terça-feira, 31 de maio de 2011

Maio detestante!


O PT protagonizou a sua insanidade política neste mês de maio, com suas tentativas de abafar o caso Pallouci, votando no Novo Código Florestal, recuando pro Bolsonaro e a bancada evangélica, sendo inoperante com os assasinatos de lideranças ambientais e com sua indeficácia governamental. O Dilmismo está mais perdida do que barata tonta......

Salame na blogsofera!

O deputado João Salame (PPS) acaba de embarcar na blogosfera.

Confira AQUI

VESTIBULINHO


Você estuda Engenharia na UFPA, mas sempre sonhou em fazer Medicina? Cursa Biologia, mas percebeu que gosta mesmo é de Cinema e Artes Visuais? Passou em Fisioterapia, porém descobriu que adora Direito? Essa pode ser sua oportunidade: começam nesta quarta-feira, dia 1º de junho, as inscrições para o Processo Seletivo à Mobilidade Acadêmica Interna 2011 (Mobim 2011) da Universidade Federal do Pará.

O concurso oferta 567 vagas na capital e outras 101 nos campi de Abaetetuba, Altamira, Bragança, Castanhal e Marabá, num total de 92 cursos diferentes;  dentre eles, Medicina, Direito, Jornalismo, Biotecnologia, Fisioterapia e Cinema e Artes Visuais. As inscrições começam dia 1º de junho e vão até as 20h do dia 14. O valor da taxa de inscrição é de quarenta e cinco reais e deverá ser pago até o dia 15 de junho.

Podem concorrer a uma vaga alunos vinculados aos cursos de graduação da UFPA ,que já tenham cursado, com aproveitamento, no mínimo 25% e não mais de 75% da carga horária das atividades curriculares previstas. Estudantes da UFPA que já tenham sido beneficiados com a Mobilidade Acadêmica Interna ou Externa não podem participar da seleção.

A prova está marcada para a manhã do dia 3 de julho e será composta por 40 questões de múltipla escolha envolvendo os conteúdos equivalentes ao primeiro ano dos cursos de graduação, conforme a área de conhecimento do curso pleiteado  que pode ser filiado às Ciências Exatas e da Terra, às Ciências da Vida e da Saúde, às Ciências das Humanidades I e II ou a área de Letras, Comunicação e Ciências das Artes. Os candidatos farão as avaliações nas localidades que indicarem no formulário de inscrição, que será disponibilizado no site do Centro de Processos Seletivos da UFPA (CEPS). O Conteúdo Programático para o Mobin 2011 está disponível no site www.ceps.ufpa.br.

Procurador: "Polícia do PA não tem condições de apurar mortes"

O procurador da República Tiago Rabelo, que atua em Marabá, avalia que os altos índices de violência no campo em especial na região sul do Pará se justificam pela falta de policiais e servidores responsáveis por investigar os crimes. "A Polícia Civil, hoje em dia, não tem pernas para apurar", comenta. "Nessa região, notadamente, os governantes compadecem com uma polícia pessimamente estruturada".
Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), 1.581 pessoas foram assassinadas no campo nos últimos 25 anos. E a maior parte dos crimes ocorre no Pará. Só em 2010, foram 18 casos no Estado dos 34 registrados em todo o País.
Na última semana, no Pará, foi assassinado o casal de líderes extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo. No sábado (28) assentado Herivelto Pereira dos Santos também foi morto na mesma região. A CPT afirma que o Ministério Público tinha sido informado de que José Cláudio e Maria eram ameaçados, o que Rabelo nega. Ele rebate a dificuldade de ação dos procuradores também com a falta de pessoal.
- A CPT tem razão em evidenciar a propalada impunidade, que de fato existe, mas o Ministério Público Federal não pode invadir a atribuição de outros órgãos, é bom que fique claro - justifica.
Em seguida, aponta que até mesmo os órgãos federais não dão conta das demandas. Rabelo, que é membro da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo e atua em Marabá há mais de dois anos, avalia que muitos servidores se negam a trabalhar na região.
- No Sul e Sudeste do Pará são 38 municípios para apenas dois procuradores da República e nove delegados da Polícia Federal... Ouve-se muito que a Amazônia Legal é prioridade, mas se fosse prioridade mesmo não seria assim. A realidade aqui é de extrema carência de pessoal e de equipamento.

Fonte: Terra Magazine / Dayanne Sousa
http://www.abong.org.br/noticias.php?id=3847

Resultado do Concurso da Prefeitura de Marabá



Clic AQUI

Policia do Jatene nega relação de assassinatos em Nova Ipixuna!

"Não há qualquer relação entre as mortes do casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro Silva e Maria do Espírito Santo Silva e a do agricultor Eremilton Pereira dos Santos, em Nova Ipixuna”, afirmou o delegado geral adjunto da Polícia Civil, Rilmar Firmino de Sousa, na entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (30), na sede da Superintendência Regional do Sudeste Paraense, no município de Marabá.



Leia discurso da Senadora Marinor Brito - AQUI

Senadores debatem estratégias de mudanças no novo código florestal

Comprometidos com a defesa das florestas, uma frente composta por vários parlamentares e organizações sociais se reuniu hoje, dia 31, com o objetivo de discutir estratégias para tentar impedir que o projeto de novo código florestal - aprovado recentemente na Câmara dos Deputados - passe também no Senado Federal.

No momento, a senadora Marinor Brito (PSOL/ PA) frisou a necessidade de promover audiências públicas que permitam que os vários setores estejam representados e contribuam com a mobilização da sociedade. Nesse sentido, a senadora já apresentou requerimentos às comissões de Educação e Direitos Humanos, no sentido de convocar as audiências. Segundo Marinor, o projeto de novo código florestal facilita a vida dos que historicamente vem desmatando as florestas no país.

Participaram a ex-ministra de Meio Ambiente, Marina Silva; os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL/ AP), Marinor Brito (PSOL/ PA), Pedro Taques (PDT/ AM), Cristovam Buarque (PDT/ DF), Paulo Davim (PV/ RN), Walter Pinheiro (PT/ BA), Lindbergh Farias (PT/ RJ), Anibal Diniz (PT/ AC) e Jorge Viana (PT-AC). Além disso, os deputados Chico Alencar (PSOL/ RJ), Rodrigo Rollemberg (PSB/ DF) e José Sarney (PV/ MA).
Blog do Mandato da Senadora Marinor Brito

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Povos Indígenas terão turma específica no CRMB



O II Seminário dos Povos Indígenas do Campus Rural de Marabá, realizado no período de 24 a 28 de maio superou as expectativas da coordenação do curso Técnico em Agroecologia. Os sete povos indígenas reunidos no seminário definiram e pactuaram as diretrizes de funcionamento do curso, o processo seletivo e o calendário Tempo Escola e Tempo Aldeia.
Ficou ainda definido o início do curso para o mês de agosto, sendo que um termo de cooperação será assinado pela FUNAI e IFPA/CRMb para consolidar a proposta do curso.

POESIA DE PROTESTO

A MORTE DE ZÉ CLÁUDIO E MARIA DO ESPÍRITO SANTO – NOVA IPIXUNA PARÁ

O GRITO
Façamos um voto de silêncio, ou soltemos um grito, de pavor, de medo, de revolta, de impotência.
A violência continua.
Quem na vida fala com a morte se cala, é mais um na vala e cresce na escala dos mortos na terra sem lei...
Já tombaram tanto entre protesto e prantos nada acontece, a terra padece – e o sonho apodrece!!!
A quem recorrer? Ou será melhor correr? Ou morrer?
Dá um nó na garganta e se não adianta, pra quê reclamar?
Por tantos nomes, de mulher e homens que morreram na guerra pela paz na terra. Façamos um voto de silêncio ou soltemos um grito que ecoe no infinito, quem sabe a justiça deixe de ser cega e veja, morte, dor, impunidade e a injustiça..

Kennya Silva (Xinguara-PA)

PSOL solidariza!

Por causa da Tua palavra
Por causa da libertação
Por causa de um pouco de terra
Por uma fatia de pão
Mataram mais um irmão
Por causa de um mundo mais justo
Por causa de tanta opressão
Por causa de coisas que disse
Por ter defendido os irmãos
Mataram mais um irmão
(Padre Zezinho)
Mataram mais um irmão, mataram mais uma irmã. O latifúndio com a clave da impunidade, sustentada pelo Estado omisso,  não hesita  em impor pela mais vil violência sua vontade. Quantas mortes ele causará, antes que ele possa ouvir as pessoas chorarem? Aguardaremos a resposta do vento?
A inoperância do Estado diante de tanta violência, diante de pedidos de proteção negado, diante dos olhos fechados da justiça para o cidadão que não ostenta riquezas materiais e a ânsia de devastar vida por dinheiro resultou na morte de dois irmãos. Representantes do Estado omisso tem manchas de sangue em suas mãos. Quantas mortes ele causará, antes que ela possa ouvir as pessoas chorarem?
Ao mesmo tempo que esses irmãos eram mortos homens de colarinho branco aprovavam o Novo Código Florestal com nocivas emendas, atirando, simbolicamente nos anseios de todos que desejam uma Amazônia, um Brasil, um planeta sustentável.
O mandato da Senadora Marinor Brito se solidariza com a família do Zé da Castanha e sua esposa, Maria do Espírito Santo da Silva, bem como com a causa que defendem. Junto com outros órgãos preocupados com a questão ambiental e a justeza da distribuição da terra disponibilizamos nosso mandato para que esse crime não amplie mais uma vez as estatísticas de impunidade na região, tão comum desde os tempos mais remotos, sobretudo nos crimes que envolvem  questões agrárias e ambientais.

