segunda-feira, 27 de agosto de 2007

FORA DO AR!!!! FORA DE SI!!!!

ESTA PAGINA ESTAR TEMPORARIAMENTE FORA DO AR!!!
















































AGRADEÇO A COMPREENSÃO DOS LEITORES..................................................









A VIDA FOI FEITA PRA BRILHAR.......................................................
SE NÃO HÁ BRILHO, SAÍMOS..........



ABRAÇO A TODOS!!!

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

EXTRA EXTRA!!!

O prefeito Tião "Eterno" Miranda fez pedido na justiça de consulta para saber se pode concorrer novamente. Segundo fontes Tião "Eterno" desejaria concorrer a reeleição que pra ele seria de fato, pois o mesmo era vice quando assumiu no mandato anterior a este.

O que é a Subcomissão de Combate ao Trabalho Escravo?

A Subcomissão de Combate ao Trabalho Escravo foi criada para que se intensifiquem as medidas contra a escravidão. È presidida pelo SENADOR JOSÉ NERY AZEVEDO PSOL-PA. A subcomissão que foi criada no âmbito da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal, poderá durar um ano, prorrogavel por mais um ano.

SUBCOMISSÃO EM MARABÁ

Com objetivo de acompanhar o trabalho que já vem sendo feito para combater o trabalho escravo e também avaliar o que precisa ser feito para tornar essas ações mais eficientes. A intenção é ouvir o governo, os orgão públicos como as delegacias regioanis do trabalho e as entidades da sociedade civil que tratam do tema para, a partir daí definir novas estrategias de ação conjunta.


AMANHA

9H Reunião dos senadores da Subcomis~são com egressos do trabalho escravo na CPT
10H Entrevista Coletiva da Subcomissão na CPT
14h Seminário sobre o combate ao trabalho escravo com a presença de autoridades governamentais, parlamentares e representantes de entidades, na UFPA

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

TRABALHO ESCRAVO: Será tema de debate!

Audiência Pública da Subcomissão de Combate ao Trabalho Escravo do Senado, com objetivos levantar avanços e dificuldades do combate do trabalho escravo nas regiões mais críticas do país, sensibilizar opinião pública para o problema e acertar compromissos das autoridades locais.
Acontece nesta sexta feira dia 24/08 a partir das 14:00h no Campus 1 da ufpa ( Auditório).
Contamos com vossa presença!


Programação:



Composição da Mesa: Senadores, deputados federais e estaduais, – Procurador do Ministério Público do Trabalho (Dr. Francisco); Juiz da Vara Agrária de Marabá (Dr. Líbio Moura), Representante do Governo do Estado, Secretário Estadual de Direitos Humanos; OAB-PA (Drª Ângela Salles), Representante do Fórum Estadual (Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo no Pará), Frei Henri De Rosiers (CPT Xinguara), Dra. Beatriz Afonso (Coordenadora do CEJIL – Centro pela Justiça e o Direito Internacional; Representante da CONATRAE, OIT (Patrícia Audi).

1. Fala de Abertura pelos senadores (objetivos da Subcomissão e objetivos das Audiências Públicas), deputados federais e estaduais;

2. Apresentação do filme: "Aprisionados por Promessas";

3. Balanço das Autoridades:

Fala da CONATRAE – cumprimento das metas do PNCAE;

Fala do Governo do Estado – Implantação do Plano Estadual e funcionamento da COETRAE;

Representante da Vara Agraria de Marabá
Procurador do Ministério Público do trabalho – Dr. Francisco

6. Fala da Sociedade Civil:

Representante da SDDH - Dr. Jorge Luiz Ribeiro Presidente da OAB-PA
Dra. Ângela Salles;

Representante da CPT - Frei Henri de Roiziers;

Fala franqueada aos presentes e

7. Encaminhamentos sob coordenação dos membros da subcomissão, incluindo apresentação da minuta de carta a ser subscrita por autoridades e sociedade civil solicitando aprovação da PEC 438/01, para ser enviada ao Congresso.



-




Contatos : Georgina Tolosa (Gabinete do Senador José Nery) –(61) 3311-2102

Ribamar Ribeiro Junior (Gabinete do Senador José Nery ) – (94) 9131 4742



Dia 24 de agosto (sexta-feira) Marabá (PA)

terça-feira, 21 de agosto de 2007

AUDIÊNCIA PÚBLICA

Acontece nesta sexta feira dia 24/08 em Marabá Audiência Pública da Subcomissão de Combate ao Trabalho Escravo do Senado, presidida pelo SENADOR JOSÉ NERY PSOL/PA, e composta ainda pelos senadores Eduardo Suplicy, Paulo Pain, Lucia Vania, Inacio Arruda e Maria Alves.

A Audiência tem como objetivos:levantar avanços e dificuldades do combate do trabalho escravo nas regiões mais críticas do país, sensibilizar opinião pública para o problema e acertar compromissos das autoridades locais.

A Audiência Pública será realizada no Auditório do Campus 1 da UFPA.

PSOL: Resultado do congresso fortalece o partido

Com três chapas disputando o Diretório Estadual o PsoL encerrou na tarde deste domingo 20 seu primeiro congresso estadual.



Com 117 votos a chapa 3 (Organizar, Lutar e Vencer )foi a vencedora, liderada por Araceli Lemos a nova presidente do partido contou também com: Valmir Freire, Fernando Carneiro, Ribamar Ribeiro Junior, Aldenor JR e José Rodrigues.

O ponto principal dos debates foi quanto a questão eleitoral, mais precisamente sobre as alianças para 2008. O certo que conforme decisão do congresso nacional, o PSOL fará forte oposição de esquerda ao Governo LULA e ao PT. Não fazendo de forma alguma qualquer tipo de aliança com o PSDB/DEM e demias partido qeu compôe a base de governo.


No Pará o partido seguirá também em oposição ao governo Ana Julia/Barbalho do PT/PMDB.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Transbrasiliana transtornos para passageiros

Este poster pode sentir na pele os transtornos causados pela empresa detentora de "monopolio" no transposrte da região.

