale em barcarena, é um projeto com 6 vantagens e 12 desvantagens. Tem palavras em inglês que ninguém entende. Eu leio e não entendo,. Isso é uma sem vengonhinsse.... liguagem técnica e em inglês que é para ninguem entender.
Paraupebas: está querendo passar um ramal ferroviário, está causando problemas financeiro, estruturais, está passado e destruindo estrada, tem problema no transporte escolar, porque a vam não entra nas estradas porque estão ruins.
Marabá: a preocupação de onde está construída a Alpa é 1 km do nosso  Projeto de Assentamento. O desvio da estrada fica a 1 km. Tem gente que comemora que vai ser desapropriada.. estamos lá a 13 km. O INCRA disse que o pessoal tem que sair porque dizem lá é APP, mas a questão é que a Vale precisa de uma área para reserva florestal. Semana que vem vão fazer levantamento no PA Grande Vitória e  Boa Esperança do Burgo, com certeza vai pegar o assentamento. Para nós é muito preocupante, a nossa vila vai ser a primeira a acabar que é a vila do Grande Vitória.
 O objetivo dessa atividade é a socialização da realidade vivida pelas famílias, com relação da região aos impactos dos grandes projetos e o que estão fazendo para se defender desses projetos. Também um estudo sobre a conjuntura da região e o que isso reflete na nossa realidade. E por fim, apontar o que podemos fazer conjuntamente nesse processo articulado entre os 3 estados. Temos condições de fazer ações fortes, se tivermos organizados e lutando conjuntamente, seja a nível de comunidade, município, região, estado e a nível nacional.  Empresa busca esvaziar a luta dos camponeses, esvaziar os movimentos sociais e rebaixar a pauta das organizações.  Se utilizam de estruturas públicas para criminalizar as lideranças dos movimentos sociais. São 11 processos criminais abertos sobre as principais lideranças dos movimentos sociais da região.
 A Vale não saiu da região de Barcarena, continua com participação nas ações da empresa norueguesa. Temos que fazer as lutas contra a consolidação do capital na região.
Barcarena: Bacia de contenção da Alunorte causa grande poluição. Ontem foi inaugurada a 26ª bacia. A comunidade está a 150 metros de uma bacia. Em 2009 foi um transbordamento de uma bacia. Poluiu praias. O poder judiciário é comprado pela empresa...processamos a Vale, varias audiências desmarcadas... fizemos uma ação contra  Vale. Tem dias que amanhece 3 manchas na praia. Enquanto liderança, sou proibida de entrar na empresa. Ocorreu varias mortandades de peixes, poços contaminados, pessoas já adoeceram várias vezes. As comunidades entraram contra a justiça do município, pois, o juiz não compareceu em nenhuma audiência

Mineração: Relatório do Encontro Regional (ii)

Cannaa do Carajás – hoje o problema é duas coisas: Vale e o Incra. A gente tem observado, e fui assentado pelo INCRA em 84. A gente tinha estrada cascalhada, estrada boa, tínhamos acessos a Parauapebas. Em 84 entravam nas nossas comunidades, pediam para fazer pesquisa, entravam nas nossas áreas, desmatavam nossas áreas para montar acampamento, muitas das vezes minha roça era destruída para abrir picadas, a gente ficava animado e não sabia o que ia acontecer.  O projeto Sossego começou, em 2002, já saíram 120 famílias. O projeto está em cima de um Projeto de Assentamento . Vários companheiros saíram, mas depois voltaram trabalhando como vigia. A Vale hoje só trabalha na pressão, é liso que nem cobra.  Participei na caravana e aprendi e passei para os companheiros. No primeiro encontro dos atingidos pela Vale no município, no dia seguinte a Vale espalhou panfleto dizendo que a Vale ajuda a população.  A forma que os companheiros estão saindo não é o correto, muita gente tem se prejudicado. Em Canaã os professores estão com salários atrasados, ruas esburacada, a prefeitura de Canaã, só esse mês recebeu 12 milhões.
Paraupebas: está querendo passar um ramal ferroviário, está causando problemas financeiro, estruturais, está passado e destruindo estrada, tem problema no transporte escolar, porque a vam não entra nas estradas porque estão ruins.
Ouirlandia: tenho visto que a situação da vale em qualquer lugar é a mesma. A escolas lotadas etc...se nós se unir vamos vencer esse leão.. quero ressaltar ao Pixilinga... q em ourilandia  o problema é o INCRA. Tem um lixão dentro do PA. A nossa luta não é diferente. Você vai em Ourilandia e diz que cidade é bonita, mas sai 5 metros da pista e você ver a situação. O desrespeito é com todo mundo comunidade, funcinário.....
A gente sabe que esses projetos tem problemas em todas as fases. Da pesquisa ao fechamento. Aceleramento da exploração com a duplicação, aumento dos portos? Será que ela tem medo que os compradores sejam mais exigentes? Queiram conhecer as comunidades?
Como a vale tem facilidade de abrir os Projetos! A inviabilidade da reforma agrária como forma de facilitar esse modelo... a desarticulação do INCRA. Na região tem mais dois projetos: um em Tucumã que é da Caraíba Metais e outro da Anglo Americam, em São Félix do Xingu.