Xinguara: Greve irresponsável??????

Sobre o movimento grevistico que acontece em Xinguara, a atual secretaria de educação foi ao rádio e disse:
EDNA VERÔNICA. “Quero deixar claro que eu e DAVI quando éramos educadores nunca fazíamos greves irresponsáveis, da forma que este pessoal está fazendo. É uma greve que não tem fundamentação lógica. Com a comparação da hora de atividade que o SINTEPP pediu nós mostramos que eles iriam perder com a lei municipal, aprovaram na câmara, agora estão tentando retroagir”.

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O "kit massacre"

 Plinio Arruda Sampaio -

O governo federal criou, anos atrás, um "kit" de providências destinadas a administrar as crises provocadas por massacres de posseiros, sem-terra, seringueiros e indígenas -ocorrências freqüentes nos "grotões" do país. O "kit massacre" inclui: declarações indignadas do presidente e seus ministros; presença dos ministros da área no local do incidente (se possível acompanhando o enterro); promessa de punição "implacável" aos criminosos; prisão de três ou quatro suspeitos (logo soltos por falta de provas); e anúncio de "factóides" destinados a dar à opinião pública a impressão de que o governo está agindo energicamente.
A vida média de um "kit massacre" é de 15 a 20 dias. Depois disso, a matéria sai das páginas nobres dos grandes jornais e, em conseqüência, o "kit" é engavetado até o massacre seguinte. O governo Lula herdou essa metodologia e a está aplicando à risca.
O "kit" da irmã Dorothy, por exemplo, já está quase completo. Já teve declarações pungentes, viagem de ministros, semblantes de circunstância, prisão de suspeitos. Nesta semana surgiu o "pacote de factóides".
A "pièce de force" do "pacote" é a criação de cinco reservas florestais na região amazônica, abrangendo uma área de cerca de 8 milhões de km2, uma extensão comparável à área agrícola do Chile! Por que se trata de um factóide?
Porque não há qualquer condição de impedir a invasão dessas reservas sem que, ao mesmo tempo, se desenvolva um efetivo processo de reforma agrária. Isoladas, elas serão invadidas pelos mesmos grileiros e madeireiros que assassinaram a irmã Dorothy. Basta lembrar que reserva 25 vezes menor -a do Pontal do Paranapanema, no Estado de São Paulo- foi reduzida a menos de 10% de sua área original em poucos anos.
Quem é ingênuo a ponto de acreditar que o governo federal vai fiscalizar área tão grande, sabendo-se que, em junho do ano passado, irmã Dorothy pedia em carta ao ministro da Justiça o envio de R$ 1.000 (isso mesmo: mil reais!) à Polícia Federal para comprar óleo diesel, a fim de que o veículo da delegacia de Anapu pudesse ir atrás dos pistoleiros?
A opinião pública precisa saber que esses factóides não passam de cortina de fumaça para esconder falta de coragem das mais altas autoridades da República em tomar as providências que podem, de fato, evitar massacres de pessoas no meio rural.
Há menos de dois meses, quando pistoleiros mataram cinco trabalhadores rurais sem terra em Felisburgo (MG), uma comissão reunindo OAB, CNBB, ABI, CPT, Abra e dezenas de outras entidades realizou uma "romaria cívica" pelos gabinetes dessas altas autoridades, pedindo, a cada uma delas, apenas uma providência -e uma providência de sua exclusiva competência.
Ao presidente Lula, que não recebeu a comissão, entregou-se um documento pedindo a publicação de um decreto com atualização dos índices técnicos de aferição da produtividade dos imóveis rurais. Os índices vigentes são de 1975, e é óbvio que desde então a produtividade média dos imóveis rurais aumentou substancialmente. A atualização foi feita, separadamente, por equipes da Unicamp e da Embrapa, que chegaram a cifras coincidentes. Só falta publicar o decreto, e isso depende unicamente do presidente da República. Se for publicado, agilizará a desapropriação de terras.
Ao senador José Sarney e ao deputado João Paulo, então presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, pediu-se a aceleração dos trâmites de um projeto de lei que determina a imissão imediata do Incra na posse dos imóveis desapropriados, resolvendo-se, pela via da compensação financeira, eventuais reclamações dos interessados. Não há outra maneira de evitar que milhares de famílias fiquem acampadas durante meses e até anos em terras ocupadas ou nas margens de estradas, à mercê das agressões dos jagunços.
Ao ministro Nelson Jobim, presidente do Supremo Tribunal Federal, que também não recebeu a comissão, solicitou-se algo ainda mais simples: reunir os presidentes de Tribunais de Justiça estaduais e federais, para sugerir meios de acelerar as ações de terras.
Nenhuma das autoridades visitadas dignou-se sequer a dar uma resposta às entidades que os procuraram, civilizadamente, no exercício de um direito consagrado na Constituição da República.
Esta semana, as mesmas entidades e mais dezenas de outras entidades que se juntaram à "romaria cívica" irão novamente peregrinar pelos altos gabinetes com as mesmas demandas, pois só elas, segundo a experiência dos técnicos e funcionários que lidam com a matéria, podem solucionar o problema. A dificuldade decorre do veto do latifúndio e do agronegócio às medidas eficazes. Os factóides, entretanto, exigem apenas um bom dispositivo de propaganda.
Plinio Arruda Sampaio, 74, advogado e economista, é presidente da Abra (Associação Brasileira de Reforma Agrária). Foi deputado federal pelo PT-SP (1985-91) e consultor da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação).
Fonte: Jornal Folha de São Paulo de 23/02/05.

MAIS UM ASSASSINADO!

TRABALHADOR É ENCONTRADO MORTO NO MESMO ASSENTAMENTO DE JOSÉ CLÁUDIO E MARIA DO ESPÍRITO SANTO EM NOVA IPIXUNA.

                Foi encontrado ontem, por volta das 11 horas, o corpo do trabalhador HERENILTON PEREIRA DOS SANTOS, que estava desaparecido desde quinta-feira no interior do projeto de Assentamento Praia Alta Piranheira, localizado no município de Nova Ipixuna. O corpo foi encontrado por um grupo de assentados a 50 metros de uma das estradas vicinais, distante 7 km do local onde José Cláudio e Maria foram assassinados.
                Na terça-feira, dia do assassinato de José Cláudio e Maria, Herenilton e um cunhado seu, encontravam-se trabalhando em sua roça às margens de uma estrada vicinal a uns 5 km do local onde o casal de extrativistas foi assassinado por volta das 8 horas da manhã. Já por volta de 8:40h os dois presenciaram a passagem, a poucos metros deles, de dois homens em uma moto, modelo Bros de cor vermelha, vestidos de jaqueta e portando capacetes. Um deles, carregava uma bolsa comprida no colo. As descrições da moto, e dos dois motoqueiros, coincidem com informações prestadas à polícia por testemunhas que presenciaram a entrada, no assentamento, de dois pistoleiros horas antes do crime naquela manha de terça-feira.
                Ainda segundo o relato do trabalhador que estava ao lado de Herenilton, uns 100 metros à frente, os supostos pistoleiros pararam a moto e um deles abordou um trabalhador que se encontrava no local e pediu informações de como chegar ao porto do Barroso. O porto é uma das saídas do assentamento em direção ao município de Itupiranga, trafegando pelo lago da hidrelétrica de Tucuruí. Informados os dois seguiram viajem.
                Na quinta feira, Herenilton saiu de casa para ir ao mesmo porto comprar peixe como sempre fazia e não mais voltou. O corpo dele foi encontrado ontem dentro do mato, antes de chegar ao porto. A polícia, acompanhada de peritos do IML, esteve no local e fez a remoção do corpo para Marabá. O agricultor tinha 25 anos, era pai de 4 filhos e vivia no assentamento desde criança. Era muito conhecido e, de acordo familiares e vizinhos, não tinha envolvimento com atos ilícitos ou desentendimentos com qualquer pessoa.
                Até o momento não podemos afirmar que o caso tenha relação com a morte de José Cláudio e Maria, mas também não podemos descartar essa hipótese. A polícia precisa esclarecer as causas do crime. O assassinato é prova de que a polícia, depois de 5 dias das mortes dos extrativistas, sequer tinha investigado as principais rotas de fugas do assentamento que os pistoleiros possam ter usado para fugirem após cometerem os crimes. Como explicar que um assassinato, com características de pistolagem, ocorra dois dias depois e nas proximidades do local onde os extrativistas foram mortos com todo o aparato das polícias civil e federal, “vasculhando a região” conforme anunciam?
                                                                                              Marabá, 29 de maio de 2011.
                                                                                                                                             Comissão Pastoral da Terra – CPT da diocese de Marabá.