O ônibus da linha Paraupebas-Marabá-Belém, com horário previsto paras 18:30h de Parauapebas e as 21:00h em Marabá,só chegou em Marabá por volta das 00:14h deppois de ter sido trocado tres vezes, mesmo se deslocando as 00:38h ainda teve qeu novamente ser trocado na garagem local, saindo novamente as 02:20: da madrugada desta sexta feira.

Sem ninguem a reclamar os motoristas tripudivam com os passageiros, um verdadeiro descaso. O pior só vindo chegar em Belém as 11:10h desta manha.

Com a palavra a ARCON!! com a quel foi feita as devidas den[uncias.

Sem conforto e inadequando para o uso, uma empresa qeu presta pessimos serviços aos pasageiros deveria no minino devolver a concessão.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Rumo ao Congresso Estadual do PSOL

Este poster já estar preparado para mais uma missão de construção do partido. O congresso Estadual que vai acontecer neste fim de semana em Belém será pautado por muitos debates internos, as três principais correntes CST, APS e MES passaram os ultimos dias ajustando as teses que serão defendidas.

Se prevalecer a aliança nacional APS e MES terão maioria dentro do Diretório. Caso contrário pode amargar uma derrota para o campo "denominado" mais a esquerda do partido.

O importante do congresso será as resoluções que serão votadas: Entre elas o posicionamento oficial de oposição de esquerda ao Governo Ana Julia/Barbalho.

Fumaça

Com vários dias sem cair um pingo de chuva em Marabá, a cidade é só um nevoeiro de fumaça. A SEMMA não tem feito nada até agora, muito pior o IBAMA, e quando se liga para o Corpo de Bombeiros ainda fazem corpo mole. Ninguém na verdade sabe para quem apelar.
Bem que o prefeito Sebastião "Galático" Miranda podia fazer alguma coisa.

Congresso do PSOL

Inicia nesta sexta em Belém o I Congresso Estadual do Partido Socialismo e Liberdade - PSOL, com duas chapas disputando a direção: CST/ARS e APS/MES. A disputa deve ser basatante acirrada, haja vista que a contagem de delegados está mexendo com os animos dos militantes do partido. Somente no domingo 19 é que o resultado deve sair. Até lá muitas aguas vão rolar.

A chapa CST/ARS é representada por militantes ligados ao ex-deputado Babá, enquanto a chapa APS/MES é constituída por Araceli Lemos, Edmilson Rodrigues, Luiz Araujo, Ribamar Ribeiro Junior, Aldenor Junior e Walmir Freire.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Universidade Federal??

Unisul é vetada pelo Ministro Fernando Haddad


A Universidade Federal do Pará (UFPA) poderá ser desmembrada em duas outras, com o objetivo de criar novas instituições de ensino superior no interior dos respectivos estados. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou no dia 04 de abril o parecer favorável do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ao desmembramento da UFPA, proposto em projeto de lei do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA).

O projeto (PLS 215/06) autoriza o Poder Executivo a criar as novas instituições públicas de ensino superior. A UFPA será desmembrada para permitir a criação da Universidade Federal do Sul do Pará (Unisul Pará), com sede em Marabá e Universidade Federal do Oeste do Pará (Unioeste), com sede em Santarém. Ambas já funcionam regularmente, mas como campi das respectivas universidades às quais estão subordinadas. Com o desmembramento, as universidades sediadas em Marabá e em Santarém deverão ministrar diversos cursos de ensino superior, desenvolver pesquisas e promover a extensão universitária, atuando em diversas áreas do conhecimento.

Em seu parecer favorável à matéria, o senador Eduardo Azeredo lembrou que a maioria das universidades federais está sediada nas grandes capitais, embora haja demanda para a interiorização dessas instituições.

- Assim, a interiorização do ensino superior público do Pará, por meio da criação de uma universidade nos moldes propostos, certamente expandirá o acesso à educação superior - justificou Azeredo.

- A Universidade do Oeste do Pará e a Unisul Pará vão permitir a aceleração do desenvolvimento do Estado - destacou Flexa Ribeiro.
A matéria segue agora para análise da Comissão de Educação (CE) em decisão terminativa.

Ministro diz que não há recursos!!

A ultima informação sobre este processo de desmembramento é a negativa do Ministro da Educação Fernando Haddad, de que vai criar apenas a UNIOESTE – Enquanto Santarém larga na frente, mais uma vez a cidade de Marabá perde uma grande oportunidade de potencializar o conhecimento através da UNISUL.

Lembramos que projetos parecidos já haviam sido apresentado por parlamentares em legislaturas anteriores, Omo é o caso dos projetos de criação da UNIFESPA apresentado pelo Ex-dep Haroldo Bezerra e Ex Senador Luiz Otavio. O também deputado Zequinha Marinho chegou apresentar projeto semelhante.

“A parada de 7 de setembro é uma palhaçada.”

Só agora FHC veio perceber isso!

Em entrevista a Revista Piauí o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse: “Parada militar no Brasil é pobre pra burro. Brasileiro não sabe marchar. Eles sambam ... A cada bandeira de regimento a gente tinha que levantar, era um senta levanta infindável. Em setembro venta muito em Brasília e o cabelo fica ao contrário.” Depois de tripudiar da parada militar que na verdade não tem muita essencia ao patriotismo.

FHC ainda disse:“Os americanos têm os founding fathers ... A França tem os ideais da Revolução. Eu disse para os homens de imaginação, para o Nizan Guanaes: olha, a imaginação do povo é igual à estrutura do mito do Lévi-Strauss, ou seja, é binária: existem o bem e o mal. Eu fui eleito Presidente da República porque fiz o bem – no caso, o real. O real já está aí, eu disse. Chega uma hora em que a força dele acaba. O que vamos oferecer no lugar ? Ninguém soube me dar essa resposta. Eu também não soube encontrá-la.”

Sobre a Educação:
“No meu governo universalizamos o acesso à escola, mas para quê ? O que se ensina ali é um desastre.”