Mineração: Relatório do Encontro Regional (iii)

ESTADO DO MARANHÃO
Vale e Alumar, na ilha. Expansão das periferias, migração do interior do Estado para a cidade de São Luis. Em 2004, tentativa de implantação de um pólo siderúrgico na ilha, foi enfrentado pelas comunidades, causando a desistência das empresas, que foram para o Rio de Janeiro. Os impactos com a construção da ferrovia que atravessa 21 comunidades. Deslocamento das comunidades. Os problemas causados pelas guseiras. A duplicação dos trilhos não é só outra linha férrea, mas também a desterritorialização do campesinato, o aumento de atropelamentos e os mais diversos transtornos.
Quilombo da Santa dos Pretos: Tem tirado a vida de companheiros,  vida de animais,  tem provocado rachadura nas casas, desde 2004 a comunidade luta pela reconhecimento e a Vale questionou e atrapalhou, agrava a situação que já é difícil com a presença de madeireiros e fazendeiros
Califórnia -  lá não é diferente de outro lugar onde tem Vale. O nosso  PA fica ao lado de uma carvoaria da Vale. Temos denunciado para o mundo, respirando fumaça de eucalipto. Denunciamos e fizemos uma ação das mulheres da via campesina. Demos o recado. Foi organizado uma reunião com Vale e Governo do Estado. A empresa ficou de desenvolver ações para parar com a poluição. Hoje temos uma parceria com a JnT .A Vale está indo embora e está deixando  uma vizinha que é a Suzano. Que está tentando conquistar a comunidade com a construção de uma biblioteca. Tem um processo na justiça contra a Vale.

Mineração: Relatório do Encontro Regional (iv)

Pequiá: A  7 anos temos brigado. Vivemos a 30 metros das siderúrgicas. A culpa é da Vale porque  ela quem provoca essa situação. Nossos rios, matas pedem socorro, nós temos que lutar por eles que não podem sair. Temos que juntar, se unir contra situação. Moro 30 anos no Piquiá, sai de Minas e ela(Vale) me acompanha. Nós estamos aqui e temos que se unir, porque se não vai acaba tudo.
 A vale atualmente chega com os setores de engenharia, dizem que não constrói, mas tem influencia dentro do governo. Manda a equipe da Vale para fazer vistoria e isso anula a ação das lideranças. Isso tem ressonância dentro das comunidades, pois, a Vale disse que vai fazer levantamento e vai cobrar das autoridades, no que diz respeito as ruas, escolas, poços.... . No povoado Cristalino fizeram levantamento de várias demandas e disseram que encaminharam aos órgãos e não fizeram nada. A Jnt foi lá e fez atividades com povo. A Vale apareceu depois e articulou a prefeitura para iludir o povo. A duplicação da ferrovia vai trazer impactos nessas comunidades.
Açailândia – enfatizar a importância da articulação. Somos vitima do mesmo modelo de exploração. A forma de imposição é pressão e o convencimento. Tem a face da  violência. É muito importante essa articulação. Vive um momento de mercantilização da biodiversidade. É um momento meio que suicida. Temos que nos unir para enfrentar.  
Bom Jesus- Não poderia deixar de falar de  Bom Jesus da Selva.  Principal problema é o eucalipto. O rio Pindaré está mais seco, poluição do rio. A cidade está sendo praticamente engolida pela erosão. E hoje o problema é tão grande e as autoridades  falam que não tem conhecimento da erosão. Devido a tantas firmas que levam muitos homens, geram trabalho escravo, comem comida estragada, faltam vagas nas escolas. Chegou uma grande empresa Odebreche, com 3 mil homens o que aumentou a prostituição infantil. Os pais não tem nem como acompanhar os filhos. Inclusive uma criança morreu por conta da erosão que está engolindo a cidade.