Marias e Josés por uma Amazônia Des-Humanizada



Quem é Maria e quem é José, estampados nos meios de comunicação desta semana, como mais duas vítimas da violência nos campos da Amazônia?

Quem  são e serão as tantas outras Marias e Josés que não morrem pelas mãos ou pela “ordem” do poder do capital, porque se rendem a esse poder e trocam suas terras, seus corpos e suas almas por nada e vão para as margens das grandes cidades tentar sobreviver e se adaptar à sedutora  esquizofrênica dança do consumo e do des-envolvimento?

Neste Séc XXI, vivemos no limiar entre uma Pan-Amazônia “gigante pela própria natureza “ - que inclui povos e culturas; como diz o hino nacional; e um território-alvo de mortes anunciadas – de pessoas, de culturas,.de ecossistemas.

Um cenário de guerra fria que em síntese, envolve política e relação integral com a vida, num ambiente aparentemente pacífico, mas exibe no palco sem censura, um futuro irreverssivelmente catastrófico, agora!

Como revelar, reconhecer e fortalecer  mais, muito mais Marias e Josés,no campo e também na cidade? Pessoas que dissolvem naturalmente as fronteiras entre Natureza/Cultura, Razão/ Imaginação, e são verdadeiros guardiões e guardiãs dessas terras? Como estimular  sujeitos no processo de consciência de si – de “iguais na diferença?

A falta de comprometimento com o próprio ambiente, com os valores e saberes ancestrais em diálogo com o conhecimento científico, com as artes – linguagens humanas, apontam para um abismo existente entre os povos originários e tradicionais e a educação formal, não formal e organizações governamentais e não governamentais, com raras exceções..

A sociedade gera problemas para si mesma e se vê obrigada diante do inquietante confronto   com a autodestruição. Uma crise do ser no mundo, que se manifesta em toda sua plenitude nas dimensões intima e publica, cada vez que acontecem fatos como os de Maria e José, assassinados há dois dias em Nova Ipixuna/PA,

A essência dessa crise ambiental, cultural, educacional e política atual é a incerteza, com a necessidade de redefinir padrões do pensar - fazer – ser - conviver; de desenvolver práticas educativas pautadas por um paradigma, que aponte para ambientes pedagógicos e atitudes reflexivas em torno de uma problemática que envolve ambiente, cultura, educação,  comunicação, política e espiritualidade, não separadas mas em diálogo e conexão entre si.

Em tempos de megabytes, de informação bombando mentes e corações à velocidade da luz, a educação pelas linguagens humanas assume cada vez mais uma função transformadora, por meio da qual o educador e a educadora também são comunicadores, capazes de gerar informação humanizada, mediar conflitos e criar propostas pedagógicas interativas e dialógicas, focadas em comportamentos, atitudes, afirmação de valores humanos, desenvolvimento de competências e revelação de talentos inerentes à sustentabilidade e à livre comunicação entre as ciências sociais e exatas.

O luto e a indignação  por José Cláudio e Maria do Espírito Santo, podem se tornar o impulso necessário, para a reeducação do olhar, do sentimento e da ação na e para a Amazônia, a Pan-Amazônia e o planeta, que para José e Maria, sempre começava no quintal de casa.

Belém - Pará - Amazônia - Brasil, 26 de Maio de 2011

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* Déa S Melo é Jornalista - Comunicadora Social - Arteducadora.

Eles não vão nos calar!



Ainda um pouco atrasado o Contraponto & Reflexão através de seu poster manifesta toda indignação contra os assassinatos ocorridos na semana em que o novo Código Florestal foi aprovado.

José Claúdio Vive!!!! Dona Maria Vive!!!



Ao secretário de educação Nilson Pinto

CARTA ABERTA AO SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DO PARÁ

Senhor Nilson Pinto,

Sou pedagogo, pós-graduando da UFPA em Educação Ambiental, Cidadania e Desenvolvimento Regional, Professor da Rede Municipal de Ensino de Parauapebas e Técnico em Educação da SEDUC, lotado no município de Parauapebas, na Escola Estadual João Prudêncio de Brito.
Por meio desta carta espero contar com o apoio de V.Exª. para intervir no município de Parauapebas no sentido de garantir a democratização e a qualidade do ensino nas escolas públicas estaduais.
Como deve ser de vosso conhecimento, a luta pela democratização e a qualidade da escola pública não é de agora e muito menos mérito de um partido ou de um governo. Trata-se de uma luta histórica, travada pela sociedade civil organizada, nos diversos movimentos sociais, populares, sindicais e estudantis de nosso país.
 As políticas públicas educacionais precisam ser pautadas pela ampliação e organização do financiamento da educação, universalização do ensino, valorização e formação dos trabalhadores da educação, gestão democrática do ensino e pela educação com qualidade e compromisso social.
A democratização da educação é um meio para superar os dados negativos da escola pública. Está comprovado que as escolas que saem bem são as que têm um projeto político-pedagógico em consonância com os professores, alunos e a comunidade.
Esta medida deve está casada com uma outra que é a escolha das direções escolares, através de eleições e com critérios pré definidos. A gestão escolar não dá para ser qualquer pessoa. As indicações políticas têm que acabar! De acordo uma pesquisa recente da Revista Nova Escola, quase 100% das escolas que apresentam um bom rendimento estão associadas a uma boa gestão democrática.
Compreendemos que a gestão democrática não se limita ao processo de escolha eletiva dos diretores escolares, todavia esse é o primeiro passo do processo democrático. A democratização da educação perpassa também pelo acesso, permanência, sucesso e exercício democrático no espaço escolar.
Em Parauapebas esses princípios relacionados ao acesso, permanência, sucesso e exercício democrático do espaço escolar, vem sendo prejudicado pela falta de coerência política, profissionalismo e compromisso social por parte de alguns profissionais.
A cultura que está prevalecendo na educação estadual do município é a cultura da improdutividade e da irresponsabilidade, provocada pelas ações negativas de uma parte dos profissionais que se acham no direito de fazer o que querem nas escolas estaduais. Dão aula quando querem e avaliam os alunos da forma que lhe convém, sem levar em conta a proposta pedagógica da escola e as orientações da política estadual de educação.
Por um outro lado, os alunos também colaboram para que isso aconteça quando não levam a sério a aprendizagem e se preocupam apenas em se certificarem no ensino médio. Por isso não cobram dos professores que faltam, pois já sabem que esses lhe darão uma nota no final de cada bimestre.
Vale ressaltar que essa não é uma realidade isolada da escola onde estou lotado. Essa realidade funciona num sistema de rede no município.
Diante disso, enquanto Técnico em Educação, sinto-me também improdutivo e impotente para garantir o cumprimento daquilo que planejo com os professores que tem compromisso social com a escola pública. Sobretudo porque as condições estruturais da escola também não contribuem para o sucesso do trabalho: “não temos funcionários na secretaria para garantir a vida escolar dos alunos em dias, falta-nos laboratório de informática e serventes para manter as salas limpas e organizadas. Nem prédio próprio temos para trabalhar!”.
Enquanto tudo isso acontece, percebo que a preocupação de quem representa a SEDUC no município é outra. Na Escola Estadual João Prudêncio, por exemplo, a Diretora Sede da Escola Estadual Eduardo Angelim, tentou usurpar a gestão da escola João Prudêncio, impondo pessoas que não se enquadram técnica e nem moralmente para fazer parte de uma gestão escolar. Vale ressaltar que mesmo a decisão sendo revista pela SEDUC ela ainda manteve como Vice Diretor da escola um professor de Química, que não tem nenhuma habilitação em gestão escolar e que se enquadra nas observações negativas relatadas acima.
Outra observação que faço é com relação ao papel dos Técnicos em Educação (dos pedagogos) nas escolas estaduais. Já que no Estado faltam professores qualificados na sala de aula, porque não dá oportunidade para os Técnicos em Educação na gestão das escolas, visto que já fazem isso na prática, quando os “diretores professores” estão na sala de aula? E a resolução do Conselho Estadual de Educação, nº 001 de 05 de Janeiro de 2010, não vale como regulamentação e consolidação das normas estaduais de educação, inclusive no que se refere à nomeação de diretores e vices diretores de escolas? E a LDBEN até aonde é respeitada?
 Precisamos convencer-nos, uma vez por todas, que a educação não é mais política isolada de governo. Trata-se agora de Política de Estado, garantida nos Planos Nacional e Estadual de Educação. Portanto, cabe a este governo, eleito democraticamente pelo povo, respeitar a democracia das escolas e primar pela coerência política e profissional dos servidores públicos. Os interesses da sociedade devem está acima dos interesses partidários!
Concluo esta carta na esperança de ser ouvido e atendido por V.Exa, pois não podemos enquanto gestor público passar por cima daquilo que não é justo, simplesmente porque quem cometeu a injustiça faz parte do meu grupo político. A educação do século XXI não pode repetir os mesmos erros do século passado.
Parauapebas – Pará, 23 de maio de 2011.
Raimundo Pereira Moura Martins
Técnico em Educação – SEDUC Mat. 57209626/1

domingo, 22 de maio de 2011

REFEIÇÃO ESCOLARW?