COMENTÁRIO:

Poxa o aprendiz de sociólogo não tomou a lição de casa, como presidente foi um desastre, fez um governo insano com as "santas privatizações" e nunca se colocou no seu lugar como deveria ser, por ser um doutor honoris causa.
Mas isso coisa de quem quer tá na mídia, falar qualquer coisa que chame a tenção, até mesmo dos seu governo ja valeria a pena. Afinal o ostracismo não é nada encantante!!!

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Um mês de prisão por reivindicar pagamento

Blog do Sakamoto

No Brasil, a justiça não é lenta, mas sim seletiva. Dependendo de quem é o réu, ela pode ser rápida e intolerante ou lenta e benevolente. O triste caso abaixo demonstra bem isso. Pedi para o repórter Iberê Thenório, que está cobrindo a história pela Repórter Brasil, que escrevesse este post para o blog.

Hoje faz um mês que 14 trabalhadores da cana-de-açúcar estão atrás das grades em Porto Alegre do Norte (MT). Eles eram empregados da Destilaria Araguaia, no município vizinho de Confresa, e foram detidos em 23 de junho por protestar contra os atrasos nos seus salários.

Apenas um deles é morador da região. Os outros 13 vieram de regiões pobres do Maranhão. Consegui conversar com um dos presos por telefone e ele me contou que se revoltaram porque precisavam mandar dinheiro para a família, mas o salário não vinha. Tocaram fogo em alguns pneus e, com facões na mão, bloquearam a entrada da usina. Ninguém ficou ferido, e a empresa não prestou queixa do dano aos pneus. Mesmo assim, a Polícia Militar prendeu parte do grupo. Pessoas que visitaram os trabalhadores logo após a prisão garantem que eles foram espancados. A PM nega.

O que parecia uma simples detenção para averiguação se transformou em prisão preventiva, e o Ministério Público os denunciou pelo crime de sabotagem, que é o de invadir um estabelecimento para atrapalhar o curso normal do trabalho ou danificar suas instalações.

No último sábado (21), o juiz Marcos Agostinho Pires, de Vila Rica (MT), negou a liberdade provisória aos trabalhadores, dizendo que, apesar de todos os migrantes serem réus primários, ainda não apresentaram documentos que comprove residência fixa no Maranhão.

Até agora, apenas uma família conseguiu recursos para sair do Nordeste e visitar o parente preso no Mato Grosso. As outras mal têm dinheiro para comer, que dirá para viajar ou contratar advogados. Uma advogada da Prelazia de São Félix do Araguaia está atuando no caso em prol dos trabalhadores.

Consegui entrar em contato com a esposa e uma filha de um trabalhador de Paraibano (MA). Assim ela resumiu seus últimos dias: "Ele [o marido preso] é que botava comida na boca dos filhos. E vai fazer mais de dois meses que não vem dinheiro. São os vizinhos que estão emprestando um pouco de arroz e feijão pra gente poder sobreviver".

É interessante lembrar que a Destilaria Araguaia, onde foi realizado o protesto, é a antiga Destilaria Gameleira, onde mais de mil trabalhadores foram libertados da escravidão em 2005. O crime de reduzir pessoas à condição análoga à escravidão também está previsto no nosso Código Penal, mas nenhum dos donos da Gameleira/Araguaia ou de qualquer fazenda flagrada por trabalho escravo está na cadeia neste momento por causa disso.

domingo, 12 de agosto de 2007

Uma Homenagem a um Ribamar !!

A um Ribamar pai,

Pai de sete filhos, filho de retirante, chegando aqui nessa terra em 1938 José Ribamar Virginio Ribeiro - foi lavrador, barqueiro,pedreiro...ajudou a construir, construiu casas, estradas, igrejas e prédios públicos.
As marcas nas mãos e nos pés sinalizam o quanto pôde fazer para criar uma familia. Talvez pela profissão não seja reconhecido seu trabalho, seu esforço, sua dedicação. Mais com toda intensidade trabalhou, viveu, fez, e com plena consciencia nos ensinou a sermos honestos. A honestidade talvez tenha sido um dos grandes ensinamentos do velho Riba. Seus exemplos nos deram consistencia para uma vida digna.

Ao bom pai que neste momento vive!!!

Deu na Imprensa neste Domingo

Trabalho Escravo: O Senador Nery combate!!

O senador José Nery (PSOL-PA) esgrimiu números sobre trabalho escravo sexta-feira no Senado, como parte de uma estratégia para defender operações contra essa ilegalidade realizadas recentemente e que estão sendo contestadas.
Segundo ele, mais de 25 mil pessoas que trabalhavam nessas condições ganharam a liberdade entre 1995 e julho de 2007 devido à ação de equipes da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) e do Serviço de Inspeção do Ministério do Trabalho e Emprego.

Frente ampla

Para deixar bem demarcado de que lado do campo está nessa questão, Nery anexou em seu discurso no Plenário uma nota de apoio ao Grupo Especial de Fiscalização Móvel assinada por 26 entidades, entre elas oito ministérios; a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; a Advocacia Geral da União; associações de juízes, magistrados e procuradores; confederações; ONGs; e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

sábado, 11 de agosto de 2007

O chicote da Insensatez

Esse é o tema do artigo de Parsifal Pontes publicado na Revista Expressão Pará

Vale a pena ler, segundo Parsifal " a lógica de exploração da Amazônia, através dos planos de ""desenvolvimento"" equivocadamente elaborados para região, tem-se revelado um desastre (...)"

Parauapebas: Uma alternativa na disputa de 2008

Parece que aos poucos o quadro sucessório para as eleições de 2008 começa a ser desenhado na região. Em Parauapebas a disputa deve ser a mais acirrada do sul e sudeste do Pará.

Com o PT de Darci, PMDB de Bel Mesquita e PSDB de Faisal, formando o polo de aglutinação das principais forças politicas. Correndo por fora e como alternativa viável ao processo tem o PSOL com Wanterlor Bandeira e Lindolfo. O partido deve apresentar um dos dois nomes a disputa pra valer.