Mineração: Relatório do Encontro Regional (v)

ESTADO DO TOCANTINS
Foi criado para ser o corredor do desenvolvimento do capital. Sete barragens estudadas, das 70 elencadas. A barragem de estreito é para fornecer energia para a Vale para exploração mineral. 2.000 pescadores passando necessidade. Mortandade de peixes à jusante. Ausência do governo para discutir as questões sociais. Este desenvolvimento é para e quem e para que? Inchaço de cidades, Babaçulândia. O projeto é para acabar com a biodiversidade. O Estado é o grande aliado das empresas. Como é que nós vamos nos abraçar para enfrentar os problemas. Em todos os consórcios tem participação da Vale. Estamos muito enrolados pelos problemas causados pelas empresas. A geração de energia é o eldorado, que foi a busca pelo ouro.

Mineração: Relatório do Encontro Regional (vi)

   Sobre a Palestra:
Professor Bruno Malheiros, Universidade Federal do Pará, Campus de Marabá.
Tema: Territórios em disputa: as estratégias da hegemonia e as possibilidades na construção da contra-hegemonia.
Alguns pontos da palestra:
Pensando as dimensões da fronteira: a dimensão concreta e a dimensão simbólica.
Narrativas do progresso: O alongamento do futuro; o espaço na fila da história-tomar o espaço pelo tempo; invisibilidade de outros sujeitos, vozes, territórios...
A região não é só espaço de expansão do capital, outras lógicas são possíveis.Tem-se que pensar uma dinâmica própria.
A forma de produção de valor é muito particular, são diversos segmentos, e o capitalismo tentando se articular de diversas formas.
É necessário entender a região pelo conflito, elementos que existem nas diversas lógicas de disputa do território.
Região produzida simbolicamente por aqueles que consideramos inimigos.

Mineração: Relatório do Encontro Regional (vii)

Contribuições do debate:
Desenvolver ilhas de culturas como resistência; mostrar força unificada; quais modelos que precisamos potencializar; como transformar a verticalização em horizontalização – a verticalização produz informação e a horizontalização produz comunicação; trabalhar a comunicação como instrumento de luta; ações conjuntas dos três Estados; o trabalho com a juventude; organizar os atingidos pelos grandes projetos na Amazônia; lutar por territórios livres; licenciamento social e não só ambiental; implementação da Convenção 169; construção de instrumentos simbólicos; pensar o capitalismo como instrumento civilizatório e não só a partir do modo de produção; potencializar as experiências concretas dos indivíduos; entender instrumentos jurídicos como de disputa; transformar a comunicação – coisa do dia a dia- em informação; politizar as situações de conflito; tornar o discurso socialmente aceitável.
Síntese das problemáticas apresentadas nas falas dos participantes: atropelamentos; remoções forçadas; empresas e suas poluições; criminalização; cooptação; danos sociais e ambientais às famílias do entorno do empreendimento; como as experiências tem acumulado para a luta; priorizar as experiências que podem ser referência para a luta conjunta; efeitos colaterais: prostituição, desestruturação familiar, exploração sexual infantil, migração.

Mineração: Relatório do Encontro Regional (viii)

Formação
Formação de lideranças, de militância de base e da própria base com caráter de formação política e técnica (temas: legislação ambiental, responsabilidade social, e estrutura e funcionamento da sociedade): utilizar como método a pedagogia do direito (direitos violados como instrumentos da formação) e educação popular (recomendação  aos movimentos dos Estados);
Organizar encontros abertos, municipais e regionais com as comunidades atingidas pela mineração(envolver a comunidade para que ela participe da construção dos encontros) (recomendação aos movimentos dos Estados);
Aproveitar os encontros e formações das próprias entidades e movimentos para discutir temas relacionados os impactos da mineração (Ex. Encontro Nacional de Estudantes de Agronomia – 24 a 27/07/11 – Belém-PA) – (recomendação aos movimentos dos Estados);
Formar grupo de estudos exclusivos para estudar os relatórios ambientais (eia/rima, etc) e propor Estudos de Impacto Social – EIS; promover jornadas de estudos sobre os relatórios (recomendação aos movimentos dos Estados);
Organização de um acampamento pedagógico com realização de oficinas de grafites (indicativo para a juventude);
Solicitar a organização de um sobre mineração junto à Escola Florestan Fernandes - Amazônia  (proposta a ser encaminhada à coordenadoria regional do MST).