 Alunos da zona rural estão sem merenda escolar (opa!!! Refeição como diz o malino...) desde o início do mês, já tem escola que libera os aluno as nove e meia da manhã. Este completo descaso foi acompanhado por este poster, em Brejo do Meio, Vila Trndade e Capistrano de Abreu.

Na Câmara Municipal apenas os vereadores Vanda Américo (PV), Edivaldo Santos (PPS) e Toinha do PT, lutam para apurar o escândalo da merenda escolar, enquanto a vereadora evangélica  e educadora Irismar Sampaio (PR) não se posiciona afavor da educação, permanece apoiando o desgoverno do prefeito MAUrino Magalhães (PR).

Fonte: Blog Resto Iceberg


Enquanto isso, todos perguntam cadê a Refeição Escolar???????????????

A semana vista pelo blog

1- Ameaça de criação de uma CPI para inverstigar os desmandos da terceirização da merenda Escolar em Marabá foi colocada em pauta por vereadores que fazem oposição ao prefeito MAUrino Magalhães (PR);

2- O lixo continua tomando conta das ruas da cidade e a empresa terceirizada não consegue cumprir com a meta de limpeza. O contrato milionário é Um milhão e oitocentos mil por mês;

3- Obras da duplicação da Transamazônbica reiniciaram de forma lenta, lentamente lenta. Este ano faz dois anos que iniciaram e até agora apenas a ponte foi construída;

4- Ministério Público exige fim dos contratos com a Leão (limpeza Pública) e com a locação dos veículos da câmara de Marabá;

5- Câmara anuncia concurso público para novembro, sendo apenas 27 vagas;

6- Coordenação do Curso Técnico em Agropecuária do CRMB entrega os cargos depois de muita pressão da direção geral. O bicho vai pegar!!!!

7- E o tempo mudou....verão!!!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Indicado!

Carajás em debate! (4)

O Pará não se divide - Para Edmilson, criar novos Estados não é a solução


Defensor dos interesses do povo paraense, o deputado estadual Edmilson Rodrigues, mais uma vez, assumiu a tribuna para se posicionar contrário à divisão do Pará em três estados pequenos: Pará, Tapajós e Carajás. "Quem é ele? Que interesses estão por trás da proposta dele?", disse o líder do PSol, criticando o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que é autor de um dos projetos de decreto legislativo que autorizam a realização de plebiscito sobre a divisão do Pará e a criação dos estados de Tapajós e Carajás.
Para Edmilson, o problema de falta de políticas públicas e abandono das regiões do Tapajós e Carajás não será resolvida com a divisão do Estado. "Esse é um problema de falta de uma política que pense o desenvolvimento do Pará de uma outra forma porque o que o povo quer é ter acesso a políticas públicas que melhorem suas vidas. E a solução para isso não é a divisão do Estado. Isso é um problema e que vai beneficiar apenas os grandes capitais, não o povo", destacou Edmilson.
Segundo enfatizou Edmilson, a divisão do Pará só agravará ainda mais a miséria, exclusão social e questões como desmatamento e trabalho escravo, pois o modelo de desenvolvimento pensado para os novos estados baseia-se em benefícios voltado apenas para o setor produtivo, como o mineral e o agronegócio. No entanto, mesmo crítico à divisão do Estado, o deputado é favorável à realização de plebiscito para que todo o povo paraense dê sua opinião sobre o assunto

Carajás em debate! (3)

Plebiscito em todo o estado!

No caso de realização do plebiscito que pode desmembrar o Pará para o surgimento de outros dois novos estados - Carajás e Tapajós -, toda a população paraense poderá se pronunciar a respeito do assunto durante o referendo. Isso porque, por unanimidade, o colegiado da Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou ontem uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que acaba com a dúvida que existe quanto a interpretação da Constituição Federal sobre o tema.


Pelo artigo 18, parágrafo quatro da Constituição Federal, o termo para definir a abrangência da consulta está definido como 'população diretamente interessada'. O mesmo artigo também trata da fusão, incorporação e criação de novos municípios, e para esse caso, a legislação define que será consultada toda a população do município. Estas designações são consideradas imprecisas por especialistas e poderia dar margem a interpretações divergentes, como a que apenas a população das regiões do Carajás e do Tapajós, que buscam ser desmembradas, deveriam ser ouvidas. Pela emenda à Constituição aprovada pela CCJ, o impasse acaba e fica regulamentado que todos os cidadãos do Estado mencionado devem ser consultados através do plebiscito.


O relator da PEC, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), deu voto favorável à proposta e afirmou durante seu voto que a PEC é fundamental para se eliminar qualquer dúvida sobre os brasileiros que deveriam necessariamente ser ouvidos em um plebiscito do gênero. Agora, se a matéria não receber mais emendas, ela segue para análise da Câmara dos Deputados.

Fonte: O Liberal

Povos Indígenas no Campus Rural de Marabá!

SEMINÁRIO IFPA/CRMB E POVOS INDÍGENAS: Curso Técnico Integrado em Agroecologia


A elaboração da proposta do Plano de Curso do Componente Indígena do CRMB é pautada fundamentalmente no PPP do CRMB, resultante do debate sobre Educação do Campo no Sul e Sudeste do Pará e, na realidade de produção e gestão dos bens natural, cultura e economia dos sete povos indígenas da região público-alvo do curso. Sendo uma proposta construída na garantia de uma educação escolar indígena específica e diferenciada, reconhecendo como sujeitos, os demandantes da política educacional do Campus
Rural de Marabá.

Conforme o PPP do CRMB, a realização do II Seminário do CRMB e Povos Indígenas, representa a culminância de ações desenvolvidas pelo Campus e parceiros nos últimos dois anos de construção dialógica com os povos indígenas, visando construir de forma participativa a proposta do Curso Técnico em Agroecologia fundamentado na realidade dos povos indígenas do sudeste paraense. O II Seminário também visa responder as demandas mais específicas, que subsidiem a implantação do Curso, como a retomada de temáticas de estudos e debates junto aos povos que participaram inicialmente da elaboração do ementário do curso; definição de critérios para a seleção dos educandos que vão constituir a primeira turma e; regimento interno do curso, entre outras demandas mais práticas para o início do curso.

Unesco anuncia financiamento a projetos sobre diversidade cultural

Até o dia 15 de junho, quem tiver projetos e programas com foco na diversidade cultural poderá inscrevê-los no edital recém-aberto do Fundo Internacional para a Diversidade Cultural, com valor máximo de financiamento de US$ 100 mil.
Em sua segunda edição, o Fundo foi criado pela Unesco em 2005, como parte de sua Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, composta e subsidiada por 116 países. Seus objetivos são apoiar países em desenvolvimento em seus esforços de implementar e fortalecer estruturas institucionais, políticas, capacidades e indústrias culturais; além de ajudar na preservação de expressões culturais em vias de extinção e de gerar oportunidades para o surgimento de novas atividades no setor.
A seleção dos projetos é realizada por um comitê intergovernamental, formado por especialistas na área, que encaminha as propostas ao Fundo. Em 2010, foram financiados 20 projetos africanos e nove americanos.
Para participar, os proponentes devem enviar seus projetos para a pré-seleção da Divisão de Assuntos Multilaterais Culturais do Ministério das Relações Exteriores – DAMC/MRE (Palácio do Itamaraty, Esplanada dos Ministérios, Bloco H, Brasília -DF, Brasil, CEP: 70.170-900). O formulário de pedidos de financiamento deve ser escrito em francês ou inglês. Informações pelos e-mails DAMC@itamaraty.gov.br e giselle.dupin@cultura.gov.br.