A questão da diversidade eo direito a diferença

É norma socialmente reconhecida entre nós que devemos cuidar dos nossos pais e de familiares quando atingem uma idade avançada; os Esquimós deixam-nos morrer de fome e de frio nessas mesmas condições. Algumas culturas permitem práticas homossexuais enquanto outras as condenam (pena de morte na Arábia Saudita). Em vários países muçulmanos a poligamia é uma prática normal, ao passo que nas sociedades cristãs ela é vista como imoral e ilegal. Certas tribos da Nova Guiné consideram que roubar é moralmente correto; a maior parte das sociedades condenam esse ato. O infanticídio é moralmente repelente para a maior parte das culturas, mas algumas ainda o praticam. Em certos países a pena de morte vigora, ao passo que noutras foi abolida; algumas tribos do deserto consideravam um dever sagrado matar após terríveis torturas um membro qualquer da tribo a que pertenciam os assassinos de um dos seus.

Depois da Segunda Guerra Mundial e do extermínio de milhões de indivíduos pertencentes a povos que pretensos representantes de valores culturais superiores definiram como sub-humanos, a antropologia cultural promoveu a abertura das mentalidades, a compreensão e o respeito pelas normas (valores das outras culturas Mensagens fundamentais: a) Em todas as culturas encontramos valores positivos e valores negativos; b) Se certas normas e práticas nos parecem absurdas devemos procurar o seu sentido integrando-as na totalidade cultural sem a qual são incompreensíveis, c) O conhecimento metódico e descomplexado de culturas diferentes da nossa permite-nos compreender o que há de arbitrário nalguns dos nossos costumes, torna legítimo optar, por exemplo, por orientações religiosas que não aquelas em que fomos educados, questionar determinados valores vigentes, propor novos critérios de valoração das relações sociais, com a natureza, etc

Desenvolvimento Local e democratização dos espaços

Um dos pontos que emergem quando se enfoca a questão do desenvolvimento é a separação entre os espaços urbano e rural. Historicamente,as áreas rurais eram aquelas que se dedicavam essencialmente a atividades agropecuárias, caracterizavam-se pela baixa densidade populacional e eram tidas como uma categoria residual frente ao processo de urbanização, tratando as áreas rurais como opostas ao meio urbano.

Mais recentemente, passou-se a observar mudanças importantes no meio rural nos países desenvolvidos, que deixou de ser exclusivamente agrícola para se tornar uma mescla de atividades produtivas e de serviços das mais diferentes naturezas.Neste sentido, o conceito de local representa o agrupamento das relações sociais. Ele é também o lugar onde a cultura e outros caracteres não-transferíveis têm sido sedimentados.

É onde os homens estabelecem relações, onde as instituições públicas e locais
atuam para regular a sociedade. Representa, assim, o lugar de encontro das
relações de mercado e formas de regulação social, que por sua vez determinam
formas diferentes de organização da produção e diferentes capacidades
inovadoras, tanto para produtos como para processos,

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Sema realiza audiências públicas do Projeto Serra Leste

Da Redação
Agência Pará

Sob a coordenação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) serão realizadas nestes dias 8, 9 e 10, nos municípios de Curionópolis, Parauapebas e Marabá, as audiências públicas para apresentar e discutir o Projeto Serra Leste, de responsabilidade da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). Já no dia 16 a audiência será realizada em Belém.

O projeto prevê a exploração de minério de ferro em uma nova jazida na Província Mineral Carajás. A mina de ferro está localizada no município de Curionópolis, distrito de Serra Pelada, a 550 km a sudoeste de Belém.

O Projeto Serra Leste é a continuidade de uma lavra experimental de minério de ferro que passou por testes de resistência, realizado em fornos guseiros durante um ano. De acordo com o empreendedor, os testes demonstraram viabilidade econômica da área, e agora busca o licenciamento para exploração em escala.

O licenciamento pleiteado engloba a Etapa I, que prevê o desenvolvimento de uma lavra com capacidade de produção de 29 milhões de toneladas de minério de ferro (hematita dura). Compõe ainda a estrutura desta fase uma estrada de 29km para escoamento da produção da mina até o ramal ferroviário; o pátio de embarque do minério e duas linhas ferroviárias que serão conectadas à Estrada de Ferro Carajás.
De acordo com o Rima, o Projeto Serra Leste vai ampliar o fornecimento de granulado no mercado mundial. Se licenciada, no pico da obra vai gerar cerca de 600 empregos diretos e 351 diretos na etapa de operação.

A vida útil da mina de Serra Leste, de acordo com o Rima, será de 14,5 anos, com previsão de produção de dois milhões de toneladas/ano de minérios de ferro que será processado na forma de granulados e finos.

Os estudos ambientais e sociais realizados identificaram como impactos negativos a fuga da fauna silvestre; a pressão sobre a fauna e flora decorrente da fragmentação de habitat; a pressão sobre os equipamentos e serviços públicos de saúde e educação; a sobrecarga no sistema viário e outros.

Como impactos positivos, o Rima aponta a redução na taxa de desemprego; o aumento de renda das famílias e do poder aquisitivo da população; geração de oportunidade e novos negócios, dentre outros.

Breve histórico - A Província Mineral de Carajás possui importantes depósitos minerários com destaque para o ouro, ferro, cobre e manganês. As pesquisas geológicas na região se iniciaram nas décadas de 20 e 30 e forma impulsionadas na década de 50 pelo então Departamento Nacional de Produção.

Na década de 70, a CVRD, sob o domínio estatal, por meio de sua subsidiada Docegeo desenvolveu uma série de pesquisas confirmando o grande potencial mineral da região de Carajás, um dos maiores do

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Forum Social Mundial

Os preparativos para o Fórum Social Mundial de 2009, que acontecerá em 2009, iniciam-se este mês, com uma reunião de entidades e movimentos hoje (09)e amanha (10).

As organizações farão a primeira reunião sobre o evento no Centro Integrado do Governo, em Belém do Pará, sede do FSM de 2009.

Esta será a primeira edição do Fórum Social Mundial a ocorrer na Amazônia. “A questão do meio ambiente deve aparecer com força neste fórum”, disse Rubens Diniz, do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz.