Mineração: Relatório do Encontro Regional (ix)

Ação
Organizar encontro da juventude na cidade e no campo PA/MA/TO (CPT, MAB, MST, CEPASP, JnT, Mov. Debate e Ação, FEAB – na segunda quinzena do mês de setembro);
Organizar as denúncias jurídicas e promover reuniões de trabalhos para articular essas denúncias (no Encontro em Barcarena sobre direito ambiental Junho);
Ampliar campanha contra saque e exploração dos recursos naturais e minerais (FEAB, Movimento Debate e Ação);
Pensar formas de acessar os relatórios e estudo de impactos ambientais (FEAB, CEPASP, Movimento Debate e Ação)
Fortalecer as articulações existentes entre os 3 estados com viés anticapitalistas (recomendação aos movimentos dos Estados);
Utilizar dos instrumentos jurídicos para fazer denúncias de violações nas comunidades e socializar os casos já denunciados e com processos em andamento(recomendação aos movimentos dos Estados);

Mineração: Relatório do Encontro Regional (x)

Organizar assembléias curtas de formação nas comunidades com encaminhamentos de material para as mesmas (recomendação aos movimentos dos Estados);
Fortalecer os processos de resistência contra a Vale nas comunidades trabalhando as formas a auto-estima  das comunidades e a valorização do patrimônio imaterial (recomendação aos movimentos dos Estados);
Mapear as comunidades e municípios que estão ao longo do corredor da ferrovia Carajás e que estão sofrendo o processo de duplicação e identificar quais comunidades podemos trabalhar a resistência (justiça nos trilhos, FEAB, CEPASP, CPT);
Fortalecer e potencializar as ações de enfrentamento e formação que já estão sendo realizadas pelas entidades (contra a mineração, o latifúndio, barragens, etc.) (recomendação aos movimentos dos Estados);
Agir de forma conjunta (MA, PA, TO) para fortalecer as ações jurídicas contra violações de direitos humanos (recomendação aos movimentos dos Estados);
Marabá, 17 de junho de 2011.

Zero não é vazio

Documentário de Andrea Menezes & Marcelo Masagão (Música de José Miguel Wisnik), aborda o lugar que a escrita tem para aquele que escreve, tendo como objeto escrevinhadores compulsivos que habitam o labirinto da cidade. 

Personagens do filme:
Gregório escreve como se fala, nomeando as presenças do mundo no instante em que elas estão sendo criadas.
Tatiana busca alcançar através da escrita de suas máquinas o ideal científico de um corpo sem falhas.
Orlando corrige o defeito da língua feminilizando as palavras.
São escritas muito singulares, excessivas, mas raramente lidas, pois não se adequam aos códigos já estabelecidos. Não se apóiam no sentido, não buscam uma comunicação. Subvertem as leis da linguagem, inventam palavras, manipulam as letras, modelam o vazio.
O condicionado diz estar fora do calendário e se considera “um industrial fabricante de história”.
Orlando é o carteiro de uma correspondência divina, distribuindo pelas ruas seus pensamentos no papel dos maços de cigarro que consome: “Paz cura, sexo cura. Fumar cigarro é amor porque dá prazer.”
Leo observa a janela de seu quarto e diz estar do lado de dentro e do lado de fora.
Gregório, o pai de Deus, escreve no ritmo da fala: “Sexta-feira faz um ano que meu coração fechou…”
Tatiana concebeu uma máquina de reversão do tempo denominada: “máquina salva vidas infindus infinitus”.
Por fim, Arturo escreve: “O tempo é um barco que navega na sua própria água”.

Com comentário dos editores da revista Kamikazes http://revistakamikases.blogspot.com/,o filme Zero não é vazio, será exibido nesta sexta, dia 24, às 19h, no auditório do IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - que fica na Av. Gov. José Malcher, 563, esquina com Rui Barbosa, Nazaré.

Acorda Leodato!!!!!!!!!

No Quaradouro - Ademir Braz

“Legislativo sem qualidade”

Vereador Leodato Marques (PP)não perdeu tempo: já apresentou projeto de emenda a Lei Orgânica de Marabá, proponto o aumento de 13 para 21 o número de vereadores em Marabá, eleitos a partir 2012.
A proposta tem apoio da maioria dos edis, a pretexto de que o aumento das cadeiras vai possibilitar mais representatividade dos bairros.
Voz dissonante, Edivaldo Santos (PPS) diz que isso não vai melhorar em nada o município: “O Poder Legislativo local não está precisando de quantidade e sim de qualidade. Hoje temos 13 vereadores na Câmara Municipal, sendo que 10 é base aliada do prefeito e somente 3 são base de oposição. Se aumentar para 21, com certeza a maioria vai ser base do Executivo, e quando se é base de governo, dificilmente o papel do legislador vai ser exercido 100%”.
Quanto a dizer que melhora a representatividade dos bairros, ele também não concorda: “Na folha 28 há três  vereadores e o bairro nunca melhorou em nada.  A Câmara Municipal tem que mostrar para que veio e ser um poder independente e fiscalizador e não servir de apoio a gestor nenhum, cada poder tem que fazer o seu papel”.
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O vereador Leodato (PP) parece que continua voando como legislador, não deixa de pensar no umbigo.