CONCURSO DA CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ

Deu no blog do Laércio Ribeiro
 
O mais tardar até o mês de novembro, a Câmara Municipal de Marabá deverá estar com a situação de todos os seus servidores temporários devidamente regularizada. Este foi o prazo dado esta semana pelo Ministério Público Estadual (MPE), reformulando o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pelo Legislativo ainda na legislatura passada.
Ainda em 2009, quando a vereadora Júlia Rosa (PDT) era presidente da Câmara, o MP, através da 1ª Promotoria de Justiça Cível, exigiu dela a adoção de medidas urgentes, inclusive a imediata realização de concurso público, para que a situação dos temporários fosse regularizada.
Na época, foi estabelecido em TAC que o Legislativo teria até fevereiro do ano seguinte para publicar o edital do processo seletivo.
Por conta do envolvimento com a mudança e organização da nova sede da Câmara, a Mesa Diretora acabou não conseguindo realizar o certame.
Esta semana, o vereador Nagib Mutran Neto (PMDB), presidente do Legislativo, foi chamado pelo MPE para dar explicações sobre o não cumprimento do TAC. Depois de um bom tempo de conversa, ele conseguiu convencer os promotores a conceder-lhe mais seis meses, para a regularização da situação dos servidores temporários.
“Já apresentamos ao Ministério Público o cronograma de execução do concurso e vamos dar os encaminhamentos devidos e adotar todas as medidas necessárias para que ele seja cumprido”, asseverou o vereador.
Conforme o que consta do cronograma, a licitação para a contratação da instituição de ensino superior que vai realizar o processo seletivo vai acontecer já no mês que vem. Entre 15 e 19 de agosto será publicado no Diário Oficial do Estado o edital do certame, ficando 30 de outubro como data provável da aplicação das provas. Caso não haja nenhum contratempo, o resultado será divulgado em 30 de novembro e os aprovados começarão a ser chamados a partir de 20 de dezembro.
Nagib não soube informar qual é o número exato de servidores temporários lotados no Poder Legislativo, mas adiantou que a sua intenção é efetivar, através do concurso, apenas o estritamente necessário. “A Casa vai funcionar bastante enxuta. Nossa previsão é de 27 vagas no concurso. Ou seja, se a prova fosse hoje, esta seria a nossa necessidade de efetivos”, afirmou o presidente da Câmara, ressaltando que, até agosto, quando deverá ser publicado o edital, pode ser que haja alguma mudança nesse número, que não inclui os assessores parlamentares, cargo de confiança de cada um dos vereadores.

Comissionados – Além da realização do concurso público, a Câmara deverá atender outras exigências do Ministério Público Estadual, com relação à sua folha de pagamento. Conforme o que foi acordado em TAC, o Legislativo deve se adequar, destinando o percentual mínimo de 20% dos cargos em comissão para servidores do quadro efetivo.
O MP também exige que, após o concurso público, todos os temporários sejam imediatamente dispensados e não mais seja contratado nenhum outro, “sem base em hipótese expressamente prevista em lei municipal específica”. Mesmo em situação de extrema urgência, a contratação deverá sujeitar-se à realização de processo seletivo simplificado, de ampla divulgação.

PSOL representa contra Jair Bolsonaro no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) protocolou representação contra o deputado Jair Bolsonaro no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados por quebra de decoro parlamentar. A senadora Marinor Brito foi ofendida moralmente, na sua atividade parlamentar em mais uma cena intolerância, preconceito racial e homofobia e protagonizada pelo deputado.
“Todos devem ser respeitados. E eu fui desrespeitada por aquele deputado, que me causou constrangimento perante dezenas de pessoas”, explicou Marinor Brito.  A senadora se refere ao fato que ao final da reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado, quando se votava o Projeto de Lei 122/2006, que criminaliza a homofobia, Bolsonaro a ofendeu ao dizer, entre outras citações, que ela era “heterofóbica”. Marinor informou que entrará com ação penal contra Bolsonaro por danos morais e injúria, com pedido de reparação e penalização criminal e civil.
Para o líder do PSOL, deputado Chico Alencar, Bolsonaro ofende a sociedade ao propagar o preconceito e a violência contra a comunidade LGBT e divulgar um folheto com nove mentiras sobre o plano nacional de cidadania LGBT. “Liberdade de opinião não pode ser confundida com liberdade de agressão”.
O presidente do Partido, Afrânio Boppré, disse ainda que o PSOL luta e combate todo tipo de preconceito, principalmente em defesa das minorias. Ele informou que, segundo o presidente do Conselho, José Carlos Araújo, existem outros oito processos contra Bolsonaro tramitando na Casa.
Além da militância e da senadora Marinor Brito, o deputado Chico Alencar e de Afrânio Boppré, também estavam presentes à entrega o senador Randolfe Rodrigues e os deputados Ivan Valente e Jean Wyllys

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Revista sobre a Amazônia – discentes de jornalismo da UNAMA lançam publicação sobre Jornalismo Científico

Temáticas amazônicas configuram o DNA da publicação eletrônica Ensaio – Amazônia: Ciência e Meio Ambiente. Sete artigos produzidos por 15 discentes do 8º período do Curso de Comunicação, habilitação em Jornalismo da Universidade da Amazônia (UNAMA) dão corpo à revista. A iniciativa é uma atividade da disciplina Jornalismo Científico e Ambiental, ministrada pelo docente Rogério Almeida.

A capa é uma gentileza da artista mineira Juliana Borges, responsável pelo blog http://peledaterra.blogspot.com/. Borges tem produzido uma série de cartoons sobre questões que afetam a Amazõnia, em particular os grandes projetos. 

A mesma tem como objetivo, muita além de avaliação formal, motivar os alunos para a produção acadêmica. O horizonte é a participação dos autores no encontro nacional sobre a temática, agendado para ocorrer no segundo semestre deste ano em Belém.

A empreitada que durou cerca de dois meses consistiu em dois passos.  O primeiro numa revisão de artigos dos pesquisadores Wilson da Costa Bueno, Anelise Rubleski, Fabíola de Oliveira e do jornalista Marcelo Leite. O segundo passo residiu na escolha do tema a ser abordado, levantamento de informação e a produção do artigo. Além dos autores acima, outras fontes foram usadas.Alguns trabalhos estão bem encaminhados, outros ainda carecem de uma carpintaria. Mas, o passo inicial foi dado. E, como diz a poética pernambucana de Chico Science: Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar.

Três artigos tratam sobre a construção de hidrelétricas na região. Dois sobre a hidrelétrica de Tucuruí e outro sobre Belo Monte. A publicação do Banco da Amazônia (BASA) Amazônia: Ciência e Desenvolvimento é tema de outro artigo. Já o quinto aborda os processos e dinâmicas de comunicação da Embrapa Amazônia Oriental. O último divulga uma pesquisa da Universidade Estadual do Pará (UEPA) sobre a saúde da mulher. 

Eis a relação dos discentes\autores dos artigos: Isabela Patrazana, Ketlyn Feitosa, Tarcya Amorim, Jéssica Shikama, Paula Suzana, Karolinni Guimarães Ranieri, Thallis Pereira Ferreira, Carla Santos, Cláudia Bagata e Michelle Daniel, Rodolfo de Oliveira, Denise da Conceição Soares, Andrea Ramos Virgínio, Andressa Gonçalves da Silva e Ísis de Mello Neto.
Baixe a publicação no blog - http://rogerioalmeidafuro.blogspot.com/

Bolsas nos EUA

Fulbright oferece bolsas de aperfeiçoamento profissional nos EUA
Profissionais brasileiros do setor público e do terceiro setor (ONGs), em meio de carreira e com comprovado potencial de liderança, podem concorrer ao Programa Hubert H. Humphrey 2012/2013, que oferece bolsas de aperfeiçoamento profissional nos EUA. As inscrições ficam abertas até 30 de junho.

Os candidatos devem atuar em uma das seguintes áreas: desenvolvimento e economia agrícola; direito (com foco em direitos humanos); drogas (educação, prevenção e tratamento); manejo de recursos naturais e meio ambiente; planejamento urbano e regional (com foco em habitação popular); políticas e administração de saúde pública; política e administração de tecnologia (com foco em inovação); políticas e planejamento educacional (democratização, acesso e equidade do ensino superior); tráfico de pessoas (políticas de prevenção).

O programa oferece bolsa de estudos cobrindo: manutenção mensal; auxílios para compra de livros, instalação, viagem internacional, compra de computador, desenvolvimento profissional; passagem de ida e volta aos EUA; seguro saúde; anuidade e taxas escolares. Os candidatos selecionados que necessitem treinamento complementar de língua inglesa poderão ser contemplados com curso intensivo nos EUA. Mais informações estão disponíveis no site da Fulbright: http://www.fulbright.org.br/.
Atenciosamente,
Secretaria da ANPUR

QUEM TEM MEDO DA CPI?

Quem não deve, não teme.

sábado, 14 de maio de 2011

DUAS TONELADAS DE MERENDA ESTRAGADA!

Enquanto a merenda estraga, os alunos do campo não estão sendo atendidos pela EB ( empresa terceirizada resposável pela disttribuição da merensa escolar).

Ontem este poster esteve na Vila Capistrano de Abreu, e ouviu os relatos dos educadores que participaram do I Seminario de Educação do Campo, inumeras reclamações sobre a falta da merenda escolar foram feitas. A prefeitura e a empresa não tem conseguido abastecer as escolas do campo, e os alunos têm passado fome nas escolas, além da dificuldade no processo de aprendizagem.