O encontro de hoje e amanhã em Belém foi marcado durante o Fórum Social Nordestino, evento que ocorreu em Salvador no início deste mês.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

INSTITUTO ARAGUAIA

Será criado nesta quinta feira em Xinguara o Instituto Araguaia

Tendo por objetivos promover assessoria e consultira em planejamento e gestão, pesquisas de opinião, de mercado e técnico-cientificas, comunicação popular, ensino fundamental, médio, universitário, cursos profissionalizantes e preparatórios para vestiulares e concursos; debates, seminários, congressos e cursos de formação e atividades culturais.

O Instituto Araguaia de Cultura e Educação Popular contará com uma equipe multidisciplinar para atuar nas atividades propostas.

MST QUER NOVO MODELO PARA REFORMA AGRÁRIA

Durante todo o século 20, os movimentos camponeses da América Latina lutaram pela chamada Reforma Agrária clássica, por meio da combinação da distribuição de terras com um projeto de desenvolvimento da indústria nacional, com fortalecimento do mercado interno e distribuição de renda. Esse modelo tirava os camponeses da pobreza e promovia o desenvolvimento mais justo. Assim aconteceu em todos os países do Hemisfério Norte, mas as elites brasileiras aderiram ao neoliberalismo, um modelo dominado pelo capital financeiro e internacional, dentro do qual a Reforma Agrária clássica está esgotada.

O modelo se esgotou por imposição das elites, não por nossa vontade. No entanto, a questão Agrária não está resolvida e temos 150 mil famílias acampadas e mais de quatro milhões de famílias Sem Terra no País. Diante disso, o MST vai lutar por uma Reforma Agrária de novo tipo, que é a democratização da terra combinada com reorganização da produção, priorizando alimentos para o mercado interno, sem o atual controle das empresas transnacionais. Precisamos também de uma Reforma Agrária que adote novo padrão tecnológico, respeitoso do meio ambiente, levando para o interior do País as agroindústrias na forma de cooperativas, o acesso à escola e à educação.


O país precisa de um novo modelo agrícola, baseado na pequena e média propriedade. Para isso, precisamos antes de tudo derrotar o neoliberalismo, por meio da construção de um novo modelo de desenvolvimento nacional, que priorize a distribuição de renda, a indústria nacional e a prioridade absoluta em gerar trabalho e emprego para o povo ter renda.

O primeiro passo desse novo tipo de Reforma Agrária é a democratização da propriedade da terra, uma bandeira republicana que pode ser estabelecida por meio de limites no tamanho da propriedade rural.

Não se pode admitir que uma empresa qualquer tenha 100 mil ou 1 milhão de hectares apenas porque tem dinheiro. Os verdadeiros agricultores, mesmo capitalistas, sabem que com uma fazenda de 1.000 hectares podem ganhar muito dinheiro. A organização da produção, antes de tudo, deve atender as necessidades do mercado interno. O maior mercado potencial de produtos agrícolas não é Europa nem os Estados Unidos, são os pobres do Brasil. Aqui temos 60% da população que se alimentam mal.

Ou seja, temos 120 milhões de brasileiros querendo consumir, mas não têm renda. Atualmente, as transnacionais vêm aqui e controlam a produção, o comércio, o preço. Isso está errado. Como alternativa ao controle da produção e processamento dos alimentos, temos que levar as pequenas agroindústrias para o campo, gerando emprego e renda no interior do país.

Precisamos também de uma nova matriz produtiva no campo, por meio de técnicas que respeitem o ambiente, produzam alimentos saudáveis e não cheios de agrotóxicos, que afetam a saúde de toda a população, inclusive a da cidade, que muitas vezes pensa que não tem nada a ver com isso. Depois, podem pagar a conta desse desconhecimento no hospital.

Por fim, precisamos levar os serviços públicos para o campo, especialmente educação formal e o conhecimento para formar o cidadão camponês. O camponês sem estudo só enxerga a terra na frente dele e não compreende a complexidade da sociedade brasileira e da luta de classes. Nós estamos fazendo um esforço enorme de elevar o nível de consciência cultural e política.

Foi lançado no congresso uma campanha nacional de alfabetização no campo, com base no método cubano. Temos que dominar as letras e avançar no ensino formal. Quem está no ensino fundamental tem que ir para o ensino médio, e, quem está no médio tem de entrar na universidade. Para isso, nós temos só uma bandeira: para ser militante dos Sem Terra tem que estar estudando

terça-feira, 7 de agosto de 2007

SDDH: 30 ANOS DE HISTÓRIA

NESTA QUARTA DIA 08 DE AGOSTO SDDH COMPLETA 30 ANOS DE ATUAÇÃO


A Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) completa 30 anos na próxima quarta-feira (8). Ela surgiu na época da ditadura militar, onde eram freqüentes conflitos por posse de terra e havia a necessidade de lutar por liberdade, democracia e defesa dos direitos humanos, até então ausentes na vida social do país. Criada por um grupo de militantes políticos, no dia 8 de agosto de 1977, tinha como principal objetivo combater casos de violência protagonizados por agentes de segurança pública na época. A SDDH atuou firmemente na combate à ações arbitrárias e violência contra trabalhadores rurais no regime militar, tendo como exemplo, sua atuação na denúncia dos casos de tortura de trabalhadores que lutavam a favor da liberdade sindical e defesa de posseiros que tinham suas terras tomadas pelo latifúndio na Amazônia.

EM MARABÁ ATUOU NO CASO VAVÁ MUTRAN


A SDDH segue incessantemente atuando junto ao Tribunal do Júri como assistente de acusação e ao Ministério Público para a reparação e proteção dos direitos humanos, como em casos de violência policial, que possuem três tipos: a sumária, onde a pessoa não tem direito de defesa; o arbitrário, que significa o uso da força, e o extrajudicial, onde o indivíduo é indiciado, denunciado, condenado e executado sem ter seus direitos respeitados. “O juiz concede a liminar de desocupação de terra sem ao menos ver de perto o que está acontecendo. Efetivação de direitos é caso de política, e não de polícia”. No episódio do garoto David assassinado brutalmente pelo ex-deputado Vavá Mutran, os advogados da SDDH atuaram mais não tiveram exito.