Mestrado em Antropologia

Acesse o edital de mestrado em antropologia da UFPA
http://www.ascom.ufpa.br/links/editais/_edital2011_.pdf

Debatendo a divisão!

Decisão final será no congresso nacional!

     Uma decisão favorável à divisão do Pará no plebiscito que será realizado até dezembro deste ano não garante automaticamente o desmembramento do Estado.
 
     A decisão é apenas consultiva. Ainda que a maioria da população paraense opte pela criação de Tapajós e Carajás, a divisão tem de ser aprovada também no Congresso.

     A realização do plebiscito foi definida pelo Senado e pela Câmara no fim de maio e no início de junho. Desde então, tem despertado críticas pela impressão equivocada de que um assunto com impacto nacional seria decidido apenas pela população do Pará -que representa 4% de todos os brasileiros.
     “As pessoas estão esquecendo o Congresso e supondo que o futuro do arranjo da Federação está nas mãos da população do Pará. Há quase um terrorismo nesse sentido”, diz Virgílio Afonso da Silva, professor de direito constitucional da USP.
     Apesar de, juridicamente, a decisão do Congresso não ser vinculada ao resultado do plebiscito, Dimitri Dimoulis, constitucionalista da Escola de Direito da FGV, acredita que uma votação expressiva em favor da divisão pode influenciar o parlamento.
        Fonte: F. S. P

Casa do Trabalhador em Marabá?

Onde? Você viu?

O governo do Estado através da Secretaria Estadual de Trabalho, Renda e Emprego anunciou AQUI, mas ninguém sabe onde ficará.

Cadê Jatene?

terça-feira, 21 de junho de 2011

Mestrado do NAEA

Prezados/as,
A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico
Úmido – PPGDSTU/NAEA/UFPA, conforme decisão do Colegiado torna público o Edital de Seleção
do Curso de Mestrado em Planejamento do Desenvolvimento – PLADES para o preenchimento de até
15 (quinze) vagas destinadas aos funcionários públicos das Universidades Federais.
Vale a pena conferir!

Lançamento de Livro

Práticas agroecológicas: soluções sustentáveis para a agricultura familiar na região sudeste do Pará.

Organizado por Andréa Hentz e Rosana Maneschy (Org.) pela Paco Editorial de Jundiaí-SP. A obra possui 16 capítulos, com 41 Autores (docentes, pesquisadores, estudantes) das instituições UFPA (FCAM e NCADR), IRD - França, ESALQ/USP, IFPA – Marabá e UFSC.

DATA: 27 de junho de 2011
HORÁRIO: 19:30 horas
LOCAL: Auditório do Campus II - UFPA/ Campus de Marabá. 

No Ar o blog do PROCAMPO!!

Acesse o blog do PROCAMPO - Licenciatura Plena em Educação do Campo
 

Estado de Carajás: Pesadelo ou sonho? 1

                            Emancipação do Estado de Carajás, sonho ou pesadelo?