O vereador Alécio da Palmiteira (PSB) foi testemunha das denúncias apresentadas pelos professores que se encontravam presentes na Escola Nagib Mutran. No final do encontro um documento foi encaminhado com uma vasta pauta de reivindicação, que coincidentemente ao chegar na cidade o escândalo da merenda estragada só veio nos fornecer mais munição contra o governo MAUrino Magalhães (PR).

MERENDA ESCOLAR JOGADA NO LIXO! (1)

Na semana em que o Fantástico denunciou vários escândalos sobre a merenda escolar pelo Brasil, Marabá foi palco desta triste realidade protagonizada pelo governo MAUrino Magalhães (PR). Os jornais Correio do Tocantins e Opinião de hoje (14) noticiam o mais novo escandalo do prefeito do PR.



14/05/2011
 Mais de uma tonelada de alimento vai para o lixo
 

Em plena crise do atendimento às refeições das crianças na rede pública em Marabá e no Brasil, como denunciado esta semana pelo Fantástico, da Rede Globo, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) foi obrigada a descartar, na tarde de ontem (13), 766 quilos de feijão, 700 quilos de achocolatado em pó, 56 garrafas de suco e 27 de óleo, que passaram do prazo de validade. Um caminhão encostou à porta do depósito onde os produtos permaneciam guardados e carregou quase uma tonelada e meia de alimentos para o aterro sanitário. Equipe do CORREIO DO TOCANTINS presenciou o fato.
De acordo com a coordenadora do Departamento de Alimentação Escolar (DAE) da Semed,  Regina Souza da Cruz, quando ela assumiu o setor, no início de 2010, esses alimentos já estavam guardados no barracão e próximos de terem a data de validade expirada. “Na atual administração, a merenda das escolas foi terceirizada e, por isso, não podíamos enviar esses alimentos, comprados com dinheiro público, para a empresa que está prestando o serviço”, explicou.
Passados três meses, o departamento entrou em contato com o Conselho de Alimentação Escolar (CAE) a fim de que este fizesse encaminhasse os alimentos para doações ou descarte. A primeira intenção do CAE, ainda segundo Regina da Cruz, foi doar o alimento, mas era necessário o aval da Divisão de Vigilância Sanitária (Divisa).
Correio do Tocantins

MERENDA ESCOLAR JOGADA NO LIXO! (2)

Lixo
 
Ao entrar em contato com o órgão, o DAE foi informado de que não poderia realizar essa doação sem antes realizar uma perícia nos produtos, atestando se ainda eram próprios para o consumo. O único problema era a impossibilidade de se realizar este teste na cidade. “Eles não aceitaram que doássemos porque tinham de passar pela análise em laboratório, mas a Vigilância não possui esse laboratório”, destaca Regina.
Constatada a situação, a boa ação foi descartada e sobrou apenas uma destinação: o lixo. “Como não tem laboratório, foi decidido que eles fariam uma análise aqui no depósito para nos orientar sobre como descartar esses alimentos. Depois de dois meses, eles vieram para cá analisar as datas de validade, peso e marcas, acompanhados pelo CAE”, acrescentou Regina.
A Vigilância Sanitária ficou responsável pela retirada dos alimentos e a destinação. Regina acredita que os produtos devam ser jogados no aterro sanitário porque não há uma empresa licenciada pelo órgão para fazer a incineração.
O termo de inutilização da Divisa quanto a situação dos alimentos é assinado pelos técnicos José Luiz Júnior e Sônia Regina Ferreira.
Câmara A vereadora Antônia Albuquerque, a Toinha do PT, relatou ao CORREIO DO TOCANTINS que recebeu a denúncia quanto ao descarte dos alimentos ainda pela manhã e esteve com a nutricionista responsável técnica do departamento, Cecília Ribeiro, para apurar o caso.
Após ser apresentada à situação, a vereadora ficou alarmada com o fato. “Só posso lamentar que diante da falta de alimentos em escolas e mesmo em entidades beneficentes, a gestão municipal deixe estragar alimentos no depósito”, declarou.
Ela afirma que pretende denunciar a situação e brigar para que isso não fique impune e não volte a acontecer. “O responsável por deixar essa comida estragar precisa pagar”, assevera.

MERENDA ESCOLAR JOGADA NO LIXO! (3)

POLÊMICA
Não é de hoje que a merenda escolar rende polêmica no município. Logo que assumiu, a atual administração adotou a terceirização do serviço, afirmando que a empresa responsável iria adquirir alimentos de pequenos agricultores da região e servir uma refeição completa. A ideia nunca funcionou a contento, segundo denúncia da vereadora Vanda Américo, a qual, esta semana disse que a Prefeitura Municipal tem dívida de R$ 13 milhões para com a EB Alimentos.
O prefeito Maurino Magalhães bateu boca com a vereadora na câmara na última quarta-feira, disse que ela estava mentindo, mas não negou a dívida. De outro lado, afirmou com veemência que manteria o atual modelo de refeição. Apesar das palavras do gestor, todos na Semed já sabem que a merenda escolar vai voltar ao controle da secretaria ainda neste semestre. (Luciana Marchal)


FONTE: jORNaL CORREIO DO TOCANTINS -  Blog Quaradouro

Alternativas Ambientais

 Acesse aqui o Edital do Concurso de Alternativas Ambientais que ocorrerá  nos dias 04 e 05 de junho, na XVI Semana do Meio Ambiente de  Parauapebas.
 O mesmo visa estimular o desenvolvimento científico através da  pesquisa e da elaboração de projetos que propõem solucionar ou  reduzir problemas ambientais: ruídos, resíduos sólidos e efluentes  líquidos.

A luta pela liberdade continua!

As reveladoras  contradições de um período em que o Brasil teve fotógrafos de objetivos distintos, que vão da criação de uma imagem apaziguadora da escravidão ao levantamento amplo das diferentes funções dos escravos até a Abolição.
Viva o 13 de maio e continuemos a luta pela humanização de todos nós!

O preço da gasolina!

Composição do preço gasolina ( em reais) :
Gasolina ("A") 800ml (pura, vendida pela Petrobrás) . . . = R$ 0,80
Álcool Anidro 200 ml (os 20% misturados à gasolina). . . = R$ 0,24
TOTAL = R$ 1,04 / Litro
+
CIDE - PIS/COFINS (Imposto Federal) . . . . . . . . . . . . . . = R$ 0,44
ICMS (Imposto Estadual) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  = R$ 0,64
TOTAL DE IMPOSTOS (104% do Preço Bruto) . . . . . . . . = R$ 1,08
TOTAL (CUSTO + IMPOSTOS) = R$ 2,12
+
LUCRO DA DISTRIBUIDORA (Média por Litro) . . . . . . . . = R$ 0,08
FRETE (Média por Litro) . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . = R$ 0,02
LUCRO DO POSTO (Média por Litro). . . . . . . . . . . . . . . . = R$ 0,25

FINALIZANDO:
VALOR NA BOMBA COM IMPOSTOS . . . . . . . . . . . . . . . . = R$ 2,47
VALOR NA BOMBA SEM IMPOSTOS . . . . . . . . . . . . . . . .  = R$ 1,39

Portanto, se você consome 200 litros de gasolina por mês, o bolo fica dividido assim:
DONO DO CARRO (otário 01- Você, no caso....) . . . . . . . . . . . . . . . GASTA: R$ 494,00

DONO DO POSTO (otário 02) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . GANHA: R$   50,00
DONO DO CAMINHÃO (otário 03) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  GANHA: R$     4,00
PETROBRÁS (gente que rala...) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  GANHA: R$   16,00

GOVERNO (nem um pouco otário)  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  GANHA: R$ 216,00.


Deveríamos comemorar a "auto-suficiência" em roubo também.

Código do motoserra (ii)

Diante de tamanha importância e urgência do tema, a Embrapa ainda não se posicionou de forma pública e oficial sobre o Código Florestal? Será que lhe falta competência? Será que o documento da SPBC e ABC subscrito pelos pesquisadores da Embrapa representa o seu real posicionamento institucional ou foi apenas “política de boa vizinhança”? Será que seu “silêncio ensurdecedor” contribui com a sociedade ou apenas coaduna com os interesses da CNA, sua interessada “investidora”?!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

E agora Darci?

Muin amigos, eimmmm!!!

Trechos da carta de três páginas publicada na revista Época desta semana enviada por Roger Agnelli a Dilma Rousseff, alertando a presidente sobre as “altas quantias” recebidas por consultores, alguns deles alvos de investigações criminais

O município de Parauapebas, no sudeste do Pará, abriga a maior mina de ferro a céu aberto do mundo, a jazida de Carajás, explorada pela Vale. Pela riqueza mineral, a cidade recebeu R$ 700 milhões de royalties da mineradora nos últimos cinco anos. Trata-se de uma compensação pela exploração do solo. Apesar dos repasses milionários, Parauapebas é cercada por favelas, cujos barracos se expandem por uma sequência de morros. Bairros próximos ao centro têm esgoto a céu aberto e ruas sem asfalto, muitas com pedaços de madeira e sucata para evitar que motoristas desavisados atolem na lama.