A MISSÃO DA SDDH


Segundo o presidente da SDDH, a missão da entidade, além da defesa e a promoção dos direitos humanos, é contribuir e constituir uma cultura responsável pelos direitos humanos e inserir essa prática no cotidiano da sociedade. Para ele, o objetivo principal é atuar em vários campos como violência rural e urbana, impunidade, garantir acesso à justiça, luta pela reforma agrária, moradia, preservação do meio ambiente e qualquer tipo de discriminação.

ATUAÇÃO BRILHANTE


A SDDH atua em Belém e Marabá, e além dos atendimentos diários, acompanha cerca de 60 casos por ano, alguns que se arrastam há mais de 20 anos. Para ele, é preciso estabelecer políticas públicas para garantir os direitos humanos básicos e a população precisa participar delas para que haja uma mudança no quadro atual do Estado. “É necessário uma reforma da política econômica, que é a principal causa da miséria no Brasil. Vale destacar os advogados Valdimar Lopes Barros e Rivelino Zarpellon que atuaram com bastante competencia contra as violações dos direitos humanos. Atualmente o trabalho de Jorge Luiz Ribeiro especialista na área do trabalho Escravo, tem se destacado pela boa atuação.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

SOBRE O PAPEL DA OAB

Com relação ao processo de divisãodo Estado do Pará

“O papel da OAB é de conscientizar as pessoas sobre o poder de decisão. Porque isso vai alterar toda a organização política da Amazônia e porque isso pode mudar os rumos da história do país. Temos que refletir sobre como isso pode alterar a vida das próximas gerações”, observa Angela Sales.
Para Angela Sales, a discussão é fruto de um processo político e legislativo, que não tem prazo para a conclusão. Ela ainda informa que todos os eleitores do Estado devem ser ouvidos.

COMENTÁRIO:

Todos devem ser ouvidos, por que todos têm interesse na questão, mesmos os que moram na àrea de origem ao desmenbramento.

TEMPLO CENTRAL

Quem não conheceu o templo central da Igreja Evangelia Assembléia de Deus na Travessa 13 de maio. O majestoso templo que há cerca de três anos pegou fogo.
Este mesmo! ficando apenas o terreno depois da retirada dos escombros.

Deu uma louca no Pastor Sales Batista, que depois da ""autorização"" da igreja terminou vendendo o terreno para uma loja de departamentos da cidade.

E com uma longa negociação fracassada quase adiquiria parte das casas do Club Atlético Marabá que fica na praça Duque de Caxias.

O problema agora é que o dito pastor está "exigindo" contribuição dos irmãos para a construção do novo templo que ficará na esquina da antiga SECDETUR. Não prestou conta do dinheiro da venda do prédio e anda fazendo cobranças aos irmãos. Uma intensa campanha para construção de um pequeno templo, que não recontituirá o valor simbólico do templo antigo está sendo realizada.

DIVISÃO DO PARÁ

Entre outros fatores, será necessário instalar os três poderes da administração
Custo do separatismo será elevado


O movimento separatista do Estado do Pará nunca esteve tão perto de atingir os seus objetivos. Em julho passado, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou o Projeto de Decreto Legislativo nº 52/2007, de autoria do senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), que autoriza a realização de plebiscito para a criação do Estado do Carajás, a partir da divisão do Pará. O resultado animou quem também torce pela criação do Estado do Tapajós. Agora, o PDL irá a plenário e, se for aprovado, deverá ir para a Câmara dos Deputados.

Segundo o cientista político Raimundo Jorge Nascimento, essas pretensões de redesenho do mapa são antigas e implicam um custo elevado para a União. “Vai ser necessário implantar os três poderes. Isso vai fazer aumentar o número de funcionários públicos”, explica Nascimento.

Para ele, o fortalecimento dos debates seria motivado por interesses políticos. “Velhas oligarquias que hoje podem estar sub-representadas voltarão à esfera de poder e terão nova projeção”, comenta. Além disso, a possibilidade de que a União arque com os recursos para o desenvolvimento dos novos Estados também seria um atrativo para muitos interessados na divisão.

Nascimento ainda cita que seria necessário observar o Estado do Tocantins - ele não se tornou uma superpotência. Sem falar que as áreas menos favorecidas continuaram pobres, por outro lado fortunas aumentaram, surgiram novos políticos. Mas, o que interessa saber é se houve mudança no desenvolvimento humano nestas áreas”, ressalta. “A separação também pode levar a novas unidades extremamente dependentes e carentes. Se a União pode fazer a criação, por que não investir nas áreas? Sai mais barato e também trará bons resultados”, sugere.
Flávia Ribeiro - WWW.DIARIODOPARA.COM.BR