         A realização do plebiscito é uma oportunidade da população debater as mazelas que assola a nossa região. Os separatistas usam o discurso ideológico para convencer à população do sul e sudeste paraense que a divisão é a alternativa para combater as desigualdades sociais na região. O discurso utilizado pelos separatistas afirma que as mazelas que assolam a humanidade são problemas regionais e de maus políticos, haja vista, a desculpa de que a resolução dos problemas de nossa região é ocasionada pela má administração do Governo Estadual.
         Entendemos que o discurso é forte, pois, o povo vive de esperanças e não procura entender o porquê de tanta miséria. Dessa forma, não podemos concordar com esse propósito de convencimento, para tanto, precisamos desmistificar alguns argumentos dos dois lados (Pará X Carajás). Vale ressaltar, que a defesa dessa separação e ou permanência é arduamente abraçada pelos capitalistas que vivem sugando as “TETAS” Estatais. Para maiores esclarecimentos podemos frisar os estudos de ambos os lados, que favorecem suas opiniões na defesa de seus interesses, vejamos em primeira mão a questão econômica, essa como se sabe é relativa, depende do ponto de vista que ela está focada, exemplo: os estudos financeiros divulgados pelas duas regiões em questão, ora beneficia a manutenção do Estado do Pará, ora privilegia o pretenso Estado de Carajás. Assim, percebemos que essa defesa é fundamentada simplesmente com o objetivo de manter a burocracia Estatal. Na proposta de emancipação atual, vocês sabem quais as metas de investimento em reforma agrária, saneamento básico, saúde, educação e infraestrutura? Ou vai ficar como é de praxe, só se investe com segundas intenções visando o lucro dos apadrinhados?
          “A história de toda sociedade é a história da luta de classe (Karl Marx). A classe dominante de nossa região precisa do aparato Estatal para melhor decidir os rumos de nossas vidas, pois, não se sentem representados pelos do lado de lá (Pará), que são da mesma classe dominante. Quando falamos que o discurso é ideológico, fala-se que os enunciadores dessa proposta fazem parte de uma elite latifundiária e política que querem iludir a população. Ora, será se há a necessidade de separar a unidade da federação para resolver os problemas aqui vividos por nós trabalhadores? Pois, eles não sofrem os mesmo problemas como: SAÚDE, EDUCAÇÃO, HABITAÇÃO, REFORMA AGRÁRIA, SANEAMENTO etc. Os fazendeiros de lá como os de cá tem os mesmos pensamento sobre a reforma agrária! São contra, os donos de clinicas de lá lucram com os doentes como os daqui; os tubarões do ensino particular tanto os daqui como os de lá visam o lucro; a classe dominante daqui como a de lá tem mansão e varias casas para alugar.
                 O que se compreende por “ausência do Estado”? Desde o primórdio de Marabá que o Estado se faz presente, exemplo: Carlos Leitão recebeu financiamento do governo para coleta do cauche (borracha), construção do aeroporto, banco da borracha, banco do Brasil. O governo também doou concessão de castanhais, abertura das estradas, incentivos fiscais para derrubar a floresta e apropriar-se das terras já ocupadas por trabalhadores, extração do minério de ferro pela vele do rio doce, quartel do Exercito e Policia Militar, Hidroelétrica de Tucurui e o financiamento da implantação da ALPA com direito a uma área cujo valor é de 60 Milhões de reais, hidrovia e incentivo fiscais do município. Foram bilhões em recursos aqui investidos que beneficiaram somente as famílias da classe dominante.       
O tamanho da unidade da federação, na proposta de divisão é: Carajás  284.721Km2, equivalente a 25% do território do Pará. Os separatistas alegam que é impossível administrar o Pará com dimensão continental, portanto, o Carajás já seria a nona unidade da federação em tamanho territorial. Aliás, juntando as unidades da federação, Sergipe, Alagoas, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Norte juntos, Carajás seria ainda maior. A questão não é o tamanho, é o modelo de desenvolvimento capitalista. No discurso dos separatistas percebe-se que o argumento de que um território menor é mais fácil para ser administrado é falho. Sergipe é a menor unidade da federação, dez vezes menor do que a proposta de emancipação de Carajás, em tese Sergipe seria a melhor e mais desenvolvida unidade da federação, mais uma falácia dos separatistas!
    Otávio Barbosa
Sindicalista

Estado de Carajás: Pesadelo ou sonho?


       A desculpa de que a capital, Belém fica com a maior parte dos recursos, conforme afirma os separatistas não garante que a população de Belém tenha uma melhor condição de vida, pois essa cidade sofre as mesmas mazelas que nós do interior, lá falta saúde, educação, saneamento, habitação etc., mas, também é lá que estão as melhores universidades, os melhores hospitais, tem mais saneamento, nem por isso, a população tem acesso a esses serviços. As cidades têm uma função no capitalismo, é nelas que o mercado se materializa, reproduzindo o sistema capitalista, todo investimento feito na cidade é de ordem econômica e de lucro, isso por que, as cidades têm o valor de uso e o valor de troca: a infraestrutura construída tem valor de uso que eleva o valor de troca. Exemplo: a eletrificação, pavimentação de ruas, distribuição de água e esgotamento sanitário, educação e saúde são direcionadas para os bairros das classes abastardas, bairro da classe trabalhadora è mínima a infraestrutura e os serviços públicos. A cidade é retrato fiel da luta de classe, pois fica mais visível as diferentes classes sociais e sua forma de habitar, a classe dominante mora em bairros dotados de equipamentos urbanos e serviços públicos, seus imóveis são supervalorizados, enquanto a classe trabalhadora fica na periferia abandonado pela administração pública, a emancipação vai resolver esse problema?
        Para combater uma ideologia é preciso outra, as mazelas que nos afetam são inerentes ao sistema capitalista, nós vivemos numa região rica em recursos naturais e que tem a maior hidroelétrica genuinamente Brasileira. A extração de minério na nossa região é mais custo que beneficio para população. A energia para grandes consumidores é subsidiada de 70 a 80%, em detrimento ao consumo domestico que é caríssimo; a Vale do Rio Doce é isenta de pagar ICMS, essa paga menos impostos ao Estado que uma rede de supermercado. O sistema capitalista impõe regras a ser cumprida imposta pelo Estado. A divisão enfraquece a luta por melhoria, os trabalhadores de todo o Pará precisam se unir para combater o arrocho salarial, a falta de emprego, o pouco saneamento básico, o descaso com saúde, a falta de educação que qualifica o filho dos trabalhadores, a solução está em nossas mãos! Não a divisão!
Otávio Barbosa
Sindicalista