Comandado pelo PT, o município integra um capítulo até aqui não revelado da campanha para tirar o executivo Roger Agnelli da presidência da Vale. Há nesse episódio suspeitas de desvio de milhões de reais de recursos públicos. É dinheiro pago pela mineradora, que entrou no caixa da prefeitura e que deveria ser aplicado na melhoria das condições de vida da população. De acordo com investigações de dois órgãos de fiscalização, esse dinheiro aparentemente foi parar em lugar impróprio.
continue a leitura no Blog do Waldir

Nota do PSOL sobre a ameaça de dividir o Pará

A DIVISÃO DO PARÁ NÃO RESOLVERÁ OS PROBLEMAS DO POVO

O Pará vive a ameaça da divisão. Em recente decisão a Câmara dos Deputados aprovou a realização de um plebiscito para aferir a vontade popular acerca da questão. O PSOL entende que a divisão do Pará não resolverá os graves problemas do povo paraense. Ao contrário, poderá agravá-los ainda mais, porque se pretende manter e aprofundar nestas novas unidades federativas o mesmo modelo excludente e devastador que está na raiz das mazelas sociais existentes em nosso Estado.
Por outro lado, o PSOL reconhece que  o desejo de separação é motivado pelo sentimento do mais completo abandono, por parte dos governos (PSDB, PMDB e PT), em relação aos municípios do interior. O Pará é um estado rico, de povo pobre. São quase 1,5 milhão de pessoas vivendo na mais absoluta miséria. Além disso, as políticas públicas de saúde, saneamento, educação, segurança, transporte e infraestrutura não atendem às mais elementares necessidades da população, tanto da capital, quanto das regiões mais distantes. Enfim, é evidente também que poderosos grupos econômicos e políticos estão por trás da proposta separatista.
É neste contexto que boa parte da população destas regiões é a favor da separação, esperançosa de que o abandono tenha fim. Muitos acreditam que a miséria tem origem no tamanho do estado. Se assim fosse, estados como Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro seriam verdadeiros paraísos. O PSOL acredita que a questão não é geográfica, mas política. Não é verdade que a capital do estado fique com as “riquezas” provenientes do interior. Belém é uma cidade pobre, que ainda padece de muitas mazelas sociais. Quem fica com o dinheiro são as grandes empresas, as oligarquias e os corruptos, que desviam dinheiro público para suas contas milionárias, vide o escândalo da ALEPA e das recentes denúncias de desvio de royalties por prefeituras de cidades do sudeste do estado. A divisão, além de não resolver efetivamente o abandono, vai custar muito caro aos cofres públicos. Serão mais de 5 bilhões de reais ao ano. Dinheiro que poderia ser usado em políticas públicas e obras para o povo.
Por tudo isso, apesar de contrário à divisão do estado o PSOL é favorável à realização do plebiscito. Os socialistas não temem o debate com o povo. Será preciso, contudo, assegurar medidas que garantam de fato, a democratização do debate, para evitar manipulações da vontade popular, inclusive assegurando que a totalidade da população paraense possa decidir qual o melhor caminho a trilhar.

Carajás em debate! (2)

Postagem de um comentarista anônimo no Blog do Gerson Nogueira

Boa tarde Gerson Nogueira e amigos do Blog;
Republicando “As motivações apresentadas para o retalhamento do Pará são tão estapafúrdias quanto descabidas, tentam na verdade, camuflar, aquilo que todos sabemos; em relação à Carajás, a nãoVALE quer um Estado DELA, e o Tapajós, conforme denúncia do ex-governador Almir Gabriel em entrevista à jornalista Úrsula Vidal, veiculada recentemente via tv, o empresariado daquela região, não pagam o ICMS, então está na cara de todo mundo vota na divisão os menos esclarecidos, paus mandados, massas de manobra e afins; no entanto, cabe aqui reflexão concreta em cima da proposição do senador Mozarildo Cavalcante, de Roraima, notem bem, DE RORAIMA, apresentando proposta para dividir o Pará e, o argumento cantado em prosa e verso é que o Pará é muito grande, difícil de administrar e que os povos das regiões separatistas merecem o desenvolvimento, até aí tudo legal, bonito discurso, vamos agora ao contraditório:
1- Em se tratando de desenvolvimento e melhoria de qualidade de vida de sua população, RORAIMA é parâmetro ou exempo, prá algum Estado? desculpem-me os irmãos Roraimenses, a realidade é dura e dói!
2- Quanto ao desenvolvimento ao povo das regiões separatistas, por quê, só esse povo merece desenvolver-se, por quê não dividirmos também os gigantescos Estados da Bahia e Minas Gerais, será que o MISERÁVEL POVO DO VALE DO JEQUITINHONHA, não merecem desenvolvimenrto? e o que dizer dos dois Estados de Mato Grosso, que continuam imensos e por lá também campeia miséria e abandono; por aquelas plagas, o estado também é tão ausente quanto o daqui; vamos lembrar também do nosso vizinho amazonas, gigantesco, sub aproveitado, abandonado, sustentado pela renúncia fiscal do Estado Brasileiro, que no entanto, só beneficia manaus, quem mora a partir nde Itacoatiara prá baixo e de Manacapurú prá cima, excetuando-se a região da província do urucú(extração de gás e petróleo) tá ferrado é só miséria e abandono; em idos nem tão distantes, as formigas botaram prá correr a população de uma cidade inteira, Envira, no alto Javarí, fronteira com o Perú, de tanto abandono, cidade sem nenhuma estrutura, ausencia total do Estado, POVO ABANDONADO MESMO.
Será que esse Brasileiros não tem direitos a também desenvolver-se, porquê só o Pará, que volúpia é essa em tentar eliminar do Mapa Brasileiro, UMA NAÇÃO CHAMADA PARÁ.
No entanto, não sendo contrário ao legítimo direito de todo ser humano de ter condições dignas de vida, proponho uma alternativa que contemplará a todos:
Se o problema é tamanho do Estado, teremos que rever a divisão geográfica de todo Estado Brasileiro, começando por entender qual é o tamanho ideal geograficamente de todo Estado da Federação, já que o mote é desenvolvimento e Roraima nunca será parâmetro para tal, que tal escolhermos S. Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, ou, Rio Grande do Sul, são Estados pequenos e desenvolvidos correto? bom, escolhido o Módulo, então há de se redividir todo o Estado Brasileiro, paulatinamente é claro, os vazios demográficos retornarão para o controle da União, na forma de Teritórios Federais e quando houverem adquirido as condições ideais serão guindados à Estado e por aí vai; dessa forma, penso, haveria justiça e chances iguais para todos os Brasileiros reduzindo a ação nefasta de políticos inescrupulosos e paus mandados do grande capital, como esse senador de Roraima, aproveitador e enganador do povo de lá, que votou nêle, prá que levasse melhorias prá lá e não roubar-lhes a esperança, pois Roraima só anda de ré, acabou de perder alguns milhões de hectares de terras produtivas e com produção em andamento, prá transformá-las em reserva indígena, improdutiva e, o senador mozarildo, o que fêz?
Resta ainda comentar mais um detalhe, se o caso é tamanho, por quê o futuro estado do Tapajós ficará com 57% do atual Território do Pará, continuando dessa forma, imenso? portanto, já nascerá ingovernável e abandonado, né não? Quanta INCOERÊNCIA.
NÃO À DIVISÃO DO PARÁ!!!
QUERO MEU ESTADO INTEIRO E PARA OS BRASILEIROS, NÃO APENAS PARA MEIA DÚZIA DE APROVEITADORES E SONEGADORES!!!!”

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Leia AQUI

Exposição 'Formas' do Artista Plástico Afonso Camargo (Parauapebas) na Galeriade Arte Vitória Barros - Marabá

A Galeria de Arte Vitória Barros convida você para participar da abertura da Exposição 'Formas' do artista plástico de Parauapebas - Afonso Camargo - no

dia 20 de Maio (sexta-feira) na própria Galeria de Arte. Av. Itacaiúnas, 1519 - Novo Horizonte - Marabá / Pará.

Mais informações no (94) 3324-1258, ou no Blog em galeriavb.blogspot.com ou no Twitter em @galeriaVB.

Em Parauapebas o bicho tá pegando!!!