domingo, 5 de agosto de 2007

AMAZÔNIA: Expansão do Capitalismo 2

Nos aspectos econômicos o processo de devassamento ocorre em quatro grandes etapas, todas elas descritas por Cardoso e Muller, como sendo impulsionadas pela expansão do capitalismo. O primeiro devassamento foi o da floresta tropical situada ao longos dos rios na busca pelas drogas do sertão. O segundo ocorreu no final do século XIX e inicio do século passado como o ciclo da borracha. O terceiro a partir dos anos 20/30 do século passado com a chegada das frentes pioneiras agropecuárias e mineral. O quarto devassamento, e ultimo em penetração territorial ocorre a partir dos anos setenta.
O povoamento da Amazônia ocorre durante os séculos XVII e XVIII, quando os portugueses, se deslocam para região com a finalidade de afastar os ingleses, holandeses e franceses que se apoderavam das “drogas do sertão”. Desse momento de defesa surgem os núcleos fortificados: São Luiz do Maranhão, Belém, Macapá e Manaus, aos quais vão se reunindo aldeamentos indígenas e de colonos que tentam por em pratica as diretrizes do governo de Lisboa que visava a passar a coleta das drogas a seu cultivo e, assim, apossar-se efetivamente dessas áreas. Portanto, os núcleos militares, colônias e missões, baseados na exploração da mão de obra indígena, são as primeiras manifestações de povoamento na Amazônia.
Se o “ciclo” das drogas do sertão fez parte de uma economia que nasceu como reserva, ou seja, a alavanca na acumulação primitiva do capital, a época da expansão do capitalismo mundial, o ciclo da borracha nasce e se desenvolve tendo como objetivo baratear, via imposição dos preços coloniais à borracha. Neste sentido, o capital industrial internacional comandou o processo de utilização do trabalho compulsório no latifúndio. A comercialização do látex no âmbito mundial estavam nas mãos de agentes estrangeiros, enquanto que a intermediação comercial e financeira interna e a organização do latifúndio nas mãos nacionais.
São quatro as características que ainda hoje marcam a região, a primeira é o chamado “sistema de aviamento” o regime de trabalho e o padrão de vida dos seringueiros baseados no endividamento reiterado, o que colocou o trabalhador nas mãos do proprietário comerciante. Uma segunda característica da economia da borracha provém do processo de obtenção do produto e de sua circulação. A terceira convém assinalar que a população rural oscilava entre as atividades agrícolas e as de extração. Ou seja, a um deslocamento da população da agricultura para a coleta. A quarta e e ultima característica da região diz respeito a que se o ciclo da borracha pressupôs uma transferência de população de modo a dotar a Amazônia de uma massa de mão-de-obra.
Cardoso e Muller distinguiram duas fases na economia da Amazônia no período posterior a 1940: uma que vai desta data até 1945, caracterizada por um novo surto da borracha, e outra de 1945/50 em diante, caracterizada pelo desenvolvimento de alguns produtos voltados para o mercado.
Ribamar Ribeiro Junior

sábado, 4 de agosto de 2007

PAC em Marabá

Foi anunciada ontem as obras do programa de aceleramento do crescimento para o estado do Pará. A Cidade de Marabá foi contemplada com 42,6 milhões para obras de saneamento e urbanização. Sendo R$ 22 milhões para o abastecimento de agua, R$ 26,5 para esgotamento sanitario e R$ 14,1 para saneamento integrado - bairro Cabelo Seco. parte dos recursos provém de financiamento e outra será incluida no Orçamento geral da união.

Resta agora a sociedade se organizar atrvés dos conselhos e exigir acompanhamento e fiscalização dessas obras qeu acontecerão em Marabá. Sendo ano eleitoral 2008 essa dinheirama pode ir para o ralo. E como o prefeito Tião "Praça " Miranda não gosta de fazer obras com a PARTICIPAÇÃO POPULAR, estas obras tem que ter controle social.

E por falar em particpação, fica ridiculo a nomenclatura PRP Planod e Realização Participativa. Ninguem participa e o prefeito denomia suas obras de participativas.

AMAZÔNIA: Expansão do Capitalismo

O esforço pelo progresso, a busca incessante pelo crescimento econômico e a integração nacional acabaram por atingir os espaços amazônicos. Essa incorporação da expansão capitalista no Brasil, tem na Amazônia uma situação especifica, incorporando as mais variadas formas de produção. Formas essas que o desenvolvimento assume no devassamento da Amazônia. Seja com o Estado intervindo para assegurar as condições para ocupação e expansão econômica, seja como as empresas protegidas pelo Estado utiliza-se para explorar os recursos naturais.
Segundo Cardoso e Muller, a medida que os interesses amazônicos se integram ao desenvolvimento nacional o autoritarismo colocou-se como ponto de partida do atual perfil de ocupação da Amazônia. Portanto, para que se compreenda a Amazônia hoje vivida é necessário perceber a participação ativa do Estado na transformação da região. Partindo do principio que o Estado é o pressuposto político da expansão capitalista local, através dos organismos criados diretamente para essa intervenção como: SUDAM, BASA, RADAM etc. operando no nível das empresas, com estimulo direto que vai regulamentar o processo sócio-econômico.
No entanto, seria incompleto dizer que a Amazônia atual se explica pela presença de da grande empresa, nacional e estrangeira, e pelo papel do Estado para assegurar esta presença e permitir, por delegação não-formal, a exploração brutal do trabalho. Existe uma dimensão simbólica segundo Cardoso e Muller, que analisam apenas de foram superficial, mas não minimizam essa dimensão por ser ela efetiva na incorporação nacional – a missão de incorporar terras, defender fronteiras e preservar riquezas, os interesses militares visando incorporar o território nacional, como afirmação da nacionalidade.
(Ribamar Ribeiro junior)

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

CARTA DO MST


Entendemos que cabe ao Estado brasileiro planejar e desenvolver políticas públicas que fomentem a agricultura camponesa e agroecológica, com subsídios e créditos agrícolas especiais aos assentamentos da Reforma Agrária e os pequenos camponeses. No entanto, sabemos que a consolidação de um modelo baseado na agroecologia só será possível com a realização da Reforma Agrária e por meio de um amplo processo de educação do campo. Por isso assinamos a Carta Final da 6° Jornada de Agroecologia [clique aqui], cujos compromissos principais resumimos abaixo.

1) Seguir lutando por um Brasil livre de transgênicos e sem agrotóxicos;

2) Lutar contra todas as formas de mercantilização da vida, buscando garantir que a terra, as águas, as sementes e toda a Biodiversidade sejam Patrimônio dos Povos à Serviço da Humanidade;

3) Promover campanhas de informação sobre os malefícios efeitos dos agrotóxicos e exigir uma revisão geral da carta de registro dos agrotóxicos e propor legislações de restrição de uso;

4) Massificar a organização do povo para a conquista da Reforma Agrária e pelo reconhecimento dos direitos dos povos tradicionais nas suas diferentes formas de ocupação do território, e a fixação de tamanho máximo da propriedade da terra;

5) Fortalecer e ampliar a Campanha "As Sementes são Patrimônio dos Povos a Serviço da Humanidade", lutando pelo direito de todos os camponeses e camponesas produzirem suas sementes, preservando e viabilizando a produção própria de sementes como garantia do princípio da soberania alimentar, e impedindo que as empresas transnacionais obtenham o controle oligopolista da produção e da comercialização de sementes;

6) Lutar contra a privatização e mercantilização das águas, defendendo o seu valor biológico e sagrado, implementando propostas de proteção e recuperação dos rios e nascentes, denunciando a poluição, a degradação e o desmatamento;

7) Promover uma campanha nacional e internacional de descriminalização dos militantes dos Movimentos Sociais processados judicialmente pelas transnacionais Aracruz, Monsanto e Syngenta e conquistar a condenação destas empresas pelos crimes que atentam contra a Biodiversidade e a Soberania Nacional.