Nota da CPT!

Tribunal mantêm condenação mas reduz tempo de pena e abre caminho para a prescrição.

A Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, julgou ontem, o recurso de APELAÇÃO impetrado pela defesa do advogado José Batista Afonso da CPT de Marabá. O recurso visava a reforma da sentença do juiz federal de Marabá, que condenou o advogado a 2 anos e 5 meses de prisão, em regime aberto.

No julgamento de ontem, os desembargadores do TRF, votaram pela manutenção da condenação do advogado, mas concordaram com a tese da defesa sobre a redução da pena. O tempo de pena fixado na sentença de 2 anos e 5 meses foi reduzido para 1 ano e 11 meses. A redução abriu caminho para a decretação da prescrição. As penas até o máximo de 2 anos prescrevem no período de 4 anos. Considerando que o fato ocorreu em 04/04/99 e a denúncia foi recebida em 21/05/2004, se passaram mais de 4 anos. Considerando ainda a data do recebimento da denúncia 21/05/2004 e a data da sentença condenatória de 12/06/2008, também se passaram mais de 4 anos.

Nesse caso, os desembargadores deveriam ter reconhecido e declarado, de imediato, a prescrição, mas, não o fizeram. A defesa então, sob a responsabilidade do advogado Aristides Junqueira, irá ingressar com o recurso de EMBARGO DE DECLARAÇÃO, para que o Tribunal reconheça e declare a prescrição. Caso necessite, caberá recurso também ao STJ.

Os Desembargadores também reformaram a sentença no que se refere ao direito de substituição da prisão pela pena alternativa. Na sentença do juiz federal de Marabá ele tinha negado essa possibilidade. No entanto, a prioridade agora é o reconhecimento da prescrição, pois, com essa medida, se colocará, definitivamente, um ponto final no processo.

As alterações na sentença, valem também para Raimundo Nonato Silva, à época dos fatos ele era coordenador regional da Fetagri Pará e foi condenado à mesma pena que José Batista.

A CPT de Marabá entende que essa vitória, mesmo que parcial, só foi possível graças ao empenho e a solidariedade de todos os parceiros que se manifestaram através de cartas, mensagens de e-mails, abaixo-assinados, orações, etc. exigindo o fim da condenação do companheiro Batista.

Fatos como esse reforça ainda mais a necessidade de fortalecermos nossa luta contra a criminalização dos movimentos sociais e em favor do direito dos camponeses.

Marabá, 21 de junho de 2011.
Equipe da CPT de Marabá.

domingo, 19 de junho de 2011

LICENCIATURA PLENA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO DA UFPA, CONVOCA!!!

Prezados, peço por favor que verifiquem a lista abaixo com os cinco
> nomes que estão sendo chamados para habilitação do preenchimento de
> vagas da LPEC, se conhecerem alguém, por favor, peço que informem,
> abraços,
> Haroldo.
>
> Relação dos Convocados em 2ª Chamada do
> Processo Seletivo Especial 2011-2, objeto do Edital nº 02 – COPERPS,
> de 03 de março de 2011
>
> MARABA - EDUCACAO DO CAMPO
>
> JONAS SOUZA BARREIRA
> ERIVAN BENTES DE SOUZA
> MARIA VANDERLEIA ROCHA SILVA
> PAULA REJANE SANTOS CORREA
> ELIENE BENTES DE SOUZA
> --
> Haroldo de Souza
> Colegiado de Licenciatura em Educação do Campo / Campus de Marabá
> (94) 9145-7737

Arte Cheque









Carta Aberta dos Movimentos Sociais do Campo

FETAGRI, MST, FETRAF: Carta Aberta a População de Marabá

Somos mais de 5 mil trabalhadores e trabalhadoras rurais, ligado à FETAGRI, MST e FETRAF dos vários municípios das regiões sul e sudeste do nosso Estado. Viemos de acampamentos e assentamentos e há mais de 30 dias estamos acampados em frente ao INCRA de Marabá, exigindo a vinda de autoridades do governo federal e do governo estadual para negociarmos nossa pauta.