EDUCAÇÃO PÚBLICA NÃO É MOEDA DE TROCA E NEM DE VINGANÇA
Mais uma vez a Educação do Estado do Pará é notícia negativa em rede Nacional. Na série Educação Pública: o desafio da qualidade, o Jornal Nacional apresenta um pouco dos problemas encontrados nas escolas de nosso Estado. Além de ter sido reprovado no IDEB (índice de desenvolvimento da educação básica), o Pará ainda é manchete pelo esquema de corrupção praticado na Assembléia Legislativa. Enquanto isso falta merenda nas escolas estaduais, carteiras, prédios adequados, funcionários e salários decentes para os profissionais do magistério público.
Embora nesse século XXI o Estado do Pará tenha ganhado atenção especial do Ministério da Educação, por ser considerado um dos piores estados em qualidade de ensino, não vemos a mesma preocupação por parte dos gestores locais. Os mesmos ainda agem com prática clientelista – fundada na ditadura militar – primando assim por interesses particulares e partidários, sem a preocupação com a qualidade do ensino público.
Em Parauapebas, essa postura vem sendo ressuscitada pela “dita diretora sede” (Escola Estadual Eduardo Angelim), Sra. Francisca Ciza, a qual já teve quase 20 anos na função, e que não deu conta de resolver os problemas da educação estadual neste município, mas, hoje volta cometendo os mesmos erros do passado. Por último está interferindo na autonomia das escolas estaduais, desrespeitando a gestão democrática implantada nessas escolas, violando as conquistas dos trabalhadores e estudantes, garantidas no Plano Estadual de Educação.
Na Escola João Prudêncio de Brito, em que os alunos, funcionários e professores tiveram a oportunidade de escolher democraticamente os seus gestores, essa senhora está tentando usurpar o direito democrático da comunidade escolar, onde quer impor como diretores, pessoas que não se enquadram na Resolução do Conselho Estadual de Educação nº 001 de 05 de Janeiro de 2010, a qual dispõe sobre a regulamentação e a consolidação das normas estaduais e nacionais aplicáveis à Educação Básica no Sistema Estadual de Ensino do Pará. Vale ressaltar que esta senhora concorreu as eleições nesta escola e foi derrotada.
Nessa resolução está garantido no artigo 2º, inciso VIII, a gestão democrática do ensino público, na forma da Legislação do Sistema Estadual de Ensino do Pará. Na Seção VI desta mesma resolução, o artigo 146 regulamenta que: “as funções de gestão educacional, assim compreendidas aquelas especificadas no artigo 64 da LDBEN, deverão ser exercidas por profissionais Licenciados plenos em Pedagogia, com a devida habilitação, e/ou licenciados plenos em outras áreas, portadores de certificados de cursos de pós- graduação especialmente estruturado para este fim”.
No entanto, esta diretora que não possui concurso público estadual de nível superior, e que recentemente era lotada na Escola João Prudêncio de Brito com 200 horas e não trabalhava 100, achou-se no direito de destituir os diretores eleitos que são concursados como Técnicos em Educação, pedagogos e pós-graduados na educação pela Universidade Federal do Pará, alegando que política é política e quem manda no Estado agora é o grupo do PSDB, PMDB e PTB, por isso não aceita questionamentos.
Que qualidade de ensino o governo do PSDB defende, agindo com tamanha irresponsabilidade? Será que a Sra. Francisca Ciza, que atua em parceria com os vereadores da base aliada do Governo do Estado, acha que admitiremos a volta dos “velhos contratos de repasses”? Os anexos e seus descasos onde os alunos concluintes desde 2006 ainda não receberam seus certificados? Ou será que não buscaram se qualificar e agora querem governar impondo, como os militares agiram no passado mais sombrio de nosso país?
Chega de politicagem na educação! Exigimos respeito com o serviço público! A Educação não é moeda de troca e tampouco de vingança partidária! Vamos todos participar do Ato Público em Defesa da Escola Pública, Democrática e de qualidade!
           DIA: 12/05/2011 (QUINTA FEIRA)
HORA: 17h00
CONCENTRAÇÃO: Em frente a Escola Estadual João Prudêncio de Brito.

Carajás em debate! (1)

O que pensa Ulisses Silva

O ilustre deputado Edmilson Rodrigues diz ser a favor de plebiscitos e referendos. Então porque o medo de realização do plebiscito pró-emancipação?? Estudo por estudo, há um estudo que garante ser viável a criação do Estado de Carajás. Claro que a proximidade com a capital e com os palácios não significa fim de pobreza e de miséria. Só que é necessário não perder de vista que a situação como está posta nunca, repito, nunca, trará desenvolvimento para a região onde se situa os "futuros" estados de Carajás e Tapajós. Se de fato tivéssemos um modelo de desenvolvimento que chegasse a todas as localidades desse estado, eu mesmo seria contra a divisão. Mas, esse modelo de sustentabilidade e de desenvolvimento não chegará nunca. E porque não chegará: porque a maioria de nossos representantes, seja no legislativo estadual ou federal, é da região de Belém. Região, inclusive, do ilustre deputado Edmilson Rodrigues. Ora, porque esse grande receio pela não criação dos Estados de Carajás e de Tapajós?? Se há o argumento que tais criações beneficiará "alguns políticos" que hoje não tem "poder", certamente a não criação resultará na manutenção do "poder" por aqueles que já o detém. Um dos grandes oposicionistas é o hoje Chefe da Casa Civil do Governo do Estado. Porque então ele não propõe um modelo de desenvolvimento que chegue aos quatro cantos desse estado??? A resposta é simples: porque não há interesse em desenvolver os quatro cantos desse estado. Se voltarmos um pouco no tempo, será que os portugueses foram a favor da independência do Brasil? Certamente não. E quais os argumentos: os mesmos, ou parecidos com os dos que hoje não defendem a divisão do Pará. E será se os ingleses foram favoráveis à independência dos Estados Unidos? Também, e certamente que não. E quais os argumentos: os mesmos já citados alhures. E vamos voltar um pouco no tempo: se o problema são os gastos com máquina administrativa, porque então não defendermos a reincorporação de Marabá, São Domingos, Brejo Grande do Araguaia e Palestina do Pará ao município de São João do Araguaia??? Ora, diminuiríamos, consideravelmente, os gastos com vereadores e prefeitos (que já seria um grande ganho). Há jogo de interesses? Há. De quem? Dos que querem mais espaço político e dos que não querem perder o espaço que hoje tem. Certamente, com a criação de Carajás, penso eu, não pode ficar pior do que hoje está. E se ficar pior, vamos usar do mesmo § 3º do artigo 18 de nossa Constituição que tambpem prevê, além do desmembramento, do instituto da fusão. Se Carajás não der certo, façamos campanha para fundí-lo ao Pará, ou quem sabe ao Tocantins, ou ainda ao Maranhão.
11 de maio de 2011 10:07

Acusados de chacina em Marabá são pronunciados 10 anos depois.

    Os fazendeiros João Davi de Melo, Evandro Marcolino Caixeta e o gerente de fazenda Domingos Correia Bibiano, foram pronunciados pelo juiz Celso Quim Filho, da comarca de Marabá, como mandantes e intermediário dos assassinatos do Sindicalista José Pinheiro Lima, sua esposa, Cleonice Campos Lima e seu filho Samuel Campos Lima, de apenas 15 anos de idade.
                A chacina ocorreu no bairro de Morada Nova, em 09 de julho de 2001. Dois pistoleiros chegaram à casa do sindicalista por volta das 19 horas daquele dia. Na sala estava Cleonice que foi alvejada com três tiros, José Pinheiro se encontrava deitado se recuperando de uma malária, foi assassinado com quatro tiros em sua cama, Samuel jogava bola com outras crianças do barro em uma rua nas proximidades da residência. Ao ouvir os disparos correu de volta para casa, quando chegou em frente à casa se deparou com os dois pistoleiros que já estavam de saída, foi alvejado com um tiro no peito. Pais e filho morreram no local.
                 O sindicalista José Pinheiro , conhecido como Dedé, coordenava um grupo de famílias sem terra que ocupavam a fazenda São Raimundo, de propriedade de João Davi de Melo. O imóvel foi desapropriado no ano de 2000. Dedé tinha recebido várias ameaças de morte por parte do fazendeiro. Numa dessas ameaças, o fazendeiro disse que poderia até ter sua fazenda desapropriada, mas, Dedé não moraria lá. A fazenda foi transformada em um projeto de assentamento que leva o nome do Sindicalista, PA José Pinheiro, onde mais de 100 famílias foram posteriormente assentadas.
                O inquérito policial e o processo judicial se arrastaram por longos anos. O juiz Celso Filho, substituto, recém chegado à comarca de Marabá se empenhou em concluir a instrução processual e pronunciou os acusados 10 anos depois que as mortes ocorreram.
                Atuam na assistência da acusação os advogados da CPT de Marabá e da SDDH. O próximo passo será discutir com o Ministério Público o desaforamento do processo para a capital Belém. O poder econômico e a influência dos acusados na região pode comprometer o resultado do julgamento caso ele ocorra em Marabá. Isso ficou evidenciado na fase final da instrução do processo, quando uma das testemunhas da acusação foi cooptada pela defesa dos acusados mudando totalmente o depoimento antes prestado contra os acusados.
                A pronúncia é um passo importante para a condenação dos acusados, mas os  pronunciados poderão ainda recorrer da decisão do juiz, em razão disso, o júri ainda levará alguns anos para ser realizado.  No entanto, a sentença de pronúncia é um passo importante na luta contra a impunidade.
Marabá, 11 de maio de 2011.
Equipe da CPT de Marabá.