Assim, reafirmando nosso compromisso com a agroecologia, com o cuidado da terra e da vida, com a preservação da biodiversidade e pela soberania alimentar. Lutamos por um Brasil mais justo, igualitário e soberano. Vamos em frente!

Boa luta para todos e todas!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Rádios comunitárias são loteadas por políticos

O Globo e O Globo Online



RIO e BRASÍLIA - A antena fica no alto da Torre de Oração, um edifício de cinco andares com janelas protegidas por vidro fumê. No térreo, um auditório de cinco mil assentos reúne os fiéis da Igreja Tabernáculo Evangélico de Jesus, que tem outros dois mil templos espalhados pelo Brasil e no exterior. Um andar acima fica o estúdio, decorado com adesivos de campanha do pastor evangélico e deputado distrital Rubens Brunelli (DEM). De lá, transmitem-se cultos e música gospel aos fiéis da cidade-satélite de Taguatinga.

No ar há quatro anos, a emissora Casa da Bênção é um retrato do loteamento das rádios comunitárias entre políticos e entidades religiosas. Abertas para democratizar o acesso de associações de moradores e ONGs à comunicação, as ondas curtas se tornaram território livre para a ação de prefeitos, vereadores e deputados em todo o país. Levantamento inédito do instituto Projor, ligado ao site Observatório da Imprensa, mostra que 50,2% das concessões outorgadas de 1999 a 2004 pertencem a entidades - muitas vezes de fachada - controladas por políticos. Coordenador do estudo, o pesquisador Venício Lima, da Universidade de Brasília (UnB), batizou o fenômeno de neocoronelismo eletrônico, uma nova face da histórica partilha de concessões comerciais de rádio e TV entre parlamentares.

- As licenças para o funcionamento de emissoras comunitárias se tornaram moeda de barganha política. Mesmo quando o pedido surge numa associação independente, o vínculo partidário passa a ser uma necessidade para se conseguir a autorização legal - explica Lima.

No terreno pantanoso das rádios comunitárias, a clandestinidade ainda é regra após nove anos de regulamentação por lei federal. Das cerca de 20 mil emissoras que funcionam no país, pouco mais de 2.700 têm autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para funcionar. A dificuldade para se obter a licença caminha ao lado da rejeição de entidades do setor ao conceito de rádio pirata, usado pela Polícia Federal nas operações que lacram equipamentos de som e podem condenar os programadores a até três anos de prisão.

Enquanto ela lucra, o povo vive na miséria!!!

Vale fecha segundo trimestre com recorde de lucro faturamento


A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 5,8 bilhões, valor recorde, que representa um crescimento de 49,6% em relação ao mesmo período de 2006, quando o ganho líquido somou R$ 3,9 bilhões. O aumento do lucro operacional, a redução do resultado financeiro negativo e a venda de participações em empresas foram apontados como os grandes responsáveis pelo desempenho.

Entre abril e junho, o lucro operacional da mineradora avançou 103,4%, para R$ 9,19 bilhões e o resultado financeiro ficou negativo em apenas R$ 47 milhões, contra R$ 466 milhões em igual período de 2006. Já a venda das participações na Usiminas e na Log-In renderam à Vale US$ 728 milhões e US$ 203,5 milhões, respectivamente.

A receita bruta da companhia ficou em R$ 18,197 bilhões, registrando recorde trimestral. O valor é 79,6% maior do que os R$ 10,131 bilhões faturados durante o segundo trimestre de 2006. Segundo a Vale, a incorporação da Inco contribuiu com R$ 7,133 bilhões para o aumento da receita. Os reajustes de preços foram responsáveis por R$ 1,050 bilhão adicional e as variações de volume, por R$ 760 milhões.

As vendas de minerais não-ferrosos representaram 42,9% da receita total, enquanto os ferrosos tiveram fatia de 40,9%. Os produtos relacionados à cadeia do alumínio responderam por 8,2% e os serviços de logísticas, por 5,2%.

As vendas para a Ásia representaram 43,6% do faturamento, seguidas pelas Américas (33%) e pela Europa (20,7%).

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) apresentou evolução de 99% em relação ao segundo trimestre do ano passado, para R$ 10,255 bilhões.

Entre abril e junho, a Vale realizou investimentos da ordem de US$ 1,439 bilhão, com alta de 75,9% sobre igual intervalo de 2006. Deste montante, US$ 1,065 bilhão foram direcionados para o crescimento orgânico da companhia, enquanto US$ 374 milhões tiveram como destino a manutenção dos negócios existentes.

COMENTÁRIO:

Começa a partir de hoje a campanha para o Plebiscito de Anulação do Leilão da Vale.
A votação será na semana que coincide com o 07 de setembro.Participe!! Vote a favor do cancelamento do Leilão.

ASSEMBLÉIA DO PTP em Marabá

Muita desorganização por parte dos coordenadores do evento

Com um público de mais de mil e duzentas pessoas, a Assembléia Municipal do Planejamento Territorial Participativo que estava prevista para iniciar as 16:00h só teve inicio deppois das 17h.

Com a participação de três secretários de estado: Fazenda, Desenvolvimento, ciência e Tecnologia e de Integração Regioanal, a plenária só não foi mais produtiva por causa da incompetência, ou talvez inexperiência dos coordenadores Regivaldo e Bressan. Não souberam lidar com a multidão, e perderam o controle do processo de escolha de conselheiros.

Por um outro lado, este processo serviu para mostrar ao governo Tião Miranda que não adianta só fazer obra a deus dará, sem ouvir a população. Governar é uma ato democratico que é necessário fazer com participaçãp popular.

Bem que o vice Italo (PDT), tentou fazer um arranjo , mas não convenceu, porque seu governo não faz participação popular.