Foi graças a nossa luta nas ultimas décadas que temos hoje na região 500 assentamentos onde estão morando e produzindo mais de 70 mil famílias de agricultores familiares. Um número de trabalhadores, quase duas vezes o tamanho da população da cidade de Marabá, espalhados na área rural de nossos municípios. Imaginem se toda essa população tivesse morando na periferia das cidades da região. O problema da pobreza e da violência seria ainda mais grave.

É o trabalho desses camponeses que faz chegar à mesa de grande parte da população das cidades do sul e sudeste, o arroz, o milho, a farinha, o feijão, o leite, o queijo, as hortaliças, o peixe, o cupuaçu, o maracujá, o açaí e muitos outros produtos. Nos latifúndios onde apenas o boi, criado para exportação, pisava e pastava e onde o trabalhador foi sempre explorado e escravizado, hoje temos milhares de famílias, plantações e muita produção. De acordo com o ultimo censo agropecuário do IBGE, a agricultura familiar é responsável pela maioria dos produtos que vão para a mesa dos brasileiros, ou seja, 34% do arroz, 70% do feijão, 46% do milho, 58% do leite, 59% dos suínos e 50% das aves, são produzidos pelos trabalhadores rurais.

Mesmo produzindo a maioria dos alimentos, ocupamos a menor parte das terras. Quase 50% das propriedades rurais no Brasil possuem menos de 10 hectares e ocupam apenas 2,36% das terras agricultáveis, por outro lado, menos de 1% das propriedades rurais no Brasil tem área acima de mil hectares, no entanto, ocupam 44% das terras agricultáveis. É muito terra nas mãos de poucos latifundiários que produzem apenas para exportação.

Queremos continuar no campo e produzir ainda mais, mas, para isso necessitamos de estradas para escoar a produção, de créditos para os projetos produtivos, de assessoria técnica para orientar o processo produtivo, de energia elétrica e do assentamento das famílias que estão nos acampamentos. É POR ESSA RAZÃO QUE ESTAMOS ACAMPADOS!

O governo se nega a atender nossas reivindicações. Há dinheiro para construir hidrelétricas, ferrovias, hidrovias, siderúrgicas, etc mas, dizem que não há recursos para a reforma agrária e a agricultura familiar. É tempo de prepararmos a terra para uma nova safra e não podemos voltar para nossos lotes de mãos vazias. Por isso continuaremos acampados.

Reconhecemos os transtornos causados à população de Marabá em razão das interdições da BR 230 (Transamazônica), mas, infelizmente, foi a alternativa que nos restou para chamar a atenção do poder público. Se duas manhãs de interrupção da pista causou tanta indignação, imaginem vocês, a situação de quem vive isolado ano após ano nos assentamentos rurais.

Nos últimos 10 anos, de acordo com o IBGE 4 milhões de pessoas deixaram o campo e migraram para as cidades. Maioria foi direto para a periferia, vivendo em situações precárias, sem saneamento básico, sem acesso à saúde e educação de qualidade e ainda convivendo com a violência, as drogas e a prostituição. A nossa luta é para que possamos continuar no campo.

Nos dirigimos à sociedade marabaense para pedir seu apoio e compreensão. É preciso unirmos as lutas dos trabalhadores do campo e da cidade. UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA DEPENDE DO ESFORÇO DE TODOS NÓS!

EXIGIMOS: Atendimento imediato de nossa pauta; Prisão e punição para pistoleiros e mandantes dos assassinatos de JOSÉ CLÁUDIO e MARIA e de outros trabalhadores; O fim da criminalização dos movimentos sociais.

Marabá, 17 de junho de 2011.

FETAGRI, MST e FETRAF.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Homenagem à Velcino!

Vi Velcino pela primeira vez num panfleto que achei no chão em frente ao Foto natal na antonio maia, ele era candidato a vereador nas eleições de 1988 pelo PMDB. Menino sempre leva papel pra casa, foi o que fiz. Mas tarde conheci como professor na escola Judith Gomes Leitão. Depois tive o prazer de conhecê-lo  como um sujeito extremamente humano, quando pela minha passagem na secretaria municipal  de saúde (SMS) no final da década de 90.
Entre outras situações sempre em eventos públicos acompanhava o profissionalismo da figura em que ele desempenhava. Mas infelizmente partiu muito cedo!
Vítima de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) que tirou-lhe a vida essa semana - que descanse em Paz!